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Brasileiros no quali de Roland Garros: quatro homens e Pigossi, que virou sobre ex-top 20 nesta terça em La Bisbal

  • há 6 dias
  • 4 min de leitura

Com João Fonseca já garantido na chave principal, outros quatro tenistas do país disputarão o acesso a Roland Garros pela fase classificatória: os paulistas Gustavo Heide e Felipe Meligeni, o pernambucano João Lucas Reis e o catarinense Pedro Boscardin. No feminino, Laura Pigossi é a única representante nacional no qualifying, onde tentará se juntar à compatriota Beatriz Haddad Maia.


As listas foram divulgadas nesta terça-feira. No masculino, a novidade é Meligeni: sobrinho de Fernando Meligeni, ícone do tênis brasileiro e hoje comentarista do canal News Ball Please após deixar a ESPN, o paulista está atualmente na 804ª posição do ranking da ATP após meses fora das quadras por lesão no ano passado. Para garantir a entrada no qualifying, utilizou o ranking protegido. Thiago Wild ficou de fora: o paranaense precisará de ao menos 13 desistências para conseguir uma vaga.


Quatro tenistas comemoram com punhos erguidos. Eles usam roupas esportivas em cores preto e branco. Emoção e determinação.
João Lucas Reis, Felipe Meligeni, Pedro Boscardin e Gustavo Heide

Em 2024, Heide e Meligeni passaram a fase classificatória e chegaram à chave principal: Meligeni foi eliminado por Casper Ruud na primeira rodada, enquanto Heide levou Sebastian Baez ao quinto set. Heide, porém, volta de um longo período sem competir: não joga desde o ATP 250 de Santiago, no Chile, em fevereiro, após problemas físicos.


Boscardin estreia no qualifying profissional de um Grand Slam, mas o saibro de Paris não é território desconhecido: como juvenil, o catarinense chegou às oitavas de final em Roland Garros.


O peso dos adversários no masculino

O quarteto encontrará nomes de peso pelo caminho. O mais emblemático é o búlgaro Grigor Dimitrov, ex-número 3 do mundo e atual 137º do ranking. O veterano atravessa a fase mais complicada da carreira: após sofrer uma grave lesão no músculo peitoral em Wimbledon 2025, quando vencia o duelo contra Jannik Sinner por dois sets a zero antes de colapsar em quadra, acumula apenas dois resultados positivos em 2026. A passagem pelo qualifying de Roland Garros é mais um capítulo de uma retomada que ainda não aconteceu.


Também presentes na disputa estão o sérvio Dusan Lajovic, o georgiano Nikoloz Basilashvili e o australiano Bernard Tomic, todos em busca de recuperação no circuito. Entre os jovens que tentam se firmar figuram o espanhol Daniel Merida, o francês Arthur Gea, o norueguês Nikola Kjær e Coleman Wong, de Hong Kong.


Pigossi enfrenta chave pesada em Paris

No feminino, Pigossi, 217ª do mundo, foi uma das últimas a entrar diretamente na disputa. O ranking de corte parou na espanhola Irene Burillo, 221ª. A primeira na fila de espera é Kathinka von Deichmann, de Liechtenstein, 222ª do mundo.


Tenista de vestimenta verde e branca, segurando raquete em quadra de saibro. Está concentrada sob sol intenso, transmitindo determinação.
Pigossi precisa avançar mais na Catalunha para não perder terreno (Foto: Catalonia Open)

O quadro que aguarda a brasileira em Paris terá ótimo nível. Paula Badosa, atual 103ª, será uma das favoritas do qualifying. A lista inclui também Karolina Pliskova, ex-número 1 do mundo, Sloane Stephens, campeã do US Open em 2017, e Anastasia Pavlyuchenkova, vice-campeã de Roland Garros em 2021. Pigossi já mostrou que consegue superar esse tipo de disputa: em 2024, passou o qualifying do Grand Slam parisiense pela primeira vez na carreira e chegou à chave principal, onde perdeu para a ucraniana Marta Kostyuk, então 20ª do mundo, em três sets e 3h16 de batalha.


Enquanto isso, em La Bisbal

Enquanto as listas para Paris eram divulgadas, Pigossi estava em quadra. Nesta terça-feira, em La Bisbal d'Empordà, a paulista manteve o embalo de ter furado o qualifying do WTA 125 e venceu também a estreia na chave principal: superou a norte-americana Varvara Lepchenko de virada, com 3/6, 7/5 e 6/3, em 2h36 de batalha no saibro catalão.


Lepchenko, ex-top 20 e atual 157ª do mundo, deu o tom logo no primeiro set: não teve o saque ameaçado uma única vez, converteu quebras no 5º e no 9º games e fechou a parcial com folga. Pigossi não se abateu. Na segunda parcial, as duas trocaram breaks de saída antes de a brasileira perder uma chance no 5º game, quebrar no 11º e confirmar o saque para empatar o jogo. No terceiro, abriu 2/0, cedeu a devolução por 2/2, voltou a quebrar e controlou até o fim: desperdiçou duas oportunidades no 7º game, mas selou a vitória no 9º.


A vitória, porém, não resolve o problema. Com muitos pontos a defender nesta semana, Pigossi diminuiu o prejuízo, mas segue caindo provisoriamente para o 238º lugar no ranking. Precisará de pelo menos uma semifinal em La Bisbal para não perder terreno. Pela frente, na próxima rodada, encara a australiana Daria Kasatkina, cabeça de chave número 7.


Wild ainda tenta uma vaga em Paris

Enquanto os quatro brasileiros já estão confirmados no qualifying, Thiago Wild segue tentando. O paranaense é o 13º na lista de espera para Roland Garros, mas mantém a esperança viva na quadra. Nesta terça-feira, ele venceu em três sets no challenger 75 de Ostrava, na República Tcheca, disputado sobre o saibro: bateu o eslovaco Norbert Gombos com parciais de 6/3, 6/7 (5-7) e 6/1, em 2h30, e está nas oitavas de final.


Homem jogando tênis, segurando raquete e olhando fixamente. Braço com tatuagem, camisa escura. Fundo de quadra com rede verde.
Thiago Wild (Ostra Group Open)

Foi sua terceira vitória desde a volta de uma lesão sofrida durante o ATP 250 de Buenos Aires, contusão que o tirou de ação e custou posições no ranking. Atual 238º do mundo e ex-top 60, Wild chegou a Ostrava após ter alcançado as quartas de final no challenger de Santa Cruz na semana passada.


Nas oitavas, ele vai medir forças com o bósnio Nerman Fatic, 135º do mundo, que eliminou o britânico Jack Pinnington Jones, segundo favorito, em sets diretos: 6/2 e 7/5 em 1h54. O histórico entre eles dá boa notícia ao brasileiro: Wild venceu os dois encontros anteriores no circuito, ambos no saibro. Caso avance, pode cruzar com o tcheco Zdenek Kolar, cabeça de chave 6, que aguarda o vencedor entre o convidado local Hynek Barton e o compatriota Jonas Forejtek.



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