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Bia e Pigossi avançam na Catalunha

  • 27 de abr.
  • 3 min de leitura

Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi abriram a semana com vitórias no Catalonia Open Solgironès, WTA 125 disputado em La Bisbal d'Empordà, no saibro catalão. Bia estreou na chave principal superando a espanhola Andrea Lazaro por 6/3 e 7/6 (7-5), em 2h02 de partida. Pigossi furou o qualifying, despachando a compatriota da anfitriã Aran Teixido por 7/5 e 6/4, e também garantiu lugar no torneio.


As histórias têm pontos em comum: as duas paulistas venceram rivais espanholas em dois sets, as duas controlaram melhor os momentos decisivos e as duas têm muito a ganhar se continuarem avançando nesta semana. É onde os roteiros se separam.


Bia vence, mas com sofrimento

A paulista chegou a La Bisbal como 5ª cabeça de chave, com ranking de 69ª do mundo, e a primeira rodada poderia ter sido muito mais tranquila do que foi. A espanhola Lazaro apareceu em quadra no melhor momento de sua carreira: 146ª do mundo, com confiança de quem está crescendo no circuito, e fez por merecer a boa fase.


Bia abriu 4/0 e chegou a ter dois break-points para fazer 5/0. Desperdiçou ambos. Lazaro encontrou o fio do jogo, afirmou o saque pela primeira vez no duelo, devolveu uma das quebras e transformou um set que parecia resolvido em algo bem mais trabalhoso. O ponto de virada veio no oitavo game: Bia encarou 0-30 com o serviço, segurou, aproveitou o embalo para pressionar no game seguinte e fechou o set com nova quebra.


Tenista em ação batendo bola de tênis, usando roupa coral. Fundo com logotipos e texto "Catalonia Open" em branco. Ambiente competitivo.
Bia Haddad Maia (Foto: Catalonia Open)

O segundo set foi mais sofrido. Bia quebrou, abriu 3/0, mas a quebra foi devolvida com dupla falta. Voltou a bater o saque de Lazaro, chegando a 4/1. E então parou. A espanhola foi buscando o jogo game a game, devolveu o break no sétimo e voltou a quebrar no nono, depois que Bia entregou o serviço de zero. Lazaro foi sacar para fechar o set.


Mas Bia se soltou na hora mais crítica. Quebrou a espanhola quando a rival servia para fechar a parcial, levou a decisão para o tiebreak e, após ceder o primeiro ponto, ganhou quatro seguidos. Lazaro chegou a empatar em 5-5, perdeu o saque e deixou Bia sacando em 6-5 para confirmar. A paulista não titubeou e fechou a partida.


É apenas a terceira vitória de Beatriz Haddad Maia em 2026. Num ano difícil e com troca de treinador, em que ela entrou na semana com dez derrotas em 12 confrontos, distante da tenista que chegou ao top 10 em 2023 e foi semifinalista em Roland Garros, a vitória na Espanha tem peso. Na próxima rodada, espera pela vencedora do duelo entre a norte-americana Ashlyn Krueger e a australiana Storm Hunter.


A conta de Pigossi

O contexto de Laura Pigossi é mais urgente. A paulista de 31 anos, 217ª do mundo e segunda brasileira no ranking, defende durante as duas semanas do WTA 1000 de Madri uma quartas e uma semifinal de ITF W100. Se sair cedo em La Bisbal, perde mais de 50 posições na lista. A matemática exige, no mínimo, uma semifinal aqui.


No qualifying, o favoritismo se confirmou sem drama excessivo. Pigossi foi sólida no saque durante o primeiro set e não cedeu nenhuma chance de quebra, mas Teixido, 25 anos e 415ª do ranking, também aguentou bem. A definição veio no 12º game: a espanhola teve dois set-points contra, salvou o primeiro e cedeu no segundo.


Jogadora de tênis salta para rebater a bola em quadra de saibro. Fundo vermelho com logos publicitários. Atmosfera de competição.
Laura Pigossi (Foto: Catalonia Open)

O equilíbrio se manteve na segunda parcial. Pigossi venceu os dois primeiros games, foi quebrada no sexto. No décimo, foi Teixido que sacou com a chance de levar a partida para o terceiro set. Salvou o primeiro match-point, mas Pigossi converteu o segundo e fechou a vitória.


Na estreia da chave principal, Pigossi enfrenta a norte-americana Varvara Lepchenko, 39 anos e 157ª do mundo. Veterana que chegou ao top-19 em 2012, Lepchenko segue ativa no circuito, mas está longe do auge. No papel, é a oportunidade que Pigossi precisa para começar a construir a semana longa que o ranking exige.

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