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Chow e Marchezini caem na estreia como número 1 do mundo em Brasília

  • 23 de abr.
  • 3 min de leitura

Sophia Chow e Vitória Marchezini chegaram ao Sand Series Brasília Classic como número 1 do mundo, como campeãs dos dois anos anteriores e com Chow voltando de lesão. Saíram no primeiro dia de chave principal. A francesa Maire Bray e a portuguesa Marta Magalhães venceram de virada por 4/6, 7/5 e 10-8, nesta quarta-feira (22), na Arena BRB, em uma das estreias mais aguardadas da temporada.


A partida foi o batismo oficial de Chow e Marchezini no topo do ranking da ITF. Elas chegaram à liderança em março, encerrando um jejum de 13 anos de duplas 100% brasileiras no primeiro posto, e este era o primeiro torneio da parceria desde a conquista do posto histórico. O roteiro não poderia ter sido mais cruel: foram bicampeãs aqui em 2024 e 2025, e agora caem na primeira rodada, em casa, justamente na estreia que mais importava.


Duas mulheres jogam frescobol na areia. Elas usam roupas esportivas escuras e raquetes coloridas. Há uma faixa azul no fundo.
Chow e Marchezini(Marcello Zambrana/DGW)

"Foi uma vitória muito importante. Não tivemos muita sorte no sorteio, mas entramos confiantes. Acreditamos o tempo todo, fizemos nosso jogo e deu certo", disse Bray.


"Estamos muito felizes. Sabíamos das dificuldades e nos mantivemos positivas durante toda a partida", completou Magalhães.


Tricampeões sem surpresas

No masculino, o roteiro foi bem diferente. Nicolas Gianotti e Mattia Spoto, tricampeões do torneio (2021, 2024 e 2025) e atuais número 1 do mundo, estrearam com eficiência e passaram pelo brasileiro Hugo Dojas e o francês Theo Irigaray por 6/2 e 6/1, avançando às oitavas de final sem maiores sustos.


"Nós gostamos muito de jogar aqui em Brasília, é o melhor torneio do ano. Começamos bem, foi um jogo duro no início, mas conseguimos nos soltar no momento certo. A chave é muito forte, mas gostamos desse tipo de desafio", afirmou Gianotti. "Jogamos muito bem, o saque fez a diferença e vamos dar o máximo em todos os jogos", completou Spoto.


André Baran e o italiano Michele Cappelletti, terceiros no ranking mundial, também estrearam sem tropeços: 6/3 e 6/4 sobre o russo Dmitri Pavlov e o italiano Andrea Veronesi. Baran já apontou o que espera de Brasília: "No Sand Series só tem jogaço. Aqui precisamos jogar no ataque o tempo todo, principalmente pelas condições, com clima seco, altitude e a bola andando mais. Vamos buscar evoluir a cada dia."


Miiller e Diaz retomam o ritmo

No feminino, Rafaella Miiller e a venezuelana Patty Diaz, cabeças de chave 5 e campeãs da edição de 2023, estrearam com autoridade e resolveram rápido contra Amanda Helminsky e Laura Rigotti: 6/2 e 6/1. "Foi um bom início. Elas jogam muito bem, têm bastante volume, então precisávamos estar focadas para avançar", avaliou Rafa.


Outras favoritas que confirmaram passagem às oitavas: as russas Elizaveta Kudinova e Anastasiia Semenova (terceiras do mundo) bateram Ana Carolina Preisner e Julia Nogueira por 6/1, 2/6 e 10-1. Sofia Cimatti e Flaminia Daina (cabeças 6) superaram Andrea do Valle e Leticia Shirozaki por 6/3 e 6/4. Greta Giusti e Nicole Nobile (sétimas) venceram Maria Eduarda Nakamura e Juliana de Carvalho por 6/1 e 6/2. Giulia Trippa e a brasileira Marcela Vita (oitavas) bateram Maria Tavares e Flavia Deboni por 6/4 e 7/6.


Na chave masculina, Fabricio Neis e Gustavo Russo (sextos) superaram os italianos Luca Andreolini e o brasileiro João Wiesinger de virada: 4/6, 7/6 e 10-4.


A programação do Sand Series Brasília Classic continua nesta quinta-feira, com jogos a partir das 12h. O torneio, que chega à sexta edição na Arena BRB, é realizado em estrutura de 22 mil metros quadrados, com quadra central para 2.100 pessoas e outras seis miniarenas com capacidade entre 400 e 800 espectadores.

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