Calderano estreia no Mundial cercado por história: único campeão fora do eixo Europa-Ásia busca novo capítulo
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A Copa do Mundo de tênis de mesa em Macau começa com protagonismo brasileiro. E com um nome que já carrega um peso histórico no torneio. Após a vitória convincente de Bruna Takahashi na estreia, os olhos agora se voltam para Hugo Calderano, que inicia sua campanha nesta terça-feira em um contexto que vai além da disputa por resultados.
Na manhã desta segunda-feira, Bruna confirmou o bom momento ao bater a argelina Tania Morice, de apenas 15 anos, por 3 a 0, com parciais de 11/4, 11/6 e 11/7.

Dominante desde o início, a brasileira controlou o ritmo com segurança, variando bem os saques e neutralizando qualquer tentativa de reação da adversária.
Com o resultado, ela sai na frente na fase de grupos e volta à mesa na quarta-feira para um duelo direto pela vaga contra a romena Bernadette Szocs.
O caminho de Calderano
Principal nome do país, Calderano estreia nesta terça-feira contra o tcheco Lubomir Jancarik, atual número 42 do mundo. No dia seguinte, encara o sueco Kristian Karlsson, 38º do ranking, fechando sua participação na fase de grupos.
Mais do que os confrontos, porém, o brasileiro entra em quadra carregando um feito que o coloca em um patamar único na história do torneio.
No dia 20 de abril de 2025, o brasileiro conquistou o título da Copa do Mundo de tênis de mesa, o maior troféu de sua carreira e da modalidade no Brasil.

Na ocasião, ele derrotou os principais cabeças de chave, incluindo o líder do ranking, para se tornar o único mesatenista fora do eixo Europa-Ásia a subir ao lugar mais alto do pódio em uma das principais competições da modalidade.
Se Calderano já era o melhor mesatenista não só do Brasil, como da América, há muitos anos, o troféu veio para coroar o status. De lá para cá, ele levou mais algumas taças para casa, tanto em simples como em duplas, com a namorada Bruna Takahashi, e ainda alcançou a inédita vice-liderança do ranking.
Agora, pouco menos de um ano depois, Hugo retorna a Macau para defender o título da Copa do Mundo de tênis de mesa. O torneio conta com os 48 melhores atletas do mundo, que estarão em ação de 30 de março a 5 de abril.
Desde 1980, a lista de campeões é monopolizada por chineses e europeus, com nomes lendários como Ma Long, Fan Zhendong, Zhang Jike, Timo Boll e Jan-Ove Waldner dominando a galeria.
A quebra dessa hegemonia veio justamente com o brasileiro, que colocou a América do Sul, e o Brasil, no topo de um dos torneios mais tradicionais do circuito.
Pressão, expectativa e oportunidade
A condição de exceção histórica transforma cada nova participação de Calderano em algo maior do que uma simples campanha. Ele não apenas compete, ele representa uma ruptura dentro de um esporte altamente concentrado em poucos polos.
Agora, em Macau, o desafio é duplo: avançar no torneio e, ao mesmo tempo, mostrar que aquele título não foi um ponto fora da curva, mas parte de uma trajetória consistente entre os melhores do mundo.
Com Bruna já em vantagem e Calderano prestes a estrear, o Brasil inicia mais uma Copa do Mundo com ambição.
E com um passado recente que prova que é possível ir além do esperado.
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