Em duelo dramático, Fonseca e Melo salvam match-point e avançam à final
- 21 de fev.
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O roteiro parecia pronto para um desfecho amargo. Mas o tênis, sobretudo em duplas, gosta de tensionar nervos. Neste sábado, o carioca João Fonseca e o mineiro Marcelo Melo salvaram match-point no supertiebreak e derrotaram os alemães Mark Wallner e Jakob Schnaitter por 6/2, 2/6 e 13-11, em 1h29, garantindo o Brasil na final de duplas do Rio Open pelo quinto ano consecutivo.
A parceria nacional agora aguarda os vencedores do confronto entre Constantin Frantzen/Robin Haase e Guido Andreozzi/Manuel Guinard para conhecer seus adversários na decisão deste domingo, no Jockey Club Brasileiro.

Quinta final brasileira consecutiva
A presença na final mantém uma sequência iniciada em 2022, consolidando o protagonismo nacional na chave de duplas do maior torneio sul-americano. Para Melo, será a quarta decisão no Rio. Campeão em 2025 ao lado do gaúcho Rafael Matos, ele foi vice em 2014 com o espanhol David Marrero e novamente finalista em 2023 ao lado do colombiano Juan Sebastián Cabal.
Se levantar a taça, o mineiro se juntará a Cabal, Robert Farah, Máximo González e ao próprio Matos como bicampeões de duplas no torneio. Aos 42 anos, Melo busca o 41º título de ATP da carreira e o 13º ao lado de um compatriota. Antes de Matos, ele já havia sido campeão com André Sá (cinco títulos) e Bruno Soares (quatro).
Fonseca vive semana inédita
Para Fonseca, o enredo é outro. Com apenas seis torneios de duplas disputados na elite até aqui, o carioca jamais havia vencido uma partida na especialidade antes deste Rio Open. Já soma três vitórias nesta semana e chega à sua primeira final em ATP nas duplas, elevando o retrospecto para três triunfos e cinco derrotas em chaves principais.
Entre a experiência de Melo e a ousadia juvenil de Fonseca, formou-se uma parceria improvável e eficiente, capaz de sobreviver a um match-point sob pressão máxima.
Duelo emocionante e imprevisível
O início foi autoritário. Fonseca e Melo dominaram o primeiro set, quebrando no quarto e no oitavo games e vencendo 12 dos 14 pontos disputados com o primeiro saque. A agressividade nas devoluções e a presença firme na rede selaram o 6/2 sem sobressaltos.
No segundo set, o cenário se inverteu. Após salvarem três break-points no início, os alemães cresceram na partida e aproveitaram oscilações brasileiras. Quebraram no quinto game e novamente no sétimo, este depois de os donos da casa abrirem 40-15. Wallner e Schnaitter foram mais sólidos naquele momento e devolveram o 6/2, forçando o match-tiebreak.
O desempate foi um teste de nervos. Os alemães abriram 6-3 com dois saques a favor e pareciam encaminhar a vitória. Melo e Fonseca reagiram ponto a ponto até igualarem em 8-8, mas voltaram a ficar sob pressão ao enfrentar um match-point. Após um potente saque de Wallner, Melo conseguiu a devolução e, num rali intenso, Fonseca fechou o ponto para manter o Brasil vivo.
A tensão não cessou. Os brasileiros ainda desperdiçaram duas oportunidades de fechar, uma delas numa dupla falta de Melo. Na terceira chance, porém, Fonseca acertou saque aberto preciso, sem resposta, e selou o 13-11.
Entre a experiência calejada de um veterano e a ousadia de um jovem que ainda descobre o terreno das duplas, o Brasil volta à final no Jockey. No saibro do Rio, mais uma vez, a decisão terá sotaque brasileiro.
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