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Alcaraz curado e de volta em Cincinnati?

  • há 18 minutos
  • 3 min de leitura

O espanhol Carlos Alcaraz, número 3 do mundo, está com o punho direito totalmente recuperado e a liberação médica para voltar às quadras deve sair ainda esta semana, segundo o jornal espanhol La Verdad, da cidade natal do tenista. O alvo da volta é o Masters 1000 de Cincinnati, que começa em meados de agosto.



A notícia contradiz o clima pessimista que cercava o murciano nos últimos dias. Alcaraz não joga desde 14 de abril, quando a lesão surgiu no ATP 500 de Barcelona, e o afastamento já passou de três meses. No caminho, ficaram Madri, Roma e Roland Garros no saibro, além de Queen's e Wimbledon na grama. Cinco torneios de peso, três deles Grand Slams e Masters 1000, riscados do calendário por um punho que se recusava a colaborar.


O exame decisivo aconteceu na última sexta-feira, em Barcelona, com o Dr. Ángel Ruiz-Cotorro. As impressões, de acordo com o La Verdad, foram as melhores possíveis.


O que diz o jornal murciano

"A equipe de Alcaraz optou por concentrar todos os seus esforços em chegar às melhores condições possíveis para Cincinnati, torneio que começa em meados de agosto. Antes disso, ele precisará de liberação médica, e o plano é que o Dr. Ángel Ruiz-Cotorro a conceda esta semana", escreveu a publicação.


Sobre o estado do punho, o veredito foi direto: "Ele o examinou na última sexta-feira em Barcelona, e as impressões foram muito positivas. O punho está saudável, completamente curado, e eles aumentarão gradualmente a carga de treinamento", afirmou o jornal.



A palavra que resume a estratégia do time de Carlito é uma só: cautela. Desde a lesão, o foco tem sido não apressar nada. Primeiro vieram as desistências no saibro europeu.


Depois, o descarte da temporada de grama. E agora, a ausência confirmada em Montréal, cujo Masters 1000 começa em 2 de agosto e onde o espanhol nem sequer aparece na lista de inscritos.


A recuperação, longe dos holofotes

Segundo o La Verdad, o trabalho foi constante, embora discreto. Na primeira fase, predominaram o repouso e o tratamento específico para o punho. Depois vieram os exercícios físicos, a corrida contínua e os movimentos na quadra, seguidos de exercícios controlados e maior intensidade nas últimas semanas. Um roteiro de reabilitação clássico, sem atalhos.


A ausência em Montréal, longe de ser um sinal de alarme, encaixa-se nessa lógica. "A decisão de também desistir de Montréal se encaixa perfeitamente nessa estratégia conservadora", garantiu a publicação, que apontou que Alcaraz não estaria fisicamente pronto para competir em alto nível no Canadá. A conta era simples: melhor adiar a volta e chegar inteiro a Cincinnati do que forçar uma estreia precoce.


Dias antes, o cenário já era esse. Em entrevista ao Punto de Break, o jornalista murciano Álvaro Sánchez, amigo próximo do tenista, havia adiantado que não havia motivo para pânico: Carlito e a equipe tinham um plano muito claro, e a volta tinha tudo para acontecer em Cincinnati. Segundo Sánchez, tudo dependia de um último teste na reta final da recuperação, o exame que viria a se confirmar positivo em Barcelona.


O detalhe curioso do relato está no calendário interno do espanhol. Depois da liberação, Alcaraz iniciaria uma espécie de mini-pré-temporada, como se fosse dezembro, começando por exercícios cardiovasculares, trabalho físico e fortalecimento, para só então reconstruir as bases do tênis com vistas a agosto. Um mês de treino para reaparecer inteiro no circuito.


Por que Cincinnati importa tanto

Não é um retorno qualquer. Cincinnati foi justamente onde Alcaraz conquistou o título em 2025, seu oitavo Masters 1000, depois que Jannik Sinner abandonou a final por conta do calor e de um mal-estar, com o placar em 5 a 0 para o espanhol no primeiro set. Dali, Carlito emendou a campanha que o levou ao bicampeonato no US Open, ao 65º título e à retomada do posto de número 1 do mundo, encerrando o longo reinado de Sinner na liderança.


O detalhe não é decorativo. Nos últimos anos, o campeão de Cincinnati saiu de lá direto para o título em Nova York: Djokovic em 2023, Sinner em 2024, Alcaraz em 2025. Voltar exatamente ao torneio que abriu essa sequência, para em seguida defender a coroa do US Open, é o roteiro que o time do espanhol persegue.


Se tudo correr conforme o planejado, o Masters 1000 de Cincinnati marcará o primeiro torneio de Alcaraz em quatro meses. Para um jogador que passou o verão europeu inteiro assistindo aos rivais pela TV, é tempo mais do que suficiente para acumular fome de quadra.

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