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Aryna Sabalenka, mais brasileira do que nunca?

  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

Bia Haddad caiu na estreia em Indian Wells. Mas há quem diga que o Brasil não ficou sem representante no deserto californiano. A bielorussa Aryna Sabalenka, noiva de paulistano e fluente em palavrão em português, tratou de suprir essa falta da torcida verde e amarela.


Nas semifinais do WTA 1000 contra a tcheca Linda Noskova, a número 1 do mundo errou um ponto e o que saiu da boca dela não foi em russo. Não foi em inglês. Foi um "p*ta que pariu" cristalino, ouvido com clareza até por quem não estava prestando muita atenção. Os brasileiros que transmitiam a partida no canal ESPN caíram na gargalhada. Confira:



Dias antes, em entrevista após vencer a canadense Victoria Mboko por 7/6 e 6/4, Sabalenka tinha dado uma aula de saúde ao público. Alertou para os riscos do calor no sul da Califórnia, pediu que todos adicionassem sal à água. A repórter aproveitou o gancho e perguntou sobre o açaí. A resposta veio sem hesitação.


"Ah, pode comer. É tão bom, especialmente com esse calor", respondeu. E foi além: "Eu acho que é a melhor refeição que você pode comer nessas condições, é muito refrescante, tão bom. Mas também, talvez eu tenha ganhado porque tenho comido açaí a semana toda, então, pessoal, vai lá e comprem um pouco."


Publicidade gratuita para o negócio do noivo. Sem perceber, ou percebendo muito bem.


Georgios Frangulis, o "Grego", é torcedor do Corinthians, piloto nas horas vagas e dono da Oakberry. A empresa nasceu em São Paulo em 2016 e tem hoje mais de 900 franquias espalhadas em todos os continentes. Frangulis pediu Sabalenka em casamento no dia 3 de março, véspera do início do torneio, num cenário com velas e flores à beira de uma piscina. O vídeo no Instagram tem mais de 1 milhão de curtidas.

Na cerimônia de premiação do WTA 500 de Brisbane, em janeiro, ela já tinha mandado um recado bem direto ao então namorado: "Obrigada ao meu namorado... espero que em breve eu possa te chamar de outra coisa." Levou menos de dois meses para a intimação surtir efeito.


Sabalenka e o noivo brasileiro Georgios Frangulis — Foto: Getty Images
Sabalenka e o noivo brasileiro Georgios Frangulis — Foto: Getty Images

Quando o noivado virou notícia, os fãs responderam à altura. Num treino em Indian Wells, alguém jogou um véu de noiva da arquibancada. Sabalenka colocou. Frangulis entrou com um buquê. A quadra vibrou junto e os fotógrafos fizeram a festa.


Camisa do Timão, churrasco e palavrões

A relação de Sabalenka com o Brasil não começou agora. Em julho de 2024, ela apareceu nas redes sociais vestindo a camisa personalizada do Corinthians, com o nome "Saby" e o número 98 estampados nas costas. Frangulis usava a dele: "Grego, 88". Os torcedores corintianos enlouqueceram.


A convivência com o empresário paulistano foi ampliando o repertório em várias frentes. Sabalenka aprendeu a gostar de churrasco, de torta e, como o episódio da semifinal deixou claro, de palavrões em português. Não é novidade no circuito: em entrevista à ESPN, ela já tinha assumido com todas as letras.


"Sim, sou fluente em xingar em português. Bom ou mau, mas sou fluente. Acho que soa melhor em português do que em russo. Tenho uma conexão especial com o Brasil e sinto uma torcida meio maluca e adoro isso", disse Sabalenka.


Uma "torcida meio maluca" é uma descrição gentil. Quem viu um jogo de Sabalenka em Miami ou em Roland Garros nos últimos dois anos sabe do que ela está falando: bandeiras verde e amarelas, camisetas, gritos. Não à toa, ela gritou "te amo" em português para o público após vencer o WTA 1000 de Miami em 2025.


O Brasil está no vocabulário dela, na dieta, no noivo e na torcida. Falta só o passaporte azul.


Rybakina espera na final

A decisão do WTA 1000 de Indian Wells colocou Sabalenka diante de Elena Rybakina. Será o 16º encontro entre as duas, com vantagem mínima para a número 1: oito vitórias contra sete derrotas. A cazaque, vale lembrar, foi quem interrompeu a busca de Sabalenka pelo quinto Grand Slam na final do Aberto da Austrália, no início deste ano. O duelo em terras californianas oferece uma chance de resposta.

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