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Fonseca reconhece queda de intensidade no terceiro set e promete: "Tenho que seguir trabalhando"

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
João Fonseca quebra a raquete no Madrid Open, ao fundo um boleiro segura bola. Banner com logo da Mercedes e flores coloridas decoram o local.
(Foto: Reprodução/ESPN)

"Não joguei mal, mas poderia ter jogado melhor e ter tido melhor postura, ainda mais no terceiro set, quando eu estava melhor." A frase de João Fonseca resume com precisão o que aconteceu no domingo à noite na Caixa Mágica: não foi um desastre, mas foi uma oportunidade desperdiçada.


Eliminado pelo espanhol Rafael Jodar por 7/6 (7-4), 4/6 e 6/1 na terceira rodada do Mutua Madrid Open, o carioca de 19 anos concedeu entrevista sem fugir do que estava evidente na quadra: ele empatou a partida, chegou ao terceiro set em posição favorável de leitura e ritmo, e aí simplesmente se perdeu. A raquete destruída em três pancadas no segundo game da parcial decisiva virou símbolo de uma noite que escapou pelas mãos.


Raquete de tênis vermelha quebrada no chão de quadra alaranjada. Texto: "CODE VIOLATION RACKET ABUSE", com pontuação do jogo ao lado.
(Foto: Reprodução/ESPN)

"Foi um jogo difícil, com os dois jogando super bem desde o começo", avaliou Fonseca. Sobre o terceiro set, a resposta foi direta e sem desculpas. "Não conduzi da melhor maneira. Fiquei tentando me motivar, mas já era tarde. Tenho que seguir trabalhando."


O que ele não disse, o contexto completa: Fonseca chegou para sua estreia real em Madri, após um bye e um W.O., sem ter trocado uma bola de jogo na semana. Jodar entrou com três vitórias no saibro espanhol, incluindo um 6/1 6/3 sobre o então número 8 do mundo, Alex de Minaur. A diferença de ritmo foi sentida no tiebreak do primeiro set e foi decisiva no terceiro. Mas Fonseca não usou isso como argumento. Preferiu assumir a queda de postura como própria.


Do outro lado, Jodar foi generoso e preciso na análise. "João é sempre um adversário muito difícil, então essas partidas são decididas por pequenos detalhes e vários pontos insignificantes. Acho que me saí muito bem nesses pontos, tentando jogar o meu jogo", disse o espanhol. "Só o tempo dirá se esta será uma partida que se repetirá muitas vezes. Hoje, ambos jogamos em um nível muito alto e desejo-lhe tudo de bom para o resto da sua carreira."


A última frase tem um sabor curioso: quem fala assim ainda está no torneio, seguro de si, olhando para o futuro com calma. Jodar fechou o pensamento na mesma linha. "No final, eu sabia que tinha que fazer o meu jogo no terceiro set. Tudo correu bem e estou muito feliz com o nível que mostrei. Vou apenas tentar me recuperar bem e pensar na próxima partida."




A conta do ranking

A derrota tem custo esportivo, mas não catastrófico. Com a campanha em Madri, Fonseca sobe provisoriamente para o 29º lugar no ranking e praticamente garante o retorno ao top 30. Para que isso não aconteça, seria necessário uma combinação bastante improvável: Jodar e Kopriva precisariam chegar longe o suficiente na chave para deixar o brasileiro para trás.


O mais ameaçador é o próprio algoz: Jodar, que sobe provisoriamente para o 34º lugar no ranking, só supera Fonseca se alcançar as semifinais, o que provavelmente exigiria derrubar Jannik Sinner num eventual confronto de quartas. Já Vit Kopriva, adversário de Jodar nas oitavas, também poderia ultrapassar o carioca em certas combinações. Na parte de baixo da chave, seis nomes entram na conta: Terence Atmane, Alexander Blockx, Stefanos Tsitsipas, Daniel Vallejo, Daniel Merida e Nicolai Kjaer. Um deles precisaria chegar à decisão para barrar o avanço de Fonseca na ATP.


De olho em Roma

A derrota no domingo tem uma consequência imediata no calendário: por uma questão de timing, Fonseca ficou sem vaga no Challenger 175 de Aix-en-Provence. O sorteio da chave francesa aconteceu no próprio domingo, antes da eliminação do brasileiro, o que o deixou de fora automaticamente do quadro principal. O torneio começa nesta segunda-feira com os primeiros jogos do quali.


Mesmo sem Fonseca, o challenger reúne nomes pesados: David Goffin, Roberto Bautista Agut, Grigor Dimitrov e Stan Wawrinka, os dois últimos como convidados da organização.


O cabeça de chave é o norte-americano Alex Michelsen, seguido por Alejandro Tabilo, Zizou Bergs e Ethan Quinn como principais candidatos ao título no saibro francês.


A bandeira brasileira na competição ficou por conta de Paulo Saraiva, que entrou no quali como alternate. O brasiliense 505 no ranking enfrentou o francês Sascha Gueymard Wayenburg, de 22 anos e 262º da ATP, na estreia desta segunda-feira. Mas foi eliminado com parciais de 7/5 6/4 em quase 2h de confronto.


Para Fonseca, a próxima parada será Roma. O Masters 1000 italiano garantirá ao brasileiro novamente o status de cabeça de chave, o que significa estreia direta na segunda rodada, como ocorreu em Madri. A vaga em Roland Garros como cabeça de chave, reflexo direto do retorno ao top 30, também deverá se confirmar.


São quase duas semanas de treino pela frente, já que a primeira rodada tem início no dia 6 de maio. Tempo suficiente para trabalhar a postura que ele mesmo admitiu que faltou no saibro veloz de Madri.


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