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CBT promete até 19 torneios femininos internacionais no Brasil para este ano

  • 24 de abr.
  • 4 min de leitura

A Confederação Brasileira de Tênis anunciou um calendário feminino internacional robusto para o segundo semestre de 2026: entre 17 e 19 torneios no país, com a temporada se encerrando no fim do ano logo após a Billie Jean King Cup, quando a seleção brasileira receberá o Canadá nos playoffs da competição por equipes, em data e local ainda a confirmar pela CBT.


O anúncio dos futuros torneios veio embalado pelo sorteio da ITF que definiu os confrontos da fase classificatória da competição. Para a Entidade, os dois fatos se complementam: um calendário doméstico cheio de datas prepara o terreno, e o jogo de playoffs em casa serve de vitrine.


Homem de óculos sorrindo em frente a um prédio verde com placas dizendo Federação Brasileira e CBT. Emociona-se tranquilidade.
Alexandre Farias, presidente da CBT (Foto: Divulgação)

"A partir de junho, teremos um calendário forte no Brasil, com a realização de cerca de 17 a 19 torneios internacionais femininos, culminando com o ENGIE Open W75 logo após a BJKC. É uma estratégia para fortalecer a base, gerar oportunidades e aumentar a competitividade, projetando um futuro ainda mais promissor para o tênis brasileiro", declarou Alexandre Farias, presidente da CBT.


Em 2025, o Brasil sediou 35 torneios internacionais de tênis, superando a projeção inicial da própria confederação, que era de 25 eventos. A meta para 2026 é, no mínimo, igualar essa marca. Vale ressaltar: desse montante, cerca de apenas um terço foi de torneios femininos.


Teliana Pereira havia criticado o calendário recentemente

A resposta de Alexandre Farias sobre o calendário feminino chegou num momento em que a questão estava quente nas redes sociais. Semanas antes, a ex-tenista e comentarista da ESPN Teliana Pereira, ex-top 43 do mundo e uma das maiores da história do tênis feminino brasileiro, usou o Instagram para um desabafo direto.


"Não há nenhum torneio previsto no Brasil este ano, com exceção, claro, do WTA 250 de São Paulo", escreveu ela, após verificar o calendário. E deixou claro que não estava falando de anos anteriores: era 2026 o alvo da crítica.


"Quando me perguntam quais são as maiores dificuldades de ser tenista mulher no Brasil, parte da resposta está aí. Não poder competir em casa é muito triste. Ter que viajar o tempo todo e desembolsar uma fortuna todos os meses para seguir competindo é uma realidade que poucas conseguem sustentar", escreveu ela.


À época, Teliana terminou o desabafo com uma pergunta que repercutiu bastante: "Por que será que é tão difícil fazer torneios femininos no Brasil?"


O anúncio da CBT sobre os 17 a 19 torneios internacionais femininos a partir de junho chega, portanto, num contexto de pressão legítima de dentro do próprio meio. Se o calendário se concretizar, será uma resposta concreta — e necessária.


Brasil em casa após dois anos

O sorteio da BJK Cup trouxe ao Brasil o que o capitão Luiz Peniza queria: jogar diante da própria torcida. A seleção voltará a atuar em solo nacional pela primeira vez em dois anos. A última vez foi em São Paulo, com vitória por 3 a 2 sobre a Argentina. Contra o Canadá, a expectativa é que o fator casa pese.


"Confrontos de Playoffs de BJKC, independente do adversário, são sempre contra equipes de alto nível. Tínhamos o desejo de jogar no Brasil, onde podemos contar com a atmosfera da torcida que é sempre especial para o nosso time", afirmou Peniza.


O Canadá tem histórico irrefutável contras as brasileiras na competição: venceu todos os 12 duelos disputados contra o Brasil até hoje. O último encontro entre as duas seleções pela Billie Jean King Cup foi em 2013, em Medellín, na Colômbia, pelo Zonal Americano, com vitória canadense por 2 a 1.


O que está em jogo

A vitória leva o Brasil à fase final da competição. A derrota devolve a equipe ao Zonal Americano I, exatamente o ponto de partida de onde ela veio este ano, em Ibagué.


Foi a campanha na Colômbia que garantiu a vaga nos playoffs. A equipe que representou o Brasil lá foi formada por Nauhany Silva, Victória Barros, Ana Candiotto e Gabriela Cê, com as duas primeiras, ambas de 16 anos, sendo as principais referências da nova geração. Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani não participaram da convocação.


Para Farias, o contexto é indissociável: "Este confronto tem um significado especial dentro do processo de reconstrução e fortalecimento da nossa equipe feminina. O sorteio nos trouxe uma boa oportunidade. E temos uma sequência importante pela frente, com a Copa Davis em setembro e a Billie Jean King Cup em novembro. Estamos confiantes de que o Brasil estará preparado para competir em alto nível, representando o país com seriedade e comprometimento".


O projeto vai além do placar de novembro. A CBT tem buscado equiparar as premiações entre homens e mulheres nos torneios sob sua gestão, com o ENGIE Open como principal vitrine desse esforço: o evento realiza edições masculina (ATP Challenger 75) e feminina (ITF W75) simultaneamente nas quadras de saibro do Lagoa Iate Clube, em Florianópolis. No topo da pirâmide, o SP Open (WTA 250), em São Paulo, segue no calendário de setembro.


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