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Petkovic é mais uma a apostar no retorno de Serena Williams

  • 25 de fev.
  • 3 min de leitura

Andrea Petkovic virou mais uma voz no coro que cresce semana a semana. A alemã afirmou ao Tennis Channel nesta quarta-feira que o retorno de Serena Williams ao pool de testes antidoping, em outubro de 2025, é evidência demais para ser ignorada. E usou um argumento que ninguém havia colocado com tanta precisão até agora.


"Estive sob os protocolos antidoping por 16 anos. Ninguém se inscreve para receber uma ligação de aviso às 5h da manhã para urinar em um copo na frente de alguém que está com você no banheiro para jogar apenas duplas", disse Petkovic.

A frase é cirúrgica. Porque ela corta pela raiz a narrativa mais confortável que o circuito tinha para explicar o movimento de Serena sem precisar acreditar de verdade no retorno: a de que tudo não passava de uma última dança ao lado de Venus, uma despedida simbólica em duplas, bonita e inofensiva para o ranking de qualquer uma.


Petkovic não compra. "Sinto muito. Com todo o respeito a todos que jogam em duplas, ninguém faz isso apenas para uma despedida", completou a alemã.


Foto: Andrea Petkovic (Redes Sociais)
Foto: Andrea Petkovic (Redes Sociais)
O que mudou desde domingo

Três dias atrás, quando a ITIA confirmou a elegibilidade de Serena para competir após o cumprimento do período obrigatório de seis meses de testes, o cenário era este: ex-técnicos falando, parceiras de treino falando, e Serena em silêncio absoluto.


Rick Macci havia dito à L'Équipe que o retorno era "certo". Patrick Mouratoglou afirmou que "não se surpreenderia" e que "acredita nela". Alycia Parks, que treinou com Serena recentemente, foi direta: "Ela está em ótima forma. Arrasaria no circuito."


Petkovic é diferente no contexto. Ela não é técnica, não é parceira de treino e não tem nenhum interesse óbvio em alimentar o rumor. É uma jogadora aposentada que conhece por dentro o que significa estar no pool de testes, com toda a burocracia invasiva que isso implica. E está dizendo que ninguém passa por isso sem ter um motivo sólido.


O argumento da dupla com Venus sempre foi o mais fácil de vender para quem não queria acreditar no retorno em simples. As irmãs têm 14 títulos de Grand Slam juntas em duplas, três ouros olímpicos, e Venus está em Austin nesta semana jogando seu quarto torneio em 2026 aos 45 anos. A narrativa de uma última aparição lado a lado é irresistível do ponto de vista emocional. Petkovic simplesmente disse que ela não é suficiente para justificar o que Serena fez.


Serena Williams não disputa uma partida oficial desde a derrota na terceira rodada do US Open de 2022. Foram mais de três anos fora. Mas a matemática das próximas semanas continua favorável: Indian Wells começa em 4 de março, Miami em 18, e Wimbledon em junho. Wildcards não são problema em nenhum desses torneios.


Ela nunca usou a palavra "aposentadoria". Em 2022 disse que estava "evoluindo para longe do tênis". Em janeiro deste ano, no programa Today, recusou o sim mas também recusou o não: "Não sei, vou ver o que acontece." Em 20 de fevereiro postou um vídeo no TikTok praticando saques, a primeira vez treinando em público desde que parou. Dois dias depois, silêncio total na data em que o mundo esperava uma resposta.


Em abril de 2025, havia dito à Time Magazine: "Sinto muito falta, com todo o meu coração. Sinto falta porque estou saudável."


O consenso em torno dela está se tornando ruidoso demais para ser acidental. A única pessoa que ainda não falou é a única que importa.

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