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Heide é o primeiro brasileiro a conquistar um challenger em casa na temporada

  • 12 de abr.
  • 2 min de leitura

Gustavo Heide fechou o segundo set vencendo os últimos cinco games e conquistou neste domingo o título da Copa Internacional de Tênis, o challenger disputado nas quadras de saibro da Hípica de Campinas. Atrás por 2 a 5 na segunda parcial, o paulista de 24 anos reverteu a desvantagem, fechou o set por 7/5 e derrotou o peruano Gonzalo Bueno, principal cabeça de chave, por 6/2 e 7/5 em 1h50 de partida.


É o terceiro título de challenger de Heide no circuito. Com a conquista, ele se torna apenas o terceiro brasileiro a vencer em Campinas desde a primeira edição do torneio, em 2011. Antes dele, o gaúcho Guilherme Clezar havia sido campeão em 2013 e o cearense Thiago Monteiro em 2023. A final desta tarde é a quarta que ele alcança no circuito, e o resultado garante um salto expressivo no ranking: de 262º para 209º, com os 75 pontos conquistados. Além disso, embolsou US$ 17 mil. Bueno vai embora com 44 pontos e US$ 9.600.


Um jogador de tênis ajoelhado, sorrindo, segura um troféu em uma quadra de saibro. Fundo com banners ATP Challenger e Copa Internacional.
Gustavo Heide (Foto: João Pires/Fotojump)

A melhor posição da carreira, o 142º lugar de agosto de 2024, segue distante, mas a direção é clara. O primeiro set foi de domínio quase absoluto. Bueno cometeu oito duplas faltas e Heide quebrou o serviço do peruano três vezes para fechar a parcial em 6/2 sem maiores problemas. No segundo, o script mudou. Bueno quebrou duas vezes seguidas e abriu 4/1, chegou a sacar por baixo em um momento da parcial, gesto que incomodou visivelmente o ambiente na quadra central. Com o placar em 2 a 5, o título parecia mudar de lado.


Não mudou. Bueno passou a se perder em erros não forçados; Heide voltou a sacar com consistência e a torcida de Campinas passou a empurrá-lo a cada ponto. Foram cinco games seguidos para fechar em 7/5. Ao longo da final, o brasileiro disparou nove aces e enfrentou apenas três break-points.


No sábado, após superar Pedro Boscardin na semifinal, Heide havia descrito a semana com uma precisão que o domingo confirmou: "O ano passado foi muito difícil, fiquei sete meses fora. No final de 2025 conquistei um título e neste ano fui construindo passo a passo. Só tenho a agradecer à minha equipe pelo apoio em semanas muito difíceis", disse o paulistano.


Confiança em ascenção

Este é o terceiro capítulo de uma carreira que acumulou substância nos últimos dois anos. O primeiro título de challenger veio em março de 2024, em Assunção, no Paraguai, onde Heide derrotou João Fonseca em uma final inteiramente brasileira e que durou 3h15 de jogo. Até hoje, ele é o único tenista a bater Fonseca numa decisão desse nível. O segundo veio em novembro de 2025, em Florianópolis, ao fim de uma temporada que incluiu sete meses afastado das quadras por lesão.


Com um protected ranking que lhe garante acesso ao qualifying de Roland Garros, Heide entra agora na temporada europeia de saibro com a confiança necessária: foi o único brasileiro a levantar o troféu em casa em cinco challengers até aqui. O sexto será em Santos, de 4 a 10 de maio.

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