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A decisão da CBT que foge do tradicional no retorno do Brasil à Copa Davis em casa

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

O Brasil já sabe onde e em que piso vai encarar a Suíça pela Copa Davis. O confronto pelo Grupo Mundial I será disputado em 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, em quadra rápida e coberta. A definição da sede coube à Confederação Brasileira de Tênis, em conjunto com a comissão técnica liderada por Jaime Oncins.


É a primeira vez em muito tempo que o Brasil joga em casa fugindo da combinação que sempre pareceu lei: saibro e nível do mar. Desta vez, a escolha foi outra. E o capitão fez questão de explicar por quê.


Tenista de preto e branco rebate a bola em quadra azul lotada, com torcida nas arquibancadas e clima de competição.
João Fonseca (Foto: André Gemmer/CBT)

A lógica por trás da quadra rápida

A decisão levou em conta as condições consideradas ideais para o duelo diante dos suíços e a estrutura para sediar um evento de grande porte. Mas o que mudou, de fato, foi o perfil da própria equipe.


"Pela primeira vez em muito tempo, tomamos uma decisão que foge do tradicional. Antigamente, quando jogávamos no Brasil, a escolha era automática: saibro e nível do mar. Hoje, a realidade é outra", destacou Jaime Oncins, capitão da equipe brasileira.


Oncins cita os resultados recentes fora de casa para sustentar a aposta. "O perfil dos nossos jogadores mudou e eles demonstraram uma excelente capacidade de adaptação a diferentes pisos, como vimos em nossos últimos resultados fora de casa", acrescentou, ao relembrar episódios como a vitória sobre a Grécia e a derrota por 3 a 2 para o Canadá, num confronto equilibrado.


A justificativa técnica vem completa. "Pensando nisso e nas características atuais da nossa equipe, decidimos jogar em uma quadra rápida e coberta, onde os atletas se sentem confortáveis e já vêm obtendo bons resultados. Além disso, o fato de contarmos com uma arena indoor que possui toda a infraestrutura necessária para sediar um evento desse porte em casa pesou muito na nossa escolha. É um cenário ideal e onde, historicamente, inclusive na Copa Davis, nossos jogadores têm se adaptado muito bem", complementou o capitão.


O palco: da Olimpíada à Copa Davis

A Farmasi Arena é um dos principais espaços para eventos do país. Localizada na Barra da Tijuca, foi palco dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e voltou a receber competições de alto nível nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A capacidade chega a 15.430 lugares em eventos esportivos.


O retorno também tem peso simbólico. O Brasil volta a sediar um confronto da Copa Davis depois de três anos. A última vez foi em 2023, em Florianópolis (SC), diante da China, quando a equipe venceu os quatro jogos disputados. Desde então, todos os compromissos foram longe da torcida. A presença no Grupo Mundial I, aliás, é consequência da derrota para o Canadá por 3 a 2 na primeira rodada dos Qualifiers de 2026.


O histórico contra a Suíça

Brasil e Suíça se enfrentaram em duas oportunidades na Copa Davis, com uma vitória para cada lado. O primeiro encontro foi em 1954, com triunfo brasileiro. O mais recente, em 1992, em Genebra, terminou com vitória suíça, justamente na campanha em que o Brasil, liderado por Luiz Mattar e pelo próprio Oncins como jogador, chegou à semifinal após uma sequência de sete confrontos vencidos, sua melhor série na história da competição. O time caiu apenas diante dos suíços. Trinta e quatro anos depois, Oncins volta ao mesmo adversário, agora no banco.

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