Bia começa bem, mas oscila e cai na estreia do Australian Open
- Raphael Favilla

- 18 de jan.
- 3 min de leitura
A participação de Beatriz Haddad Maia no Australian Open 2026 foi curta. Abrindo a programação da quadra 6 neste sábado, a número 1 do Brasil começou melhor, mas acabou superada pela cazaque Yulia Putintseva, 105ª do ranking, por 3/6, 7/5 e 6/3, em uma partida de 2h53 de duração.
Esta foi a sétima participação de Bia no primeiro Grand Slam da temporada. A brasileira segue sem nunca ter ultrapassado a terceira rodada em Melbourne, fase que alcançou nos dois últimos anos. Com o revés, ela passa a somar sete vitórias e sete derrotas em simples no torneio e tem agora 30 triunfos em 53 partidas de Grand Slam ao longo da carreira.

De volta ao circuito após quase quatro meses de ausência, Bia disputou apenas sua segunda partida na temporada. Na semana passada, ela também havia caído na estreia do WTA 500 de Adelaide. Sua última vitória no circuito aconteceu na primeira rodada do WTA 500 de Seul, em setembro, antes de antecipar o fim da temporada para cuidar do físico e da saúde mental.
Do outro lado, Putintseva avançou para a segunda rodada do Australian Open pela décima vez em 13 participações em Melbourne. O melhor resultado da cazaque no torneio segue sendo a terceira rodada, alcançada em 2016, 2020, 2021 e 2025. Aos 31 anos, ela chegou à segunda semana de um Grand Slam em quatro oportunidades na carreira: oitavas de Wimbledon em 2024 e quartas de final de Roland Garros em 2016 e 2018 e do US Open em 2020.
Na próxima rodada, Putintseva enfrentará a vencedora do duelo entre a ucraniana Marta Kostyuk, cabeça de chave 20, e a francesa Elsa Jacquemot. A cazaque perdeu para Kostyuk no único confronto entre elas, disputado em Brisbane, na primeira semana deste ano, e venceu Jacquemot no saibro de Hamburgo, em 2023.
Jogo de oscilações define a partida
Bia iniciou a partida buscando comandar os pontos, mas mostrou instabilidade no saque. Nos dois primeiros games de serviço, precisou salvar quatro break-points, conseguindo se manter no set nos momentos de maior pressão.
Putintseva, 22 centímetros mais baixa, apostava em saques abertos e bolas curtas para tirar a brasileira da zona de conforto. A estratégia funcionou até o sexto game, quando Bia criou suas primeiras chances de quebra e aproveitou a segunda oportunidade. A vantagem durou pouco: no game seguinte, a brasileira voltou a errar e perdeu o saque, mas reagiu rapidamente, obteve nova quebra no oitavo game e confirmou o primeiro set.
A segunda parcial começou com novas dificuldades para Bia no serviço. Com apenas 20% de aproveitamento no primeiro saque, ela sofreu a quebra e viu Putintseva assumir a liderança pela primeira vez. A resposta veio de imediato, com a brasileira elevando o nível para empatar e virar, mas a oscilação retornou e permitiu nova quebra da cazaque.
O set seguiu equilibrado até os games finais. Bia salvou dois set-points no décimo game, mas teve o saque quebrado no 12º, permitindo que Putintseva fechasse a parcial e levasse a decisão para o terceiro set.
Na parcial decisiva, a brasileira voltou a pressionar e conseguiu a quebra no terceiro game, após desperdiçar chance logo na abertura. A vantagem, porém, não se sustentou. Bia cedeu o empate no sexto game e sofreu nova quebra no oitavo, abrindo caminho para a virada definitiva da cazaque.
Nos números finais, Bia anotou 41 winners, mas cometeu 45 erros não forçados. Putintseva terminou com 20 bolas vencedoras e 27 erros. A brasileira fez apenas um ace e cometeu sete duplas faltas, contra três aces e uma dupla falta da adversária. No saque, Bia teve 56% de aproveitamento no primeiro serviço, com média de 153 km/h no saque inicial e 127 km/h no segundo.
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