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Calderano fica com a prata na Eslovênia e o Brasil garante ouro e prata nas duplas do Sul-Americano

  • há 4 horas
  • 4 min de leitura

Hugo Calderano foi vice-campeão do WTT Star Contender Ljubljana 2026 neste domingo, superado pelo japonês Shunsuke Togami por 4 sets a 3 numa final decidida só no sétimo set, na Eslovênia. No mesmo dia, em Santiago, o Brasil fechou o Campeonato Sul-Americano adulto com título nas duplas mistas, ouro e prata na decisão 100% brasileira das duplas femininas e a prata nas duplas masculinas. Foi um domingo cheio para o tênis de mesa nacional, com pódio na elite mundial e medalhas no continente, ainda que sem o brilho esperado no individual.


Jogador de tênis de mesa em camisa azul rebate a bola, com mesa e logo DHS visíveis, em fundo escuro e focado.
(Foto: ITTF)

A prata de Calderano tem peso. Após conquistar a Copa do Mundo e somar campanhas consistentes ao longo de 2026, o carioca voltou a subir ao pódio em uma das etapas mais relevantes do circuito. Em Ljubljana, ele esteve perto do título o tempo todo: venceu o primeiro, o quarto e o sexto sets, levou Togami ao limite, mas viu o japonês responder a cada reação na parcial decisiva. O placar conta a história de equilíbrio: 7/11, 12/10, 11/8, 4/11, 11/5, 7/11 e 11/7.


O caminho até a final na Eslovênia

A campanha foi sólida do começo ao fim. Na estreia, Calderano não tomou conhecimento do egípcio Omar Assar e fechou em 3 sets a 0, com parciais de 11/8, 11/6 e 11/5. Nas oitavas de final, encontrou resistência maior diante do indiano Manush Shah, mas avançou por 3 sets a 2. Nas quartas, eliminou o chinês Xiang Peng por 3 sets a 1. Na semifinal, bateu o francês Simon Gauzy por 3 sets a 2, num jogo que precisou de cinco sets e de um set decisivo arrastado até o 12/10, com dois match points desperdiçados pelo caminho. Não era um adversário qualquer: Gauzy é seu apadrinhado de casamento. Contra Togami, o retrospecto era favorável, quatro vitórias em seis confrontos, mas dessa vez o japonês levou a melhor e impediu o brasileiro de seguir na busca pelo tricampeonato seguido do torneio.


Bruna Takahashi não chegou tão longe. A brasileira caiu nas oitavas de final da chave de simples feminina diante da japonesa Miwa Harimoto, por 3 sets a 1. O duelo foi equilibrado nos dois primeiros sets: Bruna perdeu a parcial inicial por 13/11, devolveu na sequência pelo mesmo placar, mas viu Harimoto impor o ritmo e fechar com 11/7 e 11/8. Foi o terceiro encontro entre as duas no circuito internacional. Após perder para a japonesa no Mundial por Equipes de Busan, em 2024, Bruna havia levado a melhor no duelo mais recente, no Europe Smash da Suécia, em 2025. Antes da eliminação, a brasileira estreara com vitória sobre a romena Andreea Dragoman por 3 sets a 0.


Ouro nas duplas mistas em Santiago

Enquanto Calderano disputava a final na Eslovênia, o Brasil colhia medalhas no Sul-Americano adulto, em Santiago. A delegação conquistou o título das duplas mistas com Giulia Takahashi e Guilherme Teodoro, que não deram chance à dupla chilena formada por Gustavo Gomez e Daniela Ortega: 3 sets a 0, com parciais de 12/10, 12/10 e 11/6. Para os anfitriões, derrota dura. Eram os campeões da edição passada.


A dupla mista brasileira vive boa fase. Giulia e Teodoro jogam juntos desde as categorias de base e chegaram a alcançar as quartas de final do Mundial individual de Doha, em maio. No Chile, confirmaram o favoritismo e levaram o Brasil ao alto do pódio.


Ouro e prata na final só de brasileiras

A decisão das duplas femininas garantiu medalha de qualquer jeito: foi 100% brasileira. Giulia Takahashi e Laura Watanabe levaram o título ao baterem Beatriz Kanashiro e Victoria Strassburger por 3 sets a 1, com parciais de 9/11, 11/3, 11/5 e 11/6. Kanashiro e Strassburger, depois de vencerem o primeiro set, viram a outra parceria reagir e dominar o restante da partida. Ouro para Giulia e Watanabe, prata para Kanashiro e Strassburger.

Para Giulia, foi a segunda medalha de ouro do dia, somada ao título nas mistas. Um domingo redondo para a paulista.


Prata nas duplas masculinas

Leonardo Iizuka e Guilherme Teodoro colocaram o Brasil na briga pelo título masculino, mas pararam na final. A dupla foi superada pelos anfitriões Nicolas Burgos e Gustavo Gomez, do Chile, por 3 sets a 1, com parciais de 11/7, 6/11, 11/3 e 12/10. Os brasileiros chegaram a vencer o segundo set e ainda forçaram o quarto até o 12/10, mas os donos da casa fecharam a conta e ficaram com o ouro. Restou a Iizuka e Teodoro a medalha de prata.


O individual fica sem brasileiros na final

No torneio de simples, o domingo foi de despedida. As duas brasileiras que chegaram às semifinais do individual feminino caíram, e em jogos longos. Beatriz Kanashiro foi superada pela venezuelana Cristina Gomez por 4 sets a 3, num duelo decidido só no sétimo, com parciais de 4/11, 11/9, 6/11, 11/6, 12/10, 7/11 e 11/5. Logo depois, Giulia Takahashi também caiu por 4 a 3, diante da chilena Daniela Ortega, em mais um jogo levado ao limite: 7/11, 9/11, 11/5, 11/9, 12/10, 9/11 e 11/4. A final feminina, sem brasileiras, ficou com Ortega, que bateu Cristina Gomez por 4 a 0.


No masculino, o Brasil já não tinha representantes nas semifinais. A decisão colocou o argentino Santiago Lorenzo contra o chileno Gustavo Gomez.


O Sul-Americano de Santiago somou-se a uma semana intensa para o tênis de mesa nacional. Por equipes, as seleções masculina e feminina já haviam chegado às finais, mas acabaram superadas pelos donos da casa, encerrando aquela etapa com duas medalhas de prata. Nas duplas, o país recuperou o protagonismo e levou ouro nas mistas e nas femininas, além de duas pratas. No individual, ficou a sensação de que faltou pouco. Entre Ljubljana e Santiago, o domingo fechou com o pódio cheio, mas com o gosto de quem mirava ainda mais alto.

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