Duplistas brasileiros avançam no Norte e no Sul do continente americano
- há 1 dia
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O Brasil marcou presença em lados opostos do continente americano ao mesmo tempo, e nos dois casos avançou. Enquanto Rafael Matos e Orlando Luz se garantiram na semifinal do ATP 250 de Santiago após dois sets de tirar o fôlego, Marcelo Melo chegou ao México pela décima vez e saiu vitorioso na estreia do ATP 500 de Acapulco, desta vez ao lado de Alexander Zverev.
Dois tiebreaks, uma vaga
No ATP 250 chileno, Matos e Orlandinho tiveram que trabalhar para cada ponto. Cabeças de chave 2, eles bateram o equatoriano Gonzalo Escobar e o holandês Jean-Julien Rojer por 7/6 (9-7) e 7/6 (10-8), em uma partida que não permitiu folga para nenhum dos dois lados.
O primeiro set foi uma negociação longa. Os gaúchos até abriram caminho com uma quebra no nono game, sacaram para fechar em 5/4, mas viram a vantagem ser devolvida. No tiebreak, cada dupla sacou seu set-point antes de Matos e Orlandinho colocarem o segundo: 9-7 para largarem na frente.

A segunda parcial seguiu o mesmo roteiro, com Escobar e Rojer abrindo 2/0 antes de verem os brasileiros empatarem no quarto game. Mais um tiebreak. A dupla brasileira chegou a liderar 6-4, ainda perdeu três match-points e ainda salvou um set-point dos adversários antes de fechar em 10-8. Resistência, concentração e, no final, passagem carimbada para a semi.
A vitória tem contexto claro: há poucos dias, Matos e Orlandinho caíram na estreia do Rio Open. Santiago é a resposta. A dupla, que já chegou ao Chile com o título do ATP 250 de Buenos Aires no bolso, segue como um dos nomes mais sólidos do saibro americano.
Nas semifinais, os gaúchos enfrentarão o equatoriano Diego Hidalgo e o norte-americano Patrik Trhac, que surpreenderam os cabeças de chave 4, o belga Sander Gille e o holandês Sem Verbeek, com 6/3 e 7/6 (7-3).
Melo não para
Do outro lado mais ao norte do continente, Marcelo Melo chegou ao México com o Rio Open ainda fresco na memória. No último domingo, ao lado de João Fonseca, o mineiro conquistou seu 41º título no circuito, o segundo Grand Slam na capital fluminense. Dois dias depois, estava em quadra em Acapulco.

Melo disputa o torneio mexicano pela décima vez. Ele venceu em 2015, ao lado de Ivan Dodig, e em 2020, com Lukasz Kubot, e chega agora em busca de um terceiro troféu. A dupla desta vez é Zverev, e o resultado da estreia animou: 6/4, 3/6 e 10-4 sobre o anfitrião Santiago Gonzalez e o holandês David Pel.
Há um detalhe que torna a vitória ainda mais significativa. Horas antes do jogo de duplas, Zverev foi eliminado no simples pelo sérvio Miomir Kecmanovic, em 6/3, 6/7 e 7/6, em uma batalha de 2h35, primeira vitória do sérvio sobre um top 5 na carreira. Zverev saiu derrotado, mas voltou para a quadra.
"Extremamente feliz com essa vitória de hoje. Eu que cheguei em Acapulco na última hora, vindo lá do Rio. Consegui jogar muito bem", disse Melo após a partida. "O Sascha teve um jogo duríssimo antes, ele acabou perdendo e, mesmo assim, no compromisso, jogou a dupla e jogou bem. Então, foi uma vitória muito boa pelo esforço de ambos para poder estar pronto aqui para jogar."
O primeiro set saiu no controle: Melo e Zverev salvaram três break-points no oitavo game, quebraram no nono e fecharam em 6/4. O segundo escorregou: Gonzalez e Pel abriram 3/0 de cara e administraram o placar até empatar. No match-tiebreak, voltou a dupla brasileira e alemã: perderam apenas um ponto no saque e fizeram quatro mini-breaks. O 10-4 não deixou dúvida.
O mineiro está em sua 20ª temporada no circuito, com 669 vitórias em 1.127 jogos e 41 títulos ATP, sendo o maior vencedor brasileiro da história nas duplas. Ele e Zverev agora terão pela frente os convidados da organização: o português Nuno Borges e o mexicano Miguel Varela, nas quartas de final de duplas.
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Gostei, ótimo texto sobre nossas duplas. Fiquei curioso para saber onde é se estão passando na TV???