Coletiva: Wawrinka valoriza batalhas longas e diz que Grand Slams o ajudam a jogar melhor
- Raphael Favilla

- 22 de jan.
- 2 min de leitura
Aos 40 anos, em sua última temporada no circuito profissional, Stan Wawrinka segue desafiando o tempo no Australian Open. Campeão em Melbourne em 2014, o suíço garantiu vaga na terceira rodada nesta quinta-feira após uma batalha de 4h33 contra o jovem francês Arthur Gea, vencida por 4/6, 6/3, 3/6, 7/5 e 7/6 (10-3).

Mais do que a vitória em si, Wawrinka fez questão de explicar por que sempre se sentiu confortável em partidas longas de Grand Slam. Segundo ele, o formato melhor de cinco sets favorece seu estilo e seu controle emocional.
Em Grand Slams, em geral, sempre me senti melhor. Tenho mais tempo para errar, impor o meu jogo e encontrar soluções. Desde o começo da minha carreira, consigo ser um pouco menos nervoso em partidas longas. Isso sempre me ajudou mentalmente a jogar o meu melhor tênis.
O duelo contra Gea foi especialmente desgastante. Wawrinka revelou dificuldades físicas nos momentos finais, mas destacou a importância da postura mental para atravessar jogos desse tipo.
Hoje foi uma grande batalha. Eu não estava me sentindo tão bem e comecei a ter cãibras no fim, mas continuei lutando. Claro que você precisa estar bem fisicamente, mas também é fundamental se manter positivo e encontrar soluções.
Marca histórica e mais um recorde
Com o resultado, Wawrinka se tornou o tenista mais velho a alcançar a terceira rodada do Australian Open desde Ken Rosewall, que atingiu a mesma fase aos 44 anos, em 1978. Além disso, o suíço chegou ao 49º quinto set disputado na Era Profissional, um recorde absoluto, com 26 vitórias.
A atuação intensa voltou a colocar o campeão de três Grand Slams no centro das atenções em Melbourne, especialmente pela forma como lidou com a pressão no quarto e no quinto sets, quando esteve diversas vezes perto da eliminação.
Bom humor e conexão com o público
Mesmo exausto, Wawrinka manteve o bom humor que marcou sua entrevista coletiva. Questionado por Mats Wilander sobre como se recuperaria fisicamente para a próxima rodada, não hesitou:
Vou começar por uma cerveja. Acho que eu mereço uma!
Em seguida, o suíço reforçou que encara cada partida como parte de sua despedida do torneio.
Estou exausto, mas como este é meu último Australian Open, vou tentar esticar o máximo que puder. Vou lutar sempre e deixar tudo em quadra.
Wawrinka também agradeceu o apoio constante da torcida na Kia Arena, que tem transformado seus jogos em verdadeiros eventos.
Eu não sou mais jovem, então preciso da energia da torcida. Esse ambiente me dá força para continuar positivo, lutar e me esforçar ao máximo.
Próximo desafio
Na terceira rodada, Wawrinka enfrenta o norte-americano Taylor Fritz, atual número 9 do mundo. O suíço lidera o retrospecto por 2 a 1, com vitórias em 2016 e 2018, mas Fritz levou a melhor no confronto mais recente, disputado em Tóquio em 2023.
.png)


.png)




Comentários