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Datas definidas: Brasil conhece o próximo adversário na Davis

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

O Brasil já conhece seu próximo desafio na Copa Davis. Em sorteio realizado nesta quinta-feira, em Londres, a equipe capitaneada por Jaime Oncins foi colocada diante da Suíça, em confronto válido pelo Grupo Mundial I, que vale vaga na fase qualificatória da edição de 2027.


Brasil Copa Davis
Foto: André Gemmer/CBT

O duelo será disputado em solo brasileiro, já que o último encontro entre as duas nações ocorreu na Suíça, em 1992, com vitória dos anfitriões por 5 a 0. Antes disso, em 1954, o Brasil levou a melhor por 3 a 1. Será, portanto, o terceiro capítulo de um histórico que está empatado em confrontos diretos.


A série está marcada para os dias 17 a 20 de setembro, logo após o US Open, período tradicional do calendário da Davis. Em jogo estará um lugar na fase qualificatória de 2027, etapa que o Brasil não conseguiu superar este ano, quando foi eliminado pelo Canadá por 3 a 2, em duelo decidido nos detalhes na última semana.


Cenário favorável no ranking

O confronto aparece, ao menos no papel, como equilibrado, mas com um dado importante: João Fonseca é atualmente o único top 100 entre os possíveis convocados das duas equipes. O carioca ocupa a 33ª posição do ranking e tende a ser o principal nome brasileiro no embate, caso esteja disponível.


Do lado suíço, nenhum jogador figura entre os 100 melhores do mundo. O mais bem colocado é o veterano Stan Wawrinka, de 40 anos, atualmente 106º da ATP. Campeão de três títulos de Grand Slam e ex-número 3 do mundo, Wawrinka ainda é o nome mais experiente da equipe, mas já distante do auge técnico e físico.


Na sequência aparecem Leandro Riedi (173º) e Jerome Kym (195º), completando a lista de suíços no top 200. A ausência de um top 100 no elenco europeu reforça o peso que Fonseca pode ter no confronto, especialmente se o Brasil conseguir montar uma equipe completa — algo que não ocorreu no início da temporada.


Copa Davis

Chance de redenção

O Brasil vem de derrota na primeira rodada da fase qualificatória, perdendo para o Canadá em série equilibrada decidida no quinto jogo. O time brasileiro não contou com três de seus quatro principais tenistas do ranking, o que impactou diretamente na formação da equipe.


Agora, a perspectiva é diferente. Além de Fonseca, o país tem consolidado bons nomes nas duplas, setor historicamente decisivo na Davis, e pode explorar o fator casa, incluindo escolha de superfície e adaptação ao calendário pós-US Open.


A definição da cidade-sede e do piso ainda será anunciada pela Confederação Brasileira de Tênis, mas a tendência é que o Brasil opte por condições que potencializem seu principal jogador e aumentem a pressão sobre uma equipe suíça em reconstrução.



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