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Brasil x Suíça pela Davis: ingressos disponíveis

28 de ago.
3 min de leitura

O capitão Jaime Oncins confirmou a equipe brasileira que enfrenta a Suíça pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, nos dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. Mesmo fora do US Open por uma lesão abdominal, João Fonseca aparece na lista, ao lado de Gustavo Heide, Matheus Pucinelli, Rafael Matos e Orlando Luz.


Fonseca é o número 1 do Brasil e o 26º do mundo. Aos 20 anos, soma quatro vitórias e duas derrotas em jogos pela Davis, retrospecto que chega justamente numa eliminatória decisiva para os planos da equipe no Grupo Mundial I.


Tenista sorridente com boné branco e roupa preta segura a raquete, em quadra com público desfocado ao fundo.
João Fonseca (Foto: André Gemmer/CBT)

"Depois de uma boa conversa tanto com ele quanto com o seu treinador, com essa confirmação de que estará no time e à disposição, também traz um adendo muito grande para a equipe", afirmou Oncins.


O capitão completou, sobre o clima da convocação: "Acho que é um ambiente diferente, a Copa Davis é uma semana especial, como eu sempre falo. Já estar contando com esse grupo me traz uma confiança muito grande para esse confronto contra a Suíça".


Heide e Pucinelli completam as simples

Heide, de 24 anos e 128º do ranking, soma duas vitórias e duas derrotas na Davis. Em fevereiro, fora de casa, bateu o canadense Gabriel Diallo, então 39º do mundo. Pucinelli, de 25 anos e 254º colocado, também tem duas vitórias e duas derrotas, e os dois vêm do mesmo confronto, contra o Canadá, no início da temporada. Ficou de fora da lista Thiago Wild, 198º do ranking e ex-integrante do top 60.


"O Heide está jogando perto da sua melhor forma e já está próximo de entrar no top 100. Tanto ele como o Pucinelli, no último confronto contra do Canadá, jogaram muito bem, mesmo diante das adversidades, em um piso muito rápido, e conseguiram me passar uma confiança muito grande em termos de poder contar com eles", avaliou o capitão brasileiro.


Matos e Luz, embalados por dois Masters 1000

Nas duplas, a escolha recaiu sobre a parceria gaúcha de Rafael Matos e Orlando Luz, que chega ao Rio embalada pelos títulos seguidos dos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, feito que os tornou os primeiros brasileiros a vencer um torneio desse porte na história.


A dupla subiu à sexta posição do ranking mundial e, individualmente, Luz ocupa hoje o 13º lugar e Matos o 16º entre os duplistas da ATP. Canhoto, de 30 anos, Matos soma oito vitórias e três derrotas nas duplas pela Davis. Luz, de 28 anos, tem uma vitória em simples e uma nas duplas, em seus únicos jogos disputados pela competição.


"A dupla vem de duas conquistas de Masters 1000 seguidas. E isso dá uma confiança muito grande não só para eles, mas para o time também, por saber que estão passando por esse momento", comentou Oncins.


"Estou com uma expectativa muito grande para a Copa Davis. Depois de um bom tempo, voltar a jogar no Brasil e ter a torcida e o apoio de todo mundo é muito legal, e na Copa Davis isso é muito importante. Estou com uma confiança muito grande nos jogadores", resumiu o capitão.


Piso rápido, decisão fora do tradicional

A CBT escolheu quadra rápida e coberta para o confronto, decisão tomada em conjunto com a comissão técnica e que rompe com um hábito antigo da equipe. "Pela primeira vez em muito tempo, tomamos uma decisão que foge do tradicional", disse Oncins. Historicamente, quando jogava em casa, o Brasil optava quase automaticamente pelo saibro ao nível do mar. Segundo o capitão, o perfil do elenco mudou, e os convocados têm mostrado boa capacidade de adaptação a pisos rápidos.


O retrospecto contra a Suíça

Brasil e Suíça se enfrentaram duas vezes na história da Copa Davis, uma vitória para cada lado. A primeira foi em 1954, em Montreux, na Suíça, com triunfo brasileiro por 3 a 1. A mais recente aconteceu em 1992, em Genebra, quando os donos da casa venceram por 5 a 0. O Brasil volta a disputar a Davis em casa depois de três anos: a última vez foi em 2023, quando bateu a China por 4 a 0, em Florianópolis.


Próximos passos

Quem vencer o confronto avança ao Qualificatório Mundial de 2027, fase que garante vaga na briga pela fase final e pelo título. Quem perder disputa os playoffs de permanência no Grupo Mundial I logo no início da próxima temporada. As partidas na Farmasi Arena começam às 15h na sexta-feira (18) e às 14h no sábado (19). Os ingressos variam entre R$ 150 e R$ 645 e já estão à venda no site ingressonacional.com.br.

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