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"Ele tem mais arsenal do que Sinner", diz Fonseca após primeiro duelo contra Alcaraz

  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

João Fonseca mais uma vez demonstrou grande maturidade ao analisar sua derrota. Na coletiva de imprensa após o revé s diante de Carlos Alcaraz por duplo 6/4 na segunda rodada do Masters 1000 de Miami, o carioca de 19 anos entregou observações densas do adversário, falou sobre os pontos que não pode desperdiçar e contou o que o espanhol sussurrou no aperto de mão.


O ponto alto da coletiva foi entregue logo cedo. Questionado sobre a diferença entre enfrentar Alcaraz e Jannik Sinner, com quem cruzou há menos de duas semanas em Indian Wells, Fonseca não poupou na comparação.

"Alcaraz tem mais arsenal do que Sinner", disse. "Sinner é mais como um robô que apenas mata a bola e faz tudo perfeitamente. O Carlos consegue fazer de tudo. Pode jogar com topspin, pode soltar a bola, tem boa movimentação, vai à rede. Ele tem praticamente tudo. É mais difícil de entender o jogo. Ele quebra muito o seu ritmo."

Miami Open: Dois tenistas se cumprimentam sobre a rede após uma partida. Um veste camisa laranja, Carlos Alcaraz, o outro, João Fonseca, azul. Há espectadores ao fundo.
Carlos Alcaraz e João Fonseca se cumprimentam após vitória do espanhol na segunda rodada do Miami Open • Chris Arjoon/Icon Sportswire via Getty Images

A análise encapsula o que aconteceu nos 96 minutos de partida. Alcaraz não destruiu Fonseca, mas nunca o deixou estabelecer o padrão que queria. No primeiro set, o espanhol converteu 10 winners de forehand contra zero do brasileiro, dominando exatamente o fundamento que é a arma principal do carioca. A quebra logo no começo de cada parcial foi suficiente para o líder do ranking administrar com conforto até o 6/4 em ambos os sets.


Pressão mútua no começo, e quem soube lidar

Fonseca reconheceu que o jogo começou tenso dos dois lados. "No início eu não estava sacando bem. Ele estava devolvendo bem os segundos serviços. Acho que, no começo, ele também estava com um pouco mais de pressão, assim como eu", disse. "Mas aí ele conseguiu uma quebra logo no começo do primeiro set e do segundo set. E então jogou o jogo dele, com bons golpes, indo à rede e se aproximando."


O aproveitamento nos pontos cruciais foi o detalhe decisivo. Fonseca teve oportunidades de devolução, mas não as converteu quando precisava.

"Quando eu tive um break point, errei uma devolução ou ele sacou bem. São as oportunidades que não posso perder", admitiu.



"Você precisa jogar quase uma partida perfeita"

A experiência de ter enfrentado Sinner com tiebreaks ajudou o brasileiro a entrar em quadra sem travar, mas não foi suficiente para neutralizar a imprevisibilidade do rival. "Acho que o jogo contra o Jannik me ajudou a entrar na quadra sem medo, tentando jogar o meu jogo", disse Fonseca. "Mas acho que não aproveitei as oportunidades que tive."


Na sequência, foi direto ao ponto sobre o que torna Alcaraz tão complicado. "Ele tem slice, tem topspin, vai mais para os ângulos. Então ele tem quase tudo, e você não sabe o que vem. Se vai ser um serve-and-volley, se vai sacar na linha e fazer o próximo golpe... você simplesmente não sabe. Essa é a dificuldade de jogar contra ele. Você precisa jogar quase uma partida perfeita."


O que Alcaraz disse na rede

Um dos momentos mais comentados da noite foi o aperto de mão pós-jogo. Questionado sobre o que o número 1 do mundo disse, Fonseca não escondeu. "Ele disse: 'Bom jogo, parabéns e continue assim. Você tem um grande futuro, continue'", contou. "Algo assim."


Antes da partida, Alcaraz já tinha descrito Fonseca para o Tennis TV com precisão quase clínica: "Ele tem o nível, tem as tacadas, tem o poder. Eu diria que ele tem tudo. Quando ou se ele fizer as coisas certas, vai ser um rival a bater."


A fala na rede confirmou o diagnóstico. Era um recado, não só uma gentileza.


17 mil presentes e uma conta que não fecha

A noite no Hard Rock Stadium foi a maior do torneio até aqui: mais de 17 mil pessoas, com a maioria do verde e amarelo. Fonseca curtiu cada segundo. "Foi incrível. Que torcida. É sempre ótimo jogar contra alguém muito bom, com muito carisma, e ter a torcida do lado.


Acho que era tipo 60, 40 para mim", brincou. "Mas foi um ambiente incrível. Eles respeitam o Carlos também. Foi um jogo divertido. Ele fez alguns golpes incríveis. Foi entretenimento. Acho que foi bom para o público."


Sinner, Alcaraz e o que vem a seguir

Em dez dias de Sunshine Swing, João Fonseca enfrentou os dois primeiros colocados do ranking mundial. Levou Sinner a dois tiebreaks em Indian Wells, chegou a ter três set-points no primeiro set, e agora pressionou Alcaraz nas duas parciais em Miami, sem conseguir converter nenhuma chance de quebra real. Os resultados são derrotas. O acúmulo de experiência é outra coisa.


O carioca encerra a gira em quadras rápidas norte-americanas e foca no saibro europeu: Monte Carlo e Munique estão confirmados em abril.


Tradução e adaptação com base na transcrição oficial da coletiva de imprensa do Miami Open 2026.

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