top of page
Captura de Tela 2025-09-13 às 12.54.35 PM.png

O que Marcondes tira de aprendizado em seu primeiro Rio Open

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

A derrota doeu, e Igor Marcondes não escondeu isso. Depois de abrir 6/4 e 4/2 sobre Ignacio Buse na estreia da chave principal do Rio Open, o paulista sofreu a virada e se despediu do torneio na noite desta segunda-feira. Ainda assim, entre a frustração e o silêncio pesado do vestiário, o discurso foi de maturidade, crescimento e confiança no processo.


“Foi uma passagem muito boa, de muito aprendizado e também, depois desse jogo, muito dolorida. Estava jogando bem, mas acabei sentindo um pouco no segundo set, estando na frente e sacando”, afirmou o canhoto de 28 anos, visivelmente impactado pela oportunidade que escapou.


Igor Marcondes (Foto: Fotojump)
Igor Marcondes (Foto: Fotojump)

O ponto de inflexão veio no segundo set. Com 4/2 e o controle da partida, Marcondes viu Buse elevar o nível e virar a dinâmica do confronto. O brasileiro reconheceu o mérito do adversário, mas também fez autocrítica.


“Não acho que tive medo. Foi um pouco de mérito dele também. Mas eu senti um pouco, deixei de sacar como estava fazendo desde o início. Tive bolas novas, mas não consegui usar a favor”, analisou.


Ele admitiu que aquele game específico pesou emocionalmente. “Primeira bola titubeei um pouco. Acho que foi aquele game que atrapalhou. Ainda fiquei remoendo uns dois games essa quebra.”


A sinceridade na avaliação reflete um jogador consciente das nuances mentais que separam a vitória da derrota em nível ATP — especialmente diante de um rival do top 100.


Semana de primeiras vezes

Apesar da eliminação, o saldo da semana no Jockey Club Brasileiro é visto como positivo. Marcondes disputou pela primeira vez um qualifying de ATP 500 e também estreou na chave principal do Rio Open.


“Essa semana eu tive muitas experiências novas, muitas primeiras vezes. É um pouco difícil de falar, ainda estou absorvendo o que aconteceu, mas acho que só tem coisa positiva para tirar”, disse.


O apoio da torcida foi outro fator marcante. “Desde a primeira rodada do quali, teve momentos em que eu dei uma caída, mas o caldeirão ferveu. Isso dá um gás a mais”, destacou, referindo-se ao ambiente da quadra.


A participação no torneio tem peso simbólico maior pelo contexto recente da carreira. Marcondes passou três anos suspenso por questões relacionadas a exame antidoping e retornou ao circuito em um processo de reconstrução profissional e pessoal.


“Eu consegui fazer coisas nesses três anos que eu não conseguiria se estivesse jogando. Não que eu quisesse ter sido suspenso, mas das coisas ruins temos que tirar algo bom”, refletiu.


Entre as transformações fora das quadras, ele citou a vida pessoal como pilar de amadurecimento. “Provavelmente eu não teria conhecido minha esposa, consegui passar mais tempo com meus pais e amadurecer. No meu segundo ano de volta, poder jogar o Rio Open é uma grande oportunidade.”


Pés no chão para seguir evoluindo

Mesmo abatido, Marcondes demonstrou convicção no trabalho que vem sendo feito. A atuação competitiva diante de um jogador mais bem ranqueado reforça, para ele, que o caminho é promissor.


“Acabou de começar o ano e deu para ver que dá para chegar. Não vou falar que estou no nível, porque tem muitos fatores — jogar em casa, torneio grande, torcida a favor — mas acho que a gente pode chegar lá. Não chegamos ainda, de jeito nenhum, mas estamos no caminho.”


O plano é simples e direto: absorver a dor e seguir trabalhando.


“Tem que sentir a derrota também. Amanhã já voltar a trabalhar. Não tem outro jeito.”


Entre a frustração de uma vantagem desperdiçada e a certeza de evolução, Marcondes deixa o Rio Open sem a vitória que desejava, mas com a convicção de que pertence cada vez mais a esse palco.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page