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Quarta final seguida, e contando

há 10 horas
4 min de leitura

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski perderam o primeiro set, estiveram atrás no placar do segundo e, ainda assim, deixaram a quadra com a vaga na final do WTA 500 de Tóquio. A brasileira e a canadense derrotaram neste sábado as australianas Maya Joint e Storm Hunter por 5/7, 6/4 e 10-3, em 1h42 de partida.


Será a quarta final seguida da parceria e a oitava da temporada, marca de quem atravessa o melhor momento do circuito de duplas. Stefani e Dabrowski não perdem há 15 jogos e somam seis títulos juntas em 2026: Dubai, Estrasburgo, Eastbourne e, na sequência mais recente, São Paulo, Pequim e Wuhan. No meio do caminho, ainda houve o vice-campeonato em Wimbledon. Para a brasileira, já é o ano mais vitorioso da carreira.


Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Toray Pan Pacific Open Tennis)
Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Toray Pan Pacific Open Tennis)

"Elas estavam jogando muito bem, foi uma partida duríssima. Mantivemos o foco, roubamos alguns pontos no saque delas e o jogo virou para o nosso lado", resumiu Stefani, que revelou ter jogado com incômodo físico justamente na fase mais complicada da partida, quando as rivais chegaram a liderar o segundo set por 3/1. "A gente teve algumas oportunidades no primeiro set, que acabamos não convertendo. Mérito delas também de jogar bem. Principalmente a Maya Joint estava muito sólida. Senti um pouco de dor no fim do primeiro set e começo do segundo. Tinha muita coisa na cabeça, mas quando igualamos a partida, tentamos fazer o simples. Menos é mais nessas horas."


O primeiro set foi decidido num detalhe. Houve uma única quebra em toda a parcial, e ela veio das australianas, já na reta final. Hunter e Joint sacaram tão bem que não encararam um break-point sequer.


O cenário ficou ainda pior no início do segundo set. Nova quebra sofrida, 3/1 para as adversárias, e as principais favoritas do torneio precisando correr atrás. Correram. O empate veio no sexto game, o saque de Stefani e Dabrowski não voltou a ser ameaçado e a pressão trocou de lado: a dupla passou a atacar com frequência o serviço australiano e criou mais dois break-points até chegar à nova quebra. Parcial fechada em 6/4.


No match-tiebreak, não houve disputa. Stefani e Dabrowski abriram 8-0 e liquidaram a partida no primeiro match-point.


"A gente teve que lutar contra a maré e não se render. E quando aproveitamos o momento, seguimos em frente. No final fomos encontrando soluções, era uma questão de falar menos e jogar mais, e fizemos um tiebreak incrível, impecável", completou a número 3 do mundo entre as especialistas em duplas.


Storm Hunter, aliás, já conhecia o roteiro. Há duas semanas, ao lado da tcheca Katerina Siniakova, ela perdeu para a mesma dupla a final do WTA 1000 de Wuhan, por 7/5 e 6/4.


Número 4 do ranking, Dabrowski fez questão de lembrar que a parceira chegou ao Japão com a cidade já gravada na carreira. Stefani é a atual campeã do torneio: no ano passado, ao lado da húngara Timea Babos, derrotou na final a cazaque Anna Danilina e a sérvia Aleksandra Krunic por 6/1 e 6/4. Foi também em Tóquio que ela conquistou, com Laura Pigossi, a histórica medalha de bronze olímpica, nos Jogos disputados em 2021.


"É muito especial, sempre foi um objetivo para mim jogar bem aqui, principalmente por causa da Luísa. É muito bom poder disputar mais uma final com ela. Temos ótimas lembranças daqui e esperamos fazer uma grande partida amanhã", disse a canadense.


Paulistana de 29 anos, Stefani tem 19 títulos no circuito da WTA e jogará a 31ª final da carreira. Dabrowski acumula 26 troféus e 21 vice-campeonatos. A parceria entre as duas começou em 2020, com um vice em Ostrava, mas só agora ganhou números de dupla dominante.


A conta com Taylor Townsend

Desde o título em Wuhan, Stefani e Dabrowski lideram o ranking da temporada. Em caso de título neste domingo, a brasileira pode igualar a pontuação da norte-americana Taylor Townsend, número 2 do mundo entre as especialistas em duplas. Igualar, não ultrapassar: os critérios de desempate devem favorecer Townsend, que disputou menos torneios e tem a maior pontuação somada em uma mesma competição. O melhor ano da carreira pode esbarrar num regulamento.


As italianas na decisão

A final está marcada para domingo, por volta das 2h (de Brasília), contra as experientes Sara Errani e Jasmine Paolini, campeãs olímpicas nos Jogos de Paris, em 2024, e de Roland Garros no ano passado. Na segunda semifinal, disputada logo na sequência, as italianas atropelaram a eslovaca Tereza Mihalikova e a britânica Olivia Nicholls por 6/4 e 6/0.


O jogo valia mais que a vaga na final. Mihalikova e Nicholls haviam ultrapassado as italianas na corrida pela última vaga de duplas no WTA Finals, conforme apontou o site italiano OA Sport, e Tóquio era o último torneio para definir a disputa. Com a vitória, Errani e Paolini garantiram presença na competição de fim de ano, em novembro, em Indian Wells, onde Stefani e Dabrowski já estão confirmadas.


Errani, de 39 anos e ex-número 1 do mundo em duplas, tem 36 títulos no circuito da WTA. Paolini, de 30, soma dez conquistas. O único duelo entre as parcerias nesta temporada terminou com vitória de Stefani e Dabrowski: 7/5 e 7/6(6), nas quartas de final do WTA 1000 de Pequim, no início do mês.

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