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Berrettini faz uma afirmação sobre felicidade que nenhum ex-top 10 em baixa costuma fazer

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Havia algo revelador na forma como Matteo Berrettini falou sobre o próprio ranking durante o Challenger 175 de Valência. Não com resignação. Com algo que parece mais próximo da libertação.


Homem jogando tênis em quadra de saibro, vestido com camisa cinza e bermuda preta, raquete amarela. Momento de salto para o golpe.
(Arquivo: ATP Tour)

O italiano caiu nas quartas de final do torneio espanhol diante do argentino Camilo Carabelli em sets diretos, 7/6(2) e 6/4, em 1h50. Mas a história da semana não foi a derrota. Foi a entrevista que Berrettini concedeu ao portal Punto de Break, em que o ex-número 6 do mundo expôs, com uma precisão rara para quem ainda está no meio da carreira, o lugar em que chegou depois de anos de lesões e recomeços.


"Com o tempo, percebi o quanto é importante aproveitar a carreira que estou tendo. Claro que quero voltar ao mais alto nível. Mas, se isso não acontecer, não será o fim do mundo", analisou.

Berrettini tem 30 anos, dez títulos no circuito ATP e uma final de Wimbledon que ainda ressoa de 2021. Em 2026, mesmo circulando pelo 100º lugar no ranking, já bateu Daniil Medvedev por duplo 6/0 em Monte Carlo e Alexander Bublik em Miami, dois jogadores que ocupavam o top 10 quando os encontrou. O nível segue lá. O problema sempre foi a continuidade.



"A felicidade de uma pessoa não pode depender do ranking. Caso contrário, todos os jogadores que estão abaixo do 80º lugar do mundo seriam tristes. Agora entendo que o ranking não é tudo. Ter uma família que apoia, pessoas que te amam e trabalham pensando no seu bem-estar vale muito mais", prosseguiu.

Sem disputar o Australian Open, por não estar na condição ideal no início do ano, Berrettini percorreu a América do Sul e os Estados Unidos buscando o ritmo que o mantém competitivo no circuito. Em Monte Carlo, destruiu Medvedev com a primeira "bicicleta" contra um top 10 registrado em uma década, antes de ser eliminado por João Fonseca nas oitavas. A derrota na estreia em Roma veio logo depois. Absorvida da mesma forma que tudo o mais em 2026. "Há semanas boas e outras menos. O importante é sempre pensar no longo prazo. Roma não foi como eu queria, mas isso faz parte da carreira", garantiu.


Confiança para Roland Garros e Wimbledon

Valência era o segundo Challenger da temporada para Berrettini, escolhido para acumular pontos rumo a uma entrada direta em Wimbledon. O objetivo foi interrompido por Carabelli, mas o italiano não deu sinais de que o horizonte mudou. "O mais importante é que me sinto bem fisicamente para competir. Estou trabalhando para chegar com confiança máxima a Roland Garros e Wimbledon. O balanço de 2026 é positivo fisicamente, que era meu principal objetivo no início da temporada. Não pude jogar a Austrália porque não estava na condição ideal, mas me senti bem nos torneios sul-americanos e também nos Estados Unidos", avaliou.


Sobre as ambições de ranking, Berrettini traçou uma meta que, para qualquer ex-top 6, soaria a qualquer outro como recuo, e a apresentou como conquista legítima.


"Quero melhorar meu ranking e voltar a competir com os melhores. Mas, se eu chegar 'apenas' ao top 20, não vou enxergar isso como algo ruim. Ganhei de dois jogadores do top 10 este ano, então sei que meu nível ainda é muito alto. Preciso apenas de mais continuidade", ponderou.

A relação com o tênis, concluiu, sempre foi maior do que os resultados.


"O tênis me ensinou muitas coisas. Graças a este esporte, sou uma pessoa melhor. Para competir nesse nível, você precisa olhar para dentro de si e entender quem realmente é. Hoje tudo é mais complexo do que eu imaginava quando jovem, mas tento aproveitar cada momento", analisou.

Trinta anos. Dez títulos. Uma final de Wimbledon. Duas Copa Davis com a Itália. E, depois de tudo, a descoberta de que a felicidade não mora no ranking.


Títulos ATP
No saibro (6):

  1. Gstaad 2018 (Swiss Open, ATP 250)

  2. Budapeste 2019 (Hungarian Open, ATP 250)

  3. Belgrado 2021 (Serbia Open, ATP 250)

  4. Marrakech 2024 (Grand Prix Hassan II, ATP 250)

  5. Gstaad 2024 (Swiss Open, ATP 250)

  6. Kitzbühel 2024 (Generali Open, ATP 250)


Na grama (4):


7. Stuttgart 2019 (Stuttgart Open, ATP 250)

8. Queen's Club 2021 (Cinch Championships, ATP 500)

9. Stuttgart 2022 (Stuttgart Open, ATP 250)

10. Queen's Club 2022 (Cinch Championships, ATP 500)


Os títulos no Queen's Club em 2021 e 2022 fazem dele o primeiro jogador da Era Aberta a vencer nos dois primeiros anos em que disputou o torneio. Queen's é seu torneio preparatório clássico para Wimbledon.

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