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"Algo precisa mudar, isto não é normal", dispara Navratilova após quartas começarem às 23h no US Open

há 1 dia
2 min de leitura

Em Nova York, a ex-número 1 do mundo Martina Navratilova saiu em defesa do bom senso e criticou publicamente a programação do US Open, depois que o aguardado confronto das quartas de final entre Carlos Alcaraz e Ben Shelton só teve início às 23h no horário local, meia-noite em Brasília, atrasado pelo acúmulo de jogos no Arthur Ashe Stadium.


Dois tenistas se encaram na quadra, em clima intenso, com arquibancada desfocada ao fundo.
(Foto: Leonardo Munoz/AFP via Getty Images)

O atraso foi puxado por uma verdadeira maratona. Mais cedo, Frances Tiafoe e Alex Michelsen travaram uma batalha emocionante de cinco sets que durou 4h39, e na sequência o confronto feminino das quartas entre Jessica Pegula e Emma Navarro também foi a três sets, terminando em 2h21. Quando a bola finalmente rolou para Alcaraz e Shelton, já era tarde, e a partida ainda se estenderia por mais 4h27, terminando às 3h33 (4h33 em Brasília) e batendo o recorde de fim de jogo mais tardio da história do US Open.


"Algo precisa mudar"

A confusão na grade de horários não passou batida. O experiente analista de tênis e autor de best-sellers do New York Times Christopher Clarey chamou atenção para os problemas do agendamento noturno do torneio, sobretudo quando o duelo entre Pegula e Navarro avançou para o terceiro set. Navratilova, que costuma ser ativa e direta nas redes sociais sobre temas dentro e fora do esporte, não demorou a se manifestar.


Martina Navratilova (Foto: AELTC/Ryan Jenkinson)
Martina Navratilova (Foto: AELTC/Ryan Jenkinson)

"Algo precisa mudar … isso não está certo e não é normal … nenhum outro esporte começa às 11h da manhã e às 23h da noite no mesmo evento", escreveu a ex-número 1 do mundo em sua conta no X.

A fala rendeu à USTA, entidade responsável pela organização do US Open, uma onda de críticas na tarde e na noite de terça-feira, num debate que só cresceu à medida que ficava claro que o jogo entre Alcaraz e Shelton se estenderia madrugada adentro.


A torcida também reclama

A insatisfação não ficou restrita a Navratilova. Torcedores também tomaram as redes sociais para reclamar da programação, temendo justamente que o duelo mais aguardado do dia virasse noite.


"O US Open deveria ter vergonha dessa programação; Alcaraz e Shelton vão começar às 23h (horário da costa leste). Que piada", comentou um torcedor.


"Essa programação é um absurdo. Eu entendo que praticamente todas as partidas de hoje se prolongaram, mas não dá para deixar o maior jogo do torneio até agora começar, na melhor das hipóteses, às 23h (horário da Costa Leste). O US Open precisa melhorar. Shelton e Alcaraz praticamente não terão público da Costa Leste", escreveu outro.


No fim, Shelton bateu Alcaraz por 6/7 (5-7), 6/1, 6/3, 1/6 e 7/6 (10-7) e avançou à semifinal, enquanto Pegula, do lado feminino, garantiu vaga contra Aryna Sabalenka. Mas o resultado dividiu espaço com o próprio horário da partida, motivo mais que suficiente para reacender, mais uma vez, o debate sobre os limites da programação do US Open.


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