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Bia Haddad vence a primeira de 2026 em chave principal e avança em Portugal

  • 14 de abr.
  • 4 min de leitura

Beatriz Haddad Maia encerrou nesta terça-feira uma longa espera, que durava desde o começo do ano. A paulista bateu a portuguesa Francisca Jorge por 6/4 e 7/6, em 2h de confronto no saibro do Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras, e conquistou sua primeira vitória em chave principal em 2026. Foi sua décima primeira partida na temporada. Das dez anteriores, havia vencido apenas uma, e no qualifying: em Doha, no Catar, contra uma atleta da casa convidada e sem ranking profissional.


Cabeça de chave 1 no torneio e 69ª do mundo, Bia chegou a Portugal com uma bagagem pesada. Em novembro de 2023, ela havia sido a 11ª do ranking. Desde então, a curva foi para baixo, e 2026 começou pior ainda: eliminações precoces em Adelaide, no Australian Open, em Abu Dhabi e em Doha. Sem técnico por quase dois meses após o fim da parceria de seis anos com Rafael Paciaroni, ela precisava de um recomeço em todas as frentes.


Tenista em quadra, com raquete verde e bola amarela em ação. Usa roupa preta e saia lilás. Fundo tem logos e ambiente esportivo.
Beatriz Haddad Maia (Foto: Federação Portuguesa de Tênis)

O ponto de virada foi o início da parceria com o espanhol Carlos Martinez Comet, anunciada no início de abril. Ele tem no currículo passagens por Svetlana Kuznetsova, por Daria Kasatkina (quatro anos juntos, incluindo o período em que ela entrou no top 10) e por nomes do circuito espanhol, entre eles Feliciano López, Fernando Vicente e Galo Blanco. O trabalho mais recente havia sido com a francesa Lois Boisson. Bia treinou duas semanas com ele no saibro de Barcelona antes de embarcar para Portugal, numa parceria que vai, a princípio, até Wimbledon.


"Estou feliz em começar o trabalho com o Carlos que tem bastante experiência e é uma pessoa muito trabalhadora. Motivada para aprender, organizar meu jogo e treinar nesse novo ambiente aqui em Barcelona", disse Bia à época do anúncio do novo treinador.


Um set de muitas quebras

Bia começou a partida da pior maneira possível: perdeu o serviço logo de cara e viu Jorge abrir 2/0. O que veio depois foi uma sequência de três quebras que restaurou o equilíbrio em 3/3. Entre o sétimo e o nono games, outra série de três quebras, desta vez com a brasileira na frente: 5/4. Ela confirmou o serviço no décimo game e fechou o set.


O segundo repetiu o padrão de solavancos, mas com sustos maiores. Jorge venceu os três primeiros games e pareceu encaminhar a parcial. Bia respondeu com quatro em sequência. A portuguesa não cedeu, ganhou dois em seguida e colocou a brasileira em 4/5. Bia saiu de 4/5 para 6/5 e sacou para o jogo. Foi quebrada de zero. A parcial foi para o tiebreak.


No desempate, Jorge abriu 2/1 e teve dois saques. Perdeu os dois. Bia virou para 4/2, cedeu um ponto no serviço seguinte, "roubou" mais dois da portuguesa e fechou 7-3 para selar a classificação.


Portugal como rampa

Bia não jogava em Portugal desde setembro de 2021, quando chegou às semifinais nas Caldas da Rainha. De lá para cá, foi top 10, disputou a semifinal de Roland Garros, acumulou quatro títulos WTA no circuito principal. Em solo português, antes desse hiato, havia conquistado cinco títulos em seis finais. Portugal costuma ser bom para ela. Voltou querendo que continue assim.


Os dois duelos anteriores com Francisca Jorge, ambos disputados em 2020 e 2021 em solo português, terminaram com vitórias de Bia em sets diretos.


Na segunda rodada em Oeiras, a paulista enfrenta a vencedora do duelo entre a polonesa Maja Chwalinska (129ª) e a espanhola Kaitlin Quevedo (144ª). Em caso de título no torneio, ela pode subir até o 58º lugar no ranking.


Próximos compromissos

Depois de Oeiras, a temporada europeia pesa: WTA 1000 de Madri (a partir de 21 de abril), WTA 1000 de Roma e Roland Garros. Em Roma, onde chegou às quartas de final em 2023, Bia tem vaga garantida como 69ª do mundo, num torneio que confirmou todas as 20 primeiras do ranking, incluindo a número 1 Aryna Sabalenka, a campeã defensora Jasmine Paolini e a tricampeã Iga Swiatek. No ano passado, Bia caiu na estreia para a tcheca Marie Bouzkova. Sem pontos a defender no Foro Itálico.


Na chave de duplas em Oeiras, a carioca Ingrid Martins estreou ao lado da romena Irina Bara e foi eliminada na primeira rodada pelas irmãs portuguesas Francisca e Matilde Jorge, cabeças de chave 2, por 6/4 e 6/3. Foi apenas o sexto jogo na temporada da duplista brasileira de ranking 88ª do mundo, que ainda não venceu em 2026. Ingrid sofreu uma lesão de grau 2 na panturrilha após o Australian Open e, antes de Oeiras, havia jogado os torneios 125 de Antália e Madri e o 250 de Bogotá. Ela ainda tem inscrição em mais um torneio no Jamor esta semana.


Ranking das brasileiras na WTA

Na atualização desta segunda-feira, Bia perdeu dois lugares e se segurou no 69º posto. Laura Pigossi subiu nove colocações e está em 225ª, seguindo na luta pelo retorno ao top 200. Victória Barros disparou 71 posições e entrou no top 1000 pela primeira vez, na 963ª colocação, melhor da carreira. Veja o top 10 das brasileiras:


  1. Beatriz Haddad Maia – 69ª (-2)

  2. Laura Pigossi – 225ª (+9)

  3. Carolina Meligeni Alves – 253ª

  4. Gabriela Cé – 324ª (-7)

  5. Thaísa Pedretti – 447ª (-3)

  6. Luiza Fullana – 506ª (-2)

  7. Ana Candiotto – 529ª (-3)

  8. Nauhany Silva – 657ª (+1)

  9. Júlia Konishi – 710ª (+23)

  10. Carolina Bohrer – 807ª (-5)

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