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Stefani volta ao top 10, Fonseca sobe mais de 2 mil posições nas duplas

  • 23 de fev.
  • 4 min de leitura

Segunda-feira é dia de cobrança e recompensa nos rankings da ATP e WTA. Para o tênis brasileiro, desta vez, os dois lados da balança ficaram bem cheios.


Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Jimmie48/WTA)
Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Jimmie48/WTA)

No WTA, a paulistana Luisa Stefani voltou ao top 10 do ranking de duplas pela primeira vez desde novembro de 2021, quando uma grave lesão no joelho sofrida no US Open interrompeu uma das melhores fases de sua carreira. O impulso veio do título no WTA 1000 de Dubai com a canadense Gabriela Dabrowski: quatro posições subidas, 14ª taça da carreira, e o 10º lugar do mundo de volta ao currículo. Sua melhor marca segue uma colocação acima. A parceira canadense teve uma arrancada ainda maior: oito posições, e chegou ao 2º lugar do mundo.


"Não é toda semana que conseguimos um título de WTA 1000. Por isso, estou muito feliz e orgulhosa do meu time e minha equipe no Brasil", disse Stefani após a decisão em Dubai. A campanha não foi fácil: a dupla precisou de supertiebreaks em três dos quatro jogos antes da final, incluindo uma recuperação de três match points contra Olmos e Pegula nas quartas. A decisão em si, 6/1 e 6/3 sobre Siegemund e Zvonareva, foi outra história. O resultado também projetou Stefani e Dabrowski para a 2ª colocação na corrida da temporada, atrás apenas de Krunic e Danilina.


Para as outras duplistas brasileiras, a semana não foi generosa. Beatriz Haddad Maia caiu 10 posições e está na 70ª colocação. Ingrid Martins perdeu dois lugares, para o 82º, e Laura Pigossi recuou um, para o 86º.


Na ATP, só Melo escapa das quedas nas duplas


No masculino, a história do ranking de duplas foi parecida em estrutura, mas com personagens diferentes. Entre os brasileiros do top 100, apenas o mineiro Marcelo Melo terminou a semana sem perder posições: o bicampeonato no Rio Open ao lado de João Fonseca o manteve na 59ª colocação. Defender o título e vencer de novo tem esse efeito. Os outros quatro não tiveram a mesma sorte.


Rafael Matos pagou o preço mais alto: como campeão em 2025, entrou no Jockey com pontos a defender, caiu na estreia e viu 17 posições evaporarem, chegando ao 49º lugar. Com a queda do parceiro habitual, Fernando Romboli voltou a liderar o país nas duplas no 48º posto, apesar de também ter recuado três posições. Orlando Luz perdeu nove lugares e está no 52º. Marcelo Demoliner caiu cinco e fechou no 86º.


O destaque positivo foi João Fonseca. O carioca de 19 anos chegou ao Rio sem ranking de duplas, ergueu a taça com Melo e estreou direto na 160ª posição mundial. O site Live-Tennis indica que o brasileiro subiu mais de 2 mil posições com os 500 pontos conquistados.


ranking live-tennis

Também subiu nas duplas o paulista Marcelo Zormann: 16 posições, chegando ao 137º posto em sua busca por retorno ao top 100.


Erramos

Havíamos informado no parágrafo anterior, e no título desta matéria, que Fonseca teria subido quase 10 mil posições no ranking de duplas da ATP, com a conquista no Rio Open. Mas tem um grande problema: o ranking oficial da ATP de duplas tem pouco mais de 2.500 jogadores, não 10 mil.


Havíamos nos baseado nos números do portal live-tennis.eu , que trazia ao lado do nome de Fonseca a seguinte informação: +9839 posições (veja print acima). Mas o que de de fato acontece: quando um jogador fica sem pontos por mais de 52 semanas, ele sai do ranking oficial da ATP, mas o live-tennis.eu continua listando esses jogadores sem pontos numa fila infinita, incorporando também resultados de ITF e Futures de todo o mundo.


A última posição rankeada de Fonseca na ATP tinha sido 849° em 17 de fevereiro de 2025. Depois disso, ele sumiu do ranking oficial por não ter pontos. O live-tennis.eu o colocou na posição 9.999 (ou similar) como jogador sem pontos, e daí saiu o +9839 ao chegar ao 160°.


Simples: Fonseca segura o 38º, Marcondes é a maior alta

No ranking de simples da ATP, o quadro foi de quedas generalizadas entre os brasileiros. Fonseca ficou imune: sem pontos a defender no Rio, o 38º lugar permaneceu intocado mesmo após a eliminação na segunda rodada. Os outros pagaram o preço da semana.

Thiago Monteiro teve a queda mais dura entre os estabelecidos: furou o quali, perdeu na estreia e ainda defendia pontos, o que o fez descer da 208ª para a 222ª posição. João Lucas Reis perdeu uma colocação e está no 208º. Thiago Wild e Matheus Pucinelli caíram cinco cada, para o 224º e o 294º, respectivamente. Felipe Meligeni recuou um, para o 239º. Pedro Boscardin e Gustavo Heide perderam dois cada.


O maior destaque positivo foi Igor Marcondes. O paulista de 28 anos passou pela quali, chegou a ter set e quebra de vantagem na estreia da chave principal e saiu do Jockey 38 posições acima, agora no 310º posto. O único outro que subiu foi o veterano Daniel Silva, que ganhou uma colocação e está no 319º.


Top 10 dos brasileiros na ATP (simples): João Fonseca (38º) | João Lucas Reis (208º, -1) | Thiago Monteiro (222º, -14) | Thiago Wild (224º, -5) | Felipe Meligeni (239º, -1) | Pedro Boscardin (258º, -2) | Gustavo Heide (260º, -2) | Matheus Pucinelli (294º, -5) | Igor Marcondes (310º, +38) | Daniel Silva (319º, +1)

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