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Aos 80 anos, Julius Haupt é bicampeão do Masters do Rio

  • há 57 minutos
  • 3 min de leitura

Julius Haupt derrotou o alemão Deitmar Frank por 6/3 e 6/0 nesta sexta-feira e conquistou o bicampeonato da categoria 80 anos do torneio Masters internacional do Rio de Janeiro, disputado na Rio Tennis Academy, em parceria com o Fluminense Football Club.


É o segundo troféu de Haupt na capital carioca, na terceira edição de um torneio que integra o circuito MT 400 da World Tennis Masters Tour, ligada à ITF. Aos 80 anos, ele não é um veterano que aparece uma vez por ano para bater bola: joga por três clubes do Rio, o Fluminense; o Iarte Clube do RJ; e o Paissandú, e volta e meia divide a quadra com Thomaz Koch, lenda do tênis brasileiro que enfrentou ainda nos anos 1960.



Julius Haupt (Foto: Viviane Lepsch / Dream Fotografia)
Julius Haupt (Foto: Viviane Lepsch / Dream Fotografia)

Nascido nos arredores de Salzburgo, na Áustria, em 1946, Haupt chegou ao Rio com dois anos. Foi aqui que aprendeu a jogar, fez carreira executiva em bancos como Chase, Citibank e Unibanco, e nunca largou a raquete. O irmão fez o caminho inverso: mora em Viena.


"Muito feliz com essa conquista. Me mudei aqui pro Rio com apenas dois anos, família fugindo da 2ª Guerra. Eu fiquei morando aqui, meu irmão acabou voltando tempos depois e mora em Viena. Adoro jogar tênis, atuo em três clubes no Rio, um deles é o Fluminense. Jogo há muitos anos, já disputei competições na década de 60 e enfrentei o Koch lá atrás na época áurea dele, acho que consegui fazer um game (risos). Hoje jogamos de vez em quando. Tênis pra mim é saúde, é tudo, ajuda muito na minha vida. Ano que vem quero voltar e buscar o tricampeonato aqui na Rio Tennis", disse Haupt.


Cariocas, gaúcho e mineiros levam títulos

Nas categorias 65, 60, 55 e 50 anos, os troféus ficaram divididos entre atletas do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.


Nos 65 masculino, o carioca Roberto Calvet virou uma batalha contra o gaúcho André Bohrer por 4/6 6/4 10/4. Foi o segundo título seguido de Calvet na Rio Tennis e o 19º da carreira.


Roberto Calvet e Eduardo Frick (Foto: Viviane Lepsch / Dream Fotografia)
Roberto Calvet e Eduardo Frick (Foto: Viviane Lepsch / Dream Fotografia)

Na categoria 60 anos, o gaúcho Ricardo Fontoura não deu chance: passou pelo carioca Alexandre Klatz por 6/0 e 6/1. Nos 55, o troféu ficou com o mineiro Guilherme Carvalho, que vencia por 6/3 quando José Rocha se retirou. E nos 50 anos, o mineiro de Juiz de Fora e ex-top 10 Felipe Miana bateu Leonardo Azevedo por 6/1 e 6/3, levantando o primeiro troféu do ano e o 22º da carreira.


O que ainda falta decidir

Neste sábado o torneio termina com os campeões das categorias de 30 até 45 anos. O destaque dos 45 é o pernambucano radicado ainda criança Antonio Amaro Filho, ex-número dois do mundo, que joga a final contra Francisco Caetano em busca do bicampeonato. Amaro Filho mudou-se para Brasília aos oito anos, morou em comunidade, começou como boleiro, tentou a carreira profissional com a ajuda de Santos Dumont, atual técnico de Guto Miguel, virou professor e hoje vive do tênis rodando o circuito Masters, onde soma 23 títulos e persegue o 24º.


Nos 40 anos, o uruguaio Hatteros Pires encara o brasileiro Natalino de Souza. Nos 35, Francisco Farias enfrenta Leonardo Bartnik. Nos 30, Pedro Viegas pega David Martins. Nas duplas e duplas mistas, a polonesa Ewa Nocen busca dois títulos ao lado da brasileira Mariana Pettersen e do uruguaio Pires. As finais começam às 9h.


O torneio reúne cerca de 200 atletas nas categorias de 30 a 80 anos, com treze países representados: Brasil, Chile, Uruguai, França, Ucrânia, Itália, Rússia, Argentina, Portugal, Alemanha, Bolívia, Polônia e Áustria.



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