top of page
Banner Home_Parceiros Nittenis Club (1000 x 500 px) (Site).gif

Ex-top 10 garante: "no tênis, tudo é 75% mental"

  • 2 de abr.
  • 3 min de leitura

Jelena Ostapenko quer voltar ao top 10 da WTA e está convencida de que o caminho passa por um lugar que nem sempre foi seu ponto forte: a cabeça. A letã de 28 anos, atual 23ª do ranking, falou com maturidade sobre os anos de oscilação depois de Roland Garros 2017, sobre o peso de representar um país pequeno e sobre o que acredita ser o fator decisivo para reconquistar o topo.


Atual 23ª do ranking, Ostapenko está construindo um argumento de volta. Em fevereiro de 2026, ela já havia subido 13 posições em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado de uma consistência que, segundo ela própria, é inseparável do aspecto mental.


"No tênis, tudo é 75% mental. Você pode jogar de forma incrível nos treinos e depois não ganhar partidas, isso acontece com frequência", analisou.

O diagnóstico não é novo, mas ficou mais nítido com o tempo. Ostapenko atingiu o pico de sua carreira em março de 2018, quando chegou ao 5º lugar do ranking, e passou os anos seguintes oscilando longe desse patamar. Ela reconhece que parte do problema estava na incapacidade de administrar as expectativas criadas por um Grand Slam conquistado cedo demais. "Foi há muito tempo e é uma grande conquista, mas quero viver o presente. Se eu tivesse ganhado um Grand Slam sendo um pouco mais velha, teria lidado melhor com isso. Venho de um país pequeno e a atenção quando você volta para casa é enorme", admitiu.


Jogadora de tênis sorridente segura um troféu, vestindo uniforme branco, em quadra de saibro com fundo desfocado de pessoas.
Ostapenko, aos 20 anos, foi campeã em Roland Garros (Reuters/Benoit Tessier)

A frase não é desculpa, é contextualização. Ostapenko não recua da personalidade. Ao contrário: defende que ser intensa faz parte de quem ela é. "Sei que sou explosiva, mas é o meu jeito e não tento ser alguém que as pessoas querem que eu seja", disparou. O que mudou, diz ela, é a maturidade para canalizar isso. "Agora sou mais madura e acho que posso fazer melhor. Quero voltar ao top 10 e ser mais sólida nos eventos mais importantes", garantiu.


O desafio de Linz em saibro

O ponto de partida dessa tentativa de consistência começa em Linz. A cidade austríaca recebe o WTA 500 entre os dias 6 e 12 de abril de 2026, e pela primeira vez o torneio será disputado em quadras cobertas de saibro, depois de décadas em piso duro. Para Ostapenko, a mudança tem um sabor particular: ela venceu a edição de 2024 do torneio, quando o evento ainda era disputado em piso sintético.


Buscar o bicampeonato em uma superfície diferente não é exatamente a mesma tarefa, mas o histórico de Ostapenko no saibro dá razões para otimismo. Campeã em Roland Garros, conquistou seu nono título na carreira no ano passado, em Stuttgart, sobre o saibro. Na temporada atual, a melhor campanha foi nas quadras rápidas em Doha, onde alcançou as quartas de final.


A chave de Linz conta com outras duas ex-campeãs do torneio, Ekaterina Alexandrova, atual detentora do título, e Karolina Pliskova. O contexto é de estreia coletiva numa superfície que muda a lógica do evento, o que coloca todas as credenciais anteriores em perspectiva relativa. Inclusive as de Ostapenko.


Ela, porém, está confiante. "Quero ser mais consistente, especialmente nos grandes torneios. Mas é algo que acontece de forma natural", disse. Nos próximos meses, a temporada europeia vai dar a resposta.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page