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Time Juvenil brasileiro vem forte para Wimbledon

  • 3 de jul.
  • 3 min de leitura

A chave principal do torneio juvenil de Wimbledon tem início neste sábado, e cinco brasileiros já têm vaga garantida no All England Club. Três deles entram como cabeças de chave: Luis Guto Miguel, líder do ranking mundial da categoria, é o número 1; Victória Barros é a 4; e Nauhany Silva, a 5. Uma sexta vaga ainda pode sair do quali, com a gaúcha Pietra Rivoli.


Wimbledon é, hoje, o único Grand Slam em que o Brasil nunca venceu o torneio juvenil de simples. É um histórico que ganha outro peso neste ano: Guto chega à Inglaterra recém-coroado campeão em Roland Garros, título que o levou à liderança do ranking da ITF no mês passado e o tornou o quarto brasileiro a ocupar o topo da categoria, depois de Tiago Fernandes, Orlando Luz e João Fonseca.


Jovem tenista de camiseta rosa e boné preto faz punho cerrado com raquete em quadra, em clima de concentração.
Guto Miguel (Foto: FFT)

O goiano estreia contra o convidado britânico Vincent Fletcher, de 17 anos e 353º do ranking, uma diferença de favoritismo que dificilmente será um problema. Avançando, o caminho aponta para o italiano Matteo Gribaldo ou o norte-americano Jack Secord, num quadrante que também tem o argentino Dante Pagani, cabeça 16. Será a segunda vez de Guto na chave principal de Wimbledon: na edição passada, avançou uma rodada.


Na chave feminina, Victória Barros estreia contra a britânica Tegan Bush, de 17 anos, que já joga como profissional mas ocupa apenas o 1.042º lugar da WTA. A potiguar de 16 anos, número 4 do mundo, pode encontrar a romena Maia Burcescu ou a norte-americana Anita Tu na sequência. Seu setor da chave tem ainda a ucraniana Polina Skliar, cabeça 15, e do outro lado está a francesa Ksenia Efremova, vice-líder do ranking juvenil.


Já Nauhany Silva enfrenta na estreia uma adversária vinda do quali. Se passar, encara a norte-americana Janae Preston ou a russa Polina Berezina. No caminho da paulista de 16 anos até as oitavas está a espanhola Charo Esquiva, cabeça 10, num quadrante que também reúne a tcheca Jana Kovackova, terceira favorita, e que tem do outro lado a chinesa Xinran Sun, líder do ranking.


Estreias difíceis para Storck e Chabalgoity

No outro lado da chave, Leonardo Storck tem estreia complicada. O mato-grossense, atual 20º do ranking e semifinalista em Roland Garros, pega o alemão Jamie Mackenzie, de 18 anos e número 2 do mundo. Avançando, pode enfrentar o britânico Mark Ceban ou o norte-americano Gavin Goode, num quadrante que ainda tem o francês Mathys Domenc, cabeça 14.


Pedro Chabalgoity, brasiliense de 18 anos e 42º do ranking, começa contra o holandês Thijs Boogaard, 41º colocado e ex-top 10 na categoria, que chegou às quartas na edição passada do torneio. Quem vencer pode pegar o japonês Hyu Kawanishi ou o francês Daniel Jade, num setor que tem o norte-americano Michael Antonius, cabeça 6.


Pietra Rivoli, gaúcha de 18 anos e 66ª do ranking, venceu a suíça Noelia Manta por 7/6 (7-4) e 6/0 na primeira rodada do quali e precisa de mais um triunfo para entrar na chave principal. Pela frente, tem a norte-americana Carrie-Anne Hoo, 86ª colocada.


O jejum do Brasil em simples

Nas duplas, o Brasil já venceu em Wimbledon: a única conquista da história veio em 2014, quando Orlando Luz e Marcelo Zormann bateram o norte-americano Stefan Kozlov e o russo Andrey Rublev na final. Em simples, porém, o país nunca chegou ao título.


O retrospecto tem episódios de quase lá. Ivo Ribeiro foi finalista em 1957, Ronald Barnes repetiu o feito em 1959, e Reno Figueiredo parou na semifinal em 1966. Ricardo Schlachter chegou a uma final de duplas em 1994, ao lado do eslovaco Vladimir Platenik. Mais recentemente, João Fonseca fez quartas de final em 2023, mesma campanha alcançada por Gilbert Klier em 2018.


No feminino, Vera Cleto foi semifinalista em 1967, Gisele Miró repetiu a marca em 1986, e Niege Dias parou nas quartas em 1984. Nauhany Silva, aliás, já bateu na trave: fez oitavas na edição passada, igualando o resultado de Beatriz Haddad Maia em 2013. Bia, vale lembrar, também foi semifinalista de duplas em 2011.


Com três cabeças de chave na disputa e um elenco que já provou saber ganhar Grand Slam juvenil, cinco meses depois do título de Guto em Paris, o Brasil chega a Wimbledon com a chance mais concreta em décadas de finalmente destravar o título que falta.

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