Luz e Matos voltam a levantar troféu juntos e conquistam o Challenger de Braunschweig
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Orlando Luz e Rafael Matos venceram a dupla francesa de Arthur Reymond e Luca Sanchez por 7/5 e 6/2 e conquistaram, neste domingo, o título de duplas do Challenger 125 de Braunschweig, sobre o saibro alemão. Como principais cabeças de chave, os gaúchos confirmaram o favoritismo sem ceder sets na campanha.

É o terceiro título da parceria em 2026, ano em que Luz e Matos já haviam faturado os ATP 250 de Buenos Aires e Santiago, em fevereiro, e ficado com o vice em Houston. Somados, são 17 troféus atuando lado a lado no circuito profissional: três de ATP, sete de challenger e outros sete de ITF. Um detalhe dá dimensão ao domingo em Braunschweig: os dois não venciam um evento de nível challenger jogando juntos desde 2021, quando levantaram quatro taças no mesmo ano.
A conquista chega no melhor momento possível. Antes de Braunschweig, a dupla vinha de seis eliminações seguidas logo na estreia, sequência que jogou por água abaixo uma temporada que chegou a colocá-los no top 8 do ano na corrida ao ATP Finals. Agora, com 1.620 pontos em 2026, os gaúchos aparecem como a 11ª melhor dupla da temporada e mantêm viva, ainda que distante, a chance de vaga em Turim: estão a 1.198 pontos dos oitavos colocados, os franceses Théo Arribagé e Albano Olivetti.
No ranking individual de duplas, os dois brasileiros ficam quase colados. Com o título, Luz sobe do 49º para o 44º lugar. Matos, por outro lado, cai do 35º para o 42º, e a explicação está no calendário: o canhoto de 30 anos defendia pontos de quartas de final em Wimbledon e Bastad nas últimas semanas, mas caiu na estreia em Londres e optou por disputar o challenger alemão durante a segunda semana do Grand Slam britânico.
O primeiro set foi de trocas de golpe no placar. Luz e Matos abriram quebrando os franceses, mas devolveram a vantagem já no game seguinte. Recuperaram a frente, chegaram a sacar para fechar em 5/4 e cederam o serviço de novo. Na reta final, quebraram no 11º game e, dessa vez, confirmaram o saque para fazer 1 a 0.
O segundo set foi outra história. Mais soltos depois de vencer a parcial mais equilibrada, os gaúchos conseguiram mais duas quebras, abriram vantagem larga e administraram até o fim, sem sustos, para carimbar o título.
Romboli fica com o vice em Newport
O fim de semana teve outro brasileiro em decisão de duplas, mas com desfecho diferente. Fernando Romboli e o australiano John-Patrick Smith ficaram com o vice sobre a grama de Newport, nas históricas quadras do International Tennis Hall of Fame, que já sediaram a versão amadora do US Open. O challenger distribui US$ 225 mil e dá 125 pontos aos campeões de simples e duplas.
Cabeças de chave número 1, Romboli e Smith começaram mal, reagiram e chegaram a ter vantagem no match-tiebreak antes de serem superados pelos neozelandeses e cabeças 2 Finn Reynolds e James Watt. As parciais foram 6/1, 6/7 (2-7) e 10-6.

Nascido no Rio de Janeiro mas radicado desde cedo em Santos, o brasileiro buscava o segundo título de challenger na grama na temporada, depois de ter sido campeão em Nottingham há poucas semanas, então ao lado do alemão Theodore Winegar. Aos 37 anos, Romboli aparece no 83º lugar entre os especialistas em duplas da ATP e subirá uma posição com a final. Seu melhor posto na carreira é o 39º, alcançado em janeiro.
O roteiro do jogo teve virada dentro da virada. Depois de um início em que não achavam o tempo da devolução e sacavam com inconsistência, a dupla do brasileiro se firmou no segundo set e levou ao tiebreak. Ali, após o 2-2, emendou cinco pontos seguidos e ainda abriu 3-0 no match-tiebreak decisivo. Mas a reação parou por aí. Veio o 5-5 e, do empate em diante, os neozelandeses passaram a jogar melhor e só perderam mais um ponto.
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