Quatro no quali, quatro fora: Brasil fica sem representantes nas simples de Santiago
- 21 de fev.
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A gira sul-americana fecha o ciclo com uma constatação amarga: nenhum brasileiro estará na chave principal de simples do Chile Open. Os quatro tenistas que tentaram o acesso pelo quali neste sábado foram eliminados logo na primeira rodada, no Club Deportivo Universidad Católica.
Mais ainda: os simplistas brasileiros terminam a Golden Swing, como é conhecida a gira de saibro na América do Sul, sem nenhuma vitória sobre jogadores estrangeiros em chaves principais. O único triunfo brasileiro em chave principal foi a de João Fonseca sobre Thiago Monteiro, no Rio Open. E parou por aí.
O torneio que em 2020 já teve um campeão brasileiro, com a conquista histórica de Thiago Wild sobre Casper Ruud, vai acontecer esta semana sem um representante nacional no simples.
Tira-teima de Monteiro contra Vallejo.

Thiago Monteiro tinha a chave mais espinhosa. O paraguaio Adolfo Vallejo era o cabeça 1 do quali e, mais do que isso, já havia derrotado o brasileiro nas quadras de Itajaí. No entanto, o cearense, na semana passada, foi à forra contra o paraguaio e devolveu a derrota no quali do Rio Open. No tira-teima em solo chileno, Vallejo, o 103º do ranking, eliminou Monteiro com as parciais de 7/6(3), 6/4 e 6/2.
Gustavo Heide parou no croata Dino Prizmic, cabeça 2 do quali, em 1h53 de jogo, com parciais de 6/2 e 7/5. João Lucas Reis foi superado pelo lituano Vilius Gaubas, terceiro principal inscrito, por 6/2 e 6/3 em 1h27. E Orlando Luz, que entrou de última hora no lugar de Felipe Meligeni como alternate, caiu odiante d português Henrique Rocha por 6/3 e 6/2 em pouco mais de uma hora.
O que resta ao Brasil
A participação brasileira em Santiago continua na chave de duplas. Rafael Matos e Orlando Luz entram como cabeças 2, com Marcelo Demoliner e Fernando Romboli completando o grupo de representantes nacionais na especialidade.
Cerúndolo e Darderi: a terceira semana seguida no topo
Pela terceira semana consecutiva, o argentino Francisco Cerúndolo e o "italiano" nascido na Argentina Luciano Darderi lideram a chave como primeiros cabeças de chave, repetindo o que aconteceu em Buenos Aires e no Rio Open. Os dois estreiam diretamente na segunda rodada.
Cerúndolo tem o italiano Matteo Berrettini como nome mais perigoso no caminho e ficou no mesmo lado da chave que Camilo Carabelli, que tem Tomas Etcheverry como principal ameaça no seu quadrante. Darderi pode encontrar Mariano Navone e Francisco Comesaña antes de uma eventual semifinal difícil. Já Sebastian Baez, finalista em 2025 quando perdeu para Laslo Djere, pode cruzar com o chileno Alejandro Tabilo nas quartas, num jogo que a torcida local vai apoiar demais seu tenista.
O Chile Open começa nesta segunda-feira e vai até o dia 1º de março.
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