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Meligeni analisa derrota de Fonseca e fala em aprendizado com a pressão

  • 20 de fev.
  • 2 min de leitura
João Fonseca (Foto: Fotojump)
João Fonseca (Foto: Fotojump)

A eliminação de João Fonseca diante do peruano Ignacio Buse no Rio Open ainda repercute no circuito e entre ex-jogadores. Em suas redes sociais, Fernando Meligeni publicou uma longa reflexão sobre a derrota do jovem carioca, abordando o peso da expectativa, os erros táticos durante a partida e, principalmente, o impacto da pressão em um atleta de 19 anos.


Meligeni começou reconhecendo o sentimento coletivo após a queda precoce. Segundo ele, o clima foi de “incredulidade, preocupação e tristeza geral”, resultado de uma expectativa elevada em torno do principal brasileiro na chave de simples. Para o ex-número 1 do país, parte da frustração veio justamente da construção desse cenário quase inevitável de vitória.


O ex-tenista chamou atenção para um ponto que, segundo ele, foi negligenciado: a qualidade do adversário. Atual 91º do mundo, Buse já havia mostrado competitividade em nível ATP e soube aproveitar o momento decisivo do confronto, especialmente ao salvar break-points importantes no início do segundo set.


Peso da quadra e do tênis brasileiro

Na avaliação de Meligeni, Fonseca não conseguiu se encontrar em quadra e acabou carregando um fardo maior do que o habitual. O número elevado de erros não forçados e a dificuldade em encontrar soluções durante o jogo seriam reflexo direto da pressão interna.


Ele destacou que, quando o atleta atua sob esse peso, perde a capacidade de sentir a bola e de tomar decisões com clareza. A leitura converge com a própria análise do jogador após a partida, quando admitiu ter se afobado em momentos importantes e não ter conseguido manter o nível do primeiro set.


Meligeni também propôs dois caminhos possíveis para a reação à derrota. O primeiro seria o da crítica destrutiva, tentando minar um projeto que ainda está em desenvolvimento. O segundo, que ele defende, é o de compreender que o processo inclui oscilações naturais.


Para o ex-tenista, Fonseca é um jogador “incrível”, mas ainda em formação. A construção de um atleta competitivo em alto nível envolve inevitavelmente derrotas duras, ajustes técnicos e amadurecimento mental. Nesse contexto, a ausência de um “plano B” — mencionada por ele — aparece como um dos pontos a serem trabalhados.


Falta de plano B e maturidade competitiva

Meligeni observou que, quando o jogo não encaixa, muitas vezes é necessário simplificar, colocar mais bolas em quadra e aceitar sofrer. A capacidade de encontrar saídas em partidas complicadas é, segundo ele, algo que se desenvolve com o tempo e a vivência.


Ao citar uma frase de Bernardinho sobre aprender a lidar com a pressão vivendo-a, Meligeni reforçou a ideia de que experiências como essa são parte essencial da formação de um atleta de elite.


Na visão do ex-jogador, a derrota amarga pode servir como combustível para tornar Fonseca mais “cascudo” no futuro — expressão comum no meio esportivo para designar atletas mentalmente mais fortes e preparados para adversidades.


Texto de Fernando Meligeni na íntegra



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