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Andreeva atropela Chwalinska e conquista seu primeiro Grand Slam em Paris

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A russa Mirra Andreeva derrotou a polonesa Maja Chwalinska por 6/3 e 6/2, neste sábado, em 1h22 de jogo, e conquistou na quadra Philippe-Chatrier o primeiro título de Grand Slam da carreira, em Roland Garros.


Era o duelo entre a favorita absoluta e a história improvável. De um lado, a oitava cabeça de chave, anunciada há anos como a próxima grande estrela do circuito. Do outro, a primeira tenista a chegar a uma final de Roland Garros saindo do quali, atual 114ª do mundo. Era um descompasso total de recursos no tênis, e, não tivesse Andreeva vencido, o estrago poderia ter sido severo e duradouro.  A russa não deixou margem para isso. Aos 19 anos e 39 dias, ela é a campeã mais jovem do torneio desde que Monica Seles venceu seu terceiro título em Paris, em 1992, então com 18 anos.


Tenista de rosa faz punho cerrado em comemoração, com viseira Nike e fundo de quadra desfocado.
Mirra Andreeva (Foto: Jimmie48/WTA)

A favorita que não tropeçou

A pressão, ali, não vinha dos pontos apertados. Vinha do rótulo. Andreeva chegou à decisão mais de 100 pontos acima da adversária no ranking, mais experiente e mais premiada, e jogava o tipo de partida em que só perder seria notícia. Ela não perdeu.


"Eu assisto a Roland Garros na televisão desde muito, muito nova", disse Andreeva durante a cerimônia de premiação, à WTA. "Também é um grande sonho meu vencer este torneio, e honestamente eu não consigo acreditar que estou segurando este troféu agora."


Primeira tenista nascida em 2007 a vencer um Slam, no feminino ou no masculino, Andreeva faturou seu sexto título na carreira e o terceiro na temporada, depois de Adelaide e Linz. Com isso, igualou a bielorrussa Aryna Sabalenka, até então a maior campeã de 2026, também com três conquistas em nível WTA. É ainda a terceira campeã de Grand Slam mais jovem neste século, atrás apenas da russa Maria Sharapova (17 anos e 76 dias, Wimbledon de 2004) e da britânica Emma Raducanu (18 anos e 302 dias, US Open de 2021). E a primeira com menos de 20 anos a levantar a taça em Paris desde a polonesa Iga Swiatek, 93 dias mais velha quando foi campeã em 2020.


Há também um dado que extrapola o ranking. Andreeva é a primeira russa a vencer um Grand Slam desde que Maria Sharapova levantou o troféu de Roland Garros em 2014.  Como ocorre desde março de 2022, nenhum hino foi tocado na cerimônia: a russa compete como atleta neutra, sem a bandeira do país.  


Nove games seguidos e o jogo virou

A polonesa começou bem. O primeiro game durou sete minutos e foi bastante disputado, mas Andreeva tomou a iniciativa e conseguiu a quebra. Vieram mais três breaks seguidos até que Chwalinska enfim confirmou o serviço. O placar enganava: a russa já mandava no jogo.


A partir do 3/3, Andreeva passou a controlar melhor o tênis variado da canhota polonesa e engatou uma sequência avassaladora. Foram nove games seguidos. Fechou a primeira parcial em 6/3 e abriu 5/0 na segunda. Enfrentando a 114ª do mundo, manteve a invencibilidade contra tenistas fora do top 100 nesta temporada, a sétima seguida.


Chwalinska evitou o "pneu" ao confirmar o saque no sexto game do segundo set e ainda esboçou reação, devolvendo uma das quebras logo em seguida. Durou pouco. A polonesa encarou 0-40 na sequência e, no primeiro match-point, Andreeva selou o título.


O que vem a seguir

A campanha rende a Andreeva um salto no ranking, com retorno ao top-5 que ela ocupou pela primeira vez em julho de 2025. Pela vitória, a russa embolsa 3.248.000 dólares em premiação.  Pela frente, vem a temporada de grama e Wimbledon, onde seu melhor resultado até aqui foram as quartas de final, em 2025. A pergunta deixou de ser se ela ganharia um Slam. Agora é quantos.

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