Fonseca supera estreia dura e reencontra Khachanov em Indian Wells
- 5 de mar.
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João Fonseca abriu o BNP Paribas Open de Indian Wells como precisava: com uma vitória. O carioca de 19 anos despachou o belga Raphael Collignon, 77º do mundo, por 7/6 (2) e 6/4 nesta quarta-feira no deserto californiano, em 1h42 de partida.

O contexto importa. Fonseca chegou ao primeiro Masters 1000 da temporada com uma vitória e três derrotas, carregando ainda os efeitos de um problema nas costas que o perseguiu desde o fim de 2025. Do outro lado, Collignon não era escolha fácil para quem busca ritmo: o belga vinha com nove vitórias em 12 jogos no ano, sete delas consecutivas, incluindo um título no Challenger de Pau, na França. Mais um obstáculo e Fonseca teria encerrado a semana no mesmo lugar onde estava. Não encerrou.
"É sempre bom. Depois dos dois primeiros meses do ano, tive alguns problemas com lesões, mas agora estou recuperando o ritmo. Estou me sentindo saudável novamente, feliz por estar de volta à quadra. Estou me sentindo bem e muito feliz com a forma como joguei hoje", comentou o brasileiro em entrevista à ATP Tour após a partida.
O jogo
O primeiro set pediu paciência. As condições lentas de Indian Wells forçaram a construção dos pontos, e os games foram longos. Fonseca chegou a ter quatro break-points no oitavo game e desperdiçou todos. Collignon se aproveitou, abriu 6/5 e sacou para fechar a parcial.
O brasileiro devolveu com boas devoluções, empatou e foi dominante no tiebreak, fechando 7/2. No segundo, o roteiro mudou de cara. Uma quebra logo no início, placar de 3/1 e controle absoluto no saque depois disso: apenas seis pontos cedidos nos seus games de serviço durante toda a parcial. Resultado: 6/4, e duelo fechado em sets diretos.
Os números dizem muito sobre o tipo de jogador que Fonseca é. Dos 28 winners que marcou, 25 saíram do forehand. Criou sete chances de quebra, aproveitou uma em cada set, enfrentou apenas um break-point no jogo inteiro. Terminou com 21 erros não-forçados contra 18 do adversário.
E ele não tem nenhuma intenção de mudar isso. "Sempre foi meu estilo bater forte, principalmente nos momentos decisivos. Quando a pressão aumenta, eu quero ir com tudo e fazer o que normalmente treino, não apenas bater na bola. Sempre fui assim e serei assim para sempre. É algo que não posso mudar", declarou à ATP Tour.
Ao mesmo tempo, Fonseca sabe onde precisa crescer. "Eu só preciso ser mais sólido e mais consistente. Preciso melhorar a consistência, mas esse sou eu, não posso mudar", observou o carioca.
A torcida como combustível
A arquibancada não deixou o nome de Fonseca sair dos lábios do começo ao fim. O brasileiro, que conquistou o título de duplas no Rio Open ao lado de Marcelo Melo nas semanas anteriores, parece ter carregado parte daquele clima para a Califórnia.
"Eu só tento me esforçar ao máximo, usando toda a energia que consigo. Eu só tento atrair essas energias para mim, para me dar forças para continuar", disse sobre o suporte das arquibancadas.
Próximos compromissos
Com a vitória desta quarta, Fonseca chega a nove triunfos e oito derrotas em Masters 1000, atingindo a segunda rodada de Indian Wells pela segunda vez consecutiva. Em 2025, ele venceu Jacob Fearnley na estreia antes de cair para Jack Draper, que seguiu até a taça. Esta vez, o brasileiro terá a chance de ir além.
O obstáculo chama Karen Khachanov, 16º do mundo. Não é um reencontro qualquer. Em outubro de 2025, no Masters 1000 de Paris, o russo despachou Fonseca por 6/1, 3/6 e 6/3 em 1h50. Uma revanche no setor de chave que também conta com Tommy Paul, cabeça 23, medindo forças com o belga Zizou Bergs.
Bia cai mais uma vez em uma primeira rodada
Com parciais bastante distintas, Beatriz Haddad Maia foi eliminada na estreia do WTA 1000 de Indian Wells. Depois de um início de partida difícil, a número 1 do Brasil e 67ª do mundo melhorou no segundo set, mas não foi suficiente para superar a espanhola Jessica Bouzas, 50ª do ranking, que marcou as parciais de 6/1, 6/7 (5-7) e 6/1 em 2h15 de partida.

Com apenas uma vitória em oito jogos na temporada, a brasileira também está inscrita para o WTA 125 de Austin, que acontece na semana que vem. A paulistana de 29 anos também tem vaga direta na chave do WTA 1000 de Miami.
Bia fez sua sétima participação em Indian Wells. O melhor resultado foi em 2021, quando ela saiu do quali e foi até as oitavas de final do torneio, sendo superada pela estoniana Anett Kontaveit. Uma das vitórias naquela edição foi contra a então número 3 do mundo Karolina Pliskova.
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