Giro pelo mundo: brasileiros são campeões e outros ficam com o vice
- há 5 dias
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Neste fim de semana, o tênis brasileiro esteve presente em finais de torneios espalhados pelo mundo. Três títulos, dois vices: o saldo foi movimentado.
Heide termina a sequência de nove vitórias com o vice em Francavilla
A série invicta de Gustavo Heide chegou ao fim neste domingo. O paulista entrou na final do challenger de Francavilla al Mare com nove vitórias seguidas, venceu o primeiro set e ainda abriu 1/0 no segundo, mas foi dominado pelo argentino Facundo Díaz Acosta, cabeça de chave 7, que virou e fechou em 5/7, 6/1 e 6/2, em 2h34.
O saque de Heide foi o fator central. O brasileiro encerrou a partida com 47% de aproveitamento no primeiro serviço e apenas 31% no segundo, números que Díaz Acosta explorou com método: três quebras por parcial. Entre o segundo e o terceiro sets, o argentino acumulou dez games consecutivos sem ceder o ponto. Para Díaz Acosta, é o oitavo challenger e o 12º título profissional da carreira, todos em saibro. Ex-número 47 do mundo, ele sobe da 179ª para a 149ª posição com os pontos conquistados.
Heide não sai de mãos totalmente vazias. O vice-campeonato garante a volta ao top 200: o paulista de 24 anos salta para a 185ª colocação e assume o segundo lugar entre os brasileiros nesta segunda-feira, ultrapassando João Lucas Reis. Com título em Campinas três semanas atrás, semifinal em São Leopoldo em abril e final em Francavilla, ele fecha um bloco sólido na temporada.
Santos: Guto levanta o título de duplas com o irmão
O sábado em Santos foi o sábado de Guto. Convocado para a chave principal com um convite, o goiano de 17 anos perdeu a semifinal de simples para o argentino Hernan Casanova, de 32 anos e 420º do ranking, por 6/3 e 6/4. Horas depois, ao lado do irmão Lipe, foi ao título de duplas.
Para levantar o troféu, os irmãos Luis Augusto e Luis Felipe Miguel precisaram jogar duas vezes. Na semifinal adiada da sexta-feira, bateram o boliviano Federico Zeballos e o peruano Alexander Merino, cabeças de chave principais do torneio, por 7/5, 4/6 e 10/6. Na final, uma decisão 100% brasileira: 6/3 e 6/4 sobre os paulistas Mateus Alves e Pedro Sakamoto. É o terceiro troféu da parceria, que já havia vencido dois eventos ITF em 2025.
Aos 17 anos, Guto soma cinco títulos profissionais e deve alcançar o 172º lugar no ranking de duplas da ATP. Lipe, cinco anos mais velho, fez as três conquistas profissionais sempre ao lado do irmão. A dupla divide US$ 2.980 pelo título.
"Hoje não joguei muito bem, mas tive uma semana muito positiva e não posso deixar de estar feliz. Esse resultado é muito gratificante, fruto de muito trabalho que venho fazendo com minha equipe. Minha família sempre acreditou que eu poderia me tornar profissional e agora estou nesta transição e preciso seguir trabalhando. O ano não começou como a gente queria, mas sabia que eu poderia fazer mais, e essa semana me comprovou isso", disse Guto após a derrota nas simples.
Na outra semifinal, Matheus Pucinelli abriu 6/1 contra Franco Roncadelli, mas tomou a virada por 1/6, 6/3 e 6/4. A final deste domingo ficou com o uruguaio: 7/6(5) e 6/2 sobre Casanova, primeiro título de challenger na carreira de Roncadelli. Pucinelli sai no negativo: defendia o vice do ano passado em Santos e cai da 410ª para a 418ª posição.
Joaquim Almeida conquista o primeiro título profissional
A melhor história do fim de semana saiu de Vero Beach. Vindo do qualificatório, o paraense Joaquim Almeida, de 24 anos, somou sete vitórias ao longo da semana e conquistou neste domingo o primeiro título profissional de simples da carreira, batendo o americano Alex Rybakov, número 341 do mundo e principal inscrito do ITF M15, por 6/2, 1/6 e 6/3.
No caminho ao título, Almeida eliminou três cabeças de chave: o sétimo favorito Strong Kirchheimer na estreia da chave principal, o quarto pré-classificado Quinn Vandecasteele na semifinal e o líder da chave na decisão. Não havia nada de acidental nessa campanha. Estava sem ranking na ATP, retorna à lista desta segunda-feira com aproximadamente o 1.050º lugar, novo recorde pessoal. Nas duplas, o canhoto de Belém já havia chegado ao top 800 em 2024, com títulos no M15 de Santiago e no M25 de Trelew, na Argentina.
Pigossi campeã de duplas em Istambul; Ingrid quase em Saint-Gaudens
No mesmo sábado, duas brasileiras chegaram a finais de duplas na Europa. Uma voltou para casa com o troféu.

Em Istambul, Laura Pigossi e a russa Maria Kozyreva venceram a japonesa Makoto Ninomiya e a tcheca Anastasia Detiuc por 6/4, 4/6 e 10/7, em 1h39, conquistando o título de duplas do WTA 125. É o 47º troféu de duplas na carreira da paulistana. Com os 125 pontos conquistados, ela deve alcançar o 85º lugar no ranking de duplas da WTA nesta segunda-feira. Nas simples, Pigossi havia sido eliminada nas quartas de final pela espanhola Guiomar Maristany, na sexta-feira.
"Chega ao fim duas semanas muito intensas, de muito trabalho, muita garra e muita entrega! Duas semanas de pequenos objetivos alcançados que abrem portas maiores para continuar sonhando, acreditando e buscando a minha melhor versão. O melhor ainda está por vir! Agora é recuperar o corpo, fazer alguns ajustes e preparar Roland Garros", escreveu Pigossi em suas redes sociais.
Em Saint-Gaudens, na França, Ingrid Martins e a russa Ekaterina Ovcharenko chegaram à decisão do W75 como cabeças de chave 1, mas cederam às suecas Lisa Zaar e Caijisa Wilda por 7/6(5), 5/7 e 10/7, em 2h05 de batalha. "Escapou no final, mas isso é tênis. Aprender e seguir em frente. Melhores sensações em quadra e evoluir sempre dentro e fora dela", disse Ingrid após a derrota. A número 84 do mundo e Ovcharenko seguem para Roma, onde tentam entrar na chave de duplas do WTA 1000 como alternates.
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