Davis: Heide bate Wawrinka e deixa Brasil a um triunfo da vaga
Gustavo Heide venceu Stan Wawrinka por 4/6, 7/6(4) e 6/4, nesta sexta-feira, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, no segundo jogo do confronto entre Brasil e Suíça pelo Grupo Mundial I da Copa Davis.
A vitória repete o roteiro que João Fonseca havia dado mais cedo, também de virada, sobre Dominic Stricker, e deixa o Brasil com dois triunfos no primeiro dia da série. Com o placar agregado em 2 a 0, a equipe comandada por Jaime Oncins chega ao sábado precisando de apenas mais um resultado positivo, entre três chances, para fechar o confronto e garantir vaga na primeira rodada dos Qualifiers da Copa Davis de 2027.

A partida começou com Heide muito afiado no saque, sem perder um único ponto em seus quatro primeiros games de serviço. Mas bastou uma oscilação do paulista para Wawrinka se aproveitar. No décimo game, o suíço esticou alguns pontos e contou com erros do adversário para pressionar, e Heide, justo quando não podia, perdeu seus primeiros pontos de saque. Encarou 15/40 e foi quebrado no segundo break point, cedendo o primeiro set.
O segundo set seguiu na mesma toada, com os sacadores prevalecendo sem grandes sustos. O momento mais tenso aconteceu no sétimo game, quando Wawrinka enfrentou três break points seguidos e salvou todos.
Sem novas chances de quebra, a definição foi para o tiebreak, e mais uma vez foi o suíço quem cresceu na hora certa. Com um mini-break logo de cara, abriu 2 a 0. Heide, porém, viu a situação piorar ainda mais, ficando para trás por 1 a 4, antes de embalar seis pontos seguidos e fechar o desempate em 7 a 4, equilibrando a partida em um set para cada lado.
Desgastado, Wawrinka perdeu rendimento no terceiro set e passou a enfrentar mais dificuldade em quadra. No sexto game, escapou de perder o saque numa disputa longa, salvando quatro break points. A definição veio no décimo game: pressionado por Heide, o suíço salvou um match point, mas não o segundo.
A despedida de Wawrinka
Foi o primeiro confronto profissional entre os dois tenistas. E teve a companhia de Gustavo Kuerten: o ex-número 1 do mundo acompanhou o jogo à beira da quadra e incentivou o compatriota, que também registrou seis aces de Heide contra 13 de Wawrinka, autor de 76% de aproveitamento nos pontos com o primeiro serviço, colocado em quadra em 87% das vezes.
A vitória de Heide fecha, de forma simbólica, mais um capítulo na trajetória de Wawrinka. Aos 41 anos, o suíço já havia anunciado nas redes sociais que 2026 seria sua última temporada como profissional, e o confronto no Rio marcou sua despedida da Copa Davis, torneio que ergueu pela Suíça em 2014 ao lado de Roger Federer, com quem também foi campeão olímpico de duplas em Pequim 2008. Ex-número 3 do mundo, Wawrinka soma três títulos de Grand Slam na carreira: Australian Open de 2014, sobre Rafael Nadal, Roland Garros de 2015 e US Open de 2016, esses dois últimos diante de Novak Djokovic.
Sábado decisivo
No sábado, o Brasil terá três chances de fechar a série em casa. O primeiro jogo será de duplas, com os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz encarando Dominic Stricker e Jakub Paul. Na sequência, Fonseca e Wawrinka fazem o duelo dos números 1 das equipes e, se necessário, Heide e Stricker decidem o confronto no quinto e último jogo.
Uma vitória brasileira em qualquer um dos três jogos garante ao país a vaga na primeira rodada dos Qualifiers da Copa Davis de 2027. O confronto marca o retorno da competição ao Brasil depois de três anos e é apenas o terceiro encontro da história entre as seleções: o mais recente havia sido em 1992, em Genebra, quando os suíços venceram por 5 a 0 jogando em casa.
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