Brasil vai à final do Mundial de 14 anos e persegue o título que nunca conquistou
A equipe masculina do Brasil venceu a Bulgária por 2 a 0 nesta sexta-feira, em Prostejov, na República Tcheca, e está na final do Mundial de 14 anos por equipes. O adversário deste sábado é a Suíça.
É a segunda decisão brasileira na categoria em três edições, e o título segue inédito. Em 2024, também em Prostejov, o Brasil chegou à final com Livas Damázio, Henrique Vialle e Thiago Santana e perdeu para os Estados Unidos por 2 a 0. Antes daquela campanha, o melhor resultado do país havia sido a semifinal de 2014, com um time que tinha Thiago Wild, João Reis e Igor Gimenez.
A semifinal contra a Bulgária
Dante Monte abriu a série com um duplo 6/3 sobre Alexander Borisov. Na sequência, Vitor Moraes fechou o confronto ao bater Burno Dzhenev por 7/5, 0/6 e 6/2. Um set perdido em branco no meio do caminho, e nenhuma consequência: as duplas nem precisaram entrar em quadra.
O caminho até a decisão
O time do capitão Douglas Junior, que ainda tem Davih Lichtnow à disposição, terminou a primeira fase na segunda posição do Grupo 2 e chegou às quartas de final. Ali eliminou a Colômbia, sétima cabeça, por 2 a 0.
Ao longo da semana, Dante Monte venceu quatro dos cinco jogos que fez em simples, sempre escalado como número 2 da equipe. Vitor Moraes, número 1, teve o caminho inverso: perdeu três e venceu dois, justamente os das quartas e da semifinal. Nas duplas, a parceria venceu os dois jogos que disputou. Moraes ainda atuou uma vez ao lado de Lichtnow, contra a Austrália, quando os rivais levaram a melhor.

A Suíça, adversária de sábado
A Suíça garantiu a vaga na decisão ao vencer a Austrália por 2 a 1 nesta sexta-feira. Quinta cabeça de chave, a equipe suíça já havia eliminado a Eslováquia, quarta cabeça, também por 2 a 1, nas quartas. Nos dois confrontos, precisou da terceira partida para avançar. É o único time entre os quatro semifinalistas do masculino que chegou ao fim da semana sem perder uma série.
Em Bogotá, os vices de 2024 jogam por uma vaga no Mundial
Dois terços do time que perdeu a final de 2024 não estão em Prostejov nesta semana. Estão em Bogotá. Henrique Vialle e Livas Damázio agora defendem o Brasil no Campeonato Sul-Americano de 16 anos por equipes.
Nesta sexta-feira, Vialle, de 16 anos, paranaense e atleta da Rio Tennis Academy, do Rio de Janeiro, saiu atrás e virou o duelo contra Oswaldo Calmet por 3/6, 6/3 e 6/0, abrindo a vitória brasileira sobre o Peru. Damázio fechou o 2 a 0 com um duplo 6/0 sobre Luis Huanca. O Brasil encerrou a fase inicial em primeiro no Grupo A, com quatro vitórias, sobre Peru, Uruguai, Venezuela e Paraguai.
A semifinal deste sábado, contra o Equador, vale a classificação para a Copa Davis Juniors, o Mundial da categoria, que será disputada de 2 a 8 de novembro no Smash Sporting Club, no Cairo. É a primeira vez que a competição de 16 anos será realizada na África ou no Oriente Médio.
Os Estados Unidos chegam ao Egito como atuais campeões nas duas chaves, após o título de 2025 em Santiago. Caso passe pelo Equador, o Brasil decide o Sul-Americano ainda no sábado, contra Argentina ou Venezuela.
O torneio de Bogotá reúne as dez federações filiadas à COSAT e é disputado entre 3 e 8 de agosto. O time equatoriano é formado por Fernando González, Claudio Tenicela e Martín Almeida, sob o comando de Orlando Quiñónez. Em 2024, na edição realizada em Lima, o Brasil foi campeão sul-americano no masculino com Leonardo Franca e Pedro Dietrich vencendo o Paraguai na final.
Vialle carrega no currículo passagens pela seleção nos Sul-Americanos de 12 anos, em 2022, e de 14 anos. E carrega também a lembrança mais recente: na final mundial de 2024, foi superado por Jordan Lee por 6/3 e 6/4, enquanto Damázio caiu diante de Michael Antonius por 4/6, 7/6 e 6/2.
O time feminino decide o 11º lugar
Eliminada ainda na fase de grupos em Prostejov, a equipe feminina perdeu para a Coreia do Sul no playoff que define as posições de 9ª a 16ª. Gabriela Carvalho abriu a série com derrota para Yeonkyung Lim por 6/2, 5/7 e 10-5. Eduarda Gomes igualou o confronto ao vencer Ayul Kim. Nas duplas, Seohyeon Kim e Yeonkyung Lim bateram Eduarda Gomes e Gabriela Carvalho por duplo 6/4. O time, comandado por Ivan Cressoni e completado por Sofia Sanson, enfrenta o Canadá neste sábado, valendo o 11º lugar.
Cadu Lino na semifinal em Vacaria
Em Vacaria, Carlos Eduardo Lino, o Cadu, de Blumenau, também atleta da Rio Tennis, está na semifinal do J60, torneio com pontos para o ranking mundial até 18 anos. Depois de passar pela fase de grupos, venceu Lucas Pontes por 6/2 e 6/1 nas quartas de final nesta sexta-feira. Neste sábado, encara o também brasileiro Lorenzo Corsini por vaga na decisão.
A fase de grupos em um J60 não é detalhe de calendário. Desde 1º de janeiro de 2026, a ITF adotou em parte dos torneios J30 e J60 um formato que combina grupos e mata-mata, com 32 jogadores divididos em oito chaves de quatro e apenas o primeiro de cada uma avançando às quartas de final. A justificativa oficial da entidade é direta: no modelo antigo, metade dos inscritos perdia na estreia e voltava para casa sem outra partida.
Sábado, então, tem final de Mundial em Prostejov, semifinal em Bogotá valendo passagem para o Cairo, disputa de 11º lugar e semifinal em Vacaria.
Quatro jogos, quatro fusos de conversa, uma geração de grandes talentos.
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