Andreeva atropela Chwalinska e conquista seu primeiro Grand Slam em Paris
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A russa Mirra Andreeva derrotou a polonesa Maja Chwalinska por 6/3 e 6/2, neste sábado, em 1h22 de jogo, e conquistou na quadra Philippe-Chatrier o primeiro título de Grand Slam da carreira, em Roland Garros.
Era o duelo entre a favorita absoluta e a história improvável. De um lado, a oitava cabeça de chave, anunciada há anos como a próxima grande estrela do circuito. Do outro, a primeira tenista a chegar a uma final de Roland Garros saindo do quali, atual 114ª do mundo. Era um descompasso total de recursos no tênis, e, não tivesse Andreeva vencido, o estrago poderia ter sido severo e duradouro. A russa não deixou margem para isso. Aos 19 anos e 39 dias, ela é a campeã mais jovem do torneio desde que Monica Seles venceu seu terceiro título em Paris, em 1992, então com 18 anos.

A favorita que não tropeçou
A pressão, ali, não vinha dos pontos apertados. Vinha do rótulo. Andreeva chegou à decisão mais de 100 pontos acima da adversária no ranking, mais experiente e mais premiada, e jogava o tipo de partida em que só perder seria notícia. Ela não perdeu.
"Eu assisto a Roland Garros na televisão desde muito, muito nova", disse Andreeva durante a cerimônia de premiação, à WTA. "Também é um grande sonho meu vencer este torneio, e honestamente eu não consigo acreditar que estou segurando este troféu agora."
Primeira tenista nascida em 2007 a vencer um Slam, no feminino ou no masculino, Andreeva faturou seu sexto título na carreira e o terceiro na temporada, depois de Adelaide e Linz. Com isso, igualou a bielorrussa Aryna Sabalenka, até então a maior campeã de 2026, também com três conquistas em nível WTA. É ainda a terceira campeã de Grand Slam mais jovem neste século, atrás apenas da russa Maria Sharapova (17 anos e 76 dias, Wimbledon de 2004) e da britânica Emma Raducanu (18 anos e 302 dias, US Open de 2021). E a primeira com menos de 20 anos a levantar a taça em Paris desde a polonesa Iga Swiatek, 93 dias mais velha quando foi campeã em 2020.
Há também um dado que extrapola o ranking. Andreeva é a primeira russa a vencer um Grand Slam desde que Maria Sharapova levantou o troféu de Roland Garros em 2014. Como ocorre desde março de 2022, nenhum hino foi tocado na cerimônia: a russa compete como atleta neutra, sem a bandeira do país.
Nove games seguidos e o jogo virou
A polonesa começou bem. O primeiro game durou sete minutos e foi bastante disputado, mas Andreeva tomou a iniciativa e conseguiu a quebra. Vieram mais três breaks seguidos até que Chwalinska enfim confirmou o serviço. O placar enganava: a russa já mandava no jogo.
A partir do 3/3, Andreeva passou a controlar melhor o tênis variado da canhota polonesa e engatou uma sequência avassaladora. Foram nove games seguidos. Fechou a primeira parcial em 6/3 e abriu 5/0 na segunda. Enfrentando a 114ª do mundo, manteve a invencibilidade contra tenistas fora do top 100 nesta temporada, a sétima seguida.
Chwalinska evitou o "pneu" ao confirmar o saque no sexto game do segundo set e ainda esboçou reação, devolvendo uma das quebras logo em seguida. Durou pouco. A polonesa encarou 0-40 na sequência e, no primeiro match-point, Andreeva selou o título.
O que vem a seguir
A campanha rende a Andreeva um salto no ranking, com retorno ao top-5 que ela ocupou pela primeira vez em julho de 2025. Pela vitória, a russa embolsa 3.248.000 dólares em premiação. Pela frente, vem a temporada de grama e Wimbledon, onde seu melhor resultado até aqui foram as quartas de final, em 2025. A pergunta deixou de ser se ela ganharia um Slam. Agora é quantos.
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