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"Faz mais deixadas do que deveria, não sei de quem puxou", diz Carlos Alcaraz sobre o caçula Jaime

  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

O espanhol Carlos Alcaraz esteve nesta quinta-feira nas arquibancadas da Caixa Mágica para assistir à estreia do irmão mais novo, Jaime, de 14 anos, no torneio Sub-16 do Mutua Madrid Open. O caçula da família venceu o compatriota Pol Mas Tabuena por duplo 6/3 na quadra 7 do complexo e avançou à próxima fase.


Jovem tenista em ação, vestindo roupa vermelha, acerta uma bola com raquete em um fundo azul claro, mostrando concentração e energia.
Jaime Alcaraz (Foto: Getty Images)

Carlitos chegou ao complexo ainda antes do início da partida para desejar boa sorte ao irmão e ficou nas arquibancadas até o último ponto, acompanhado dos pais e outros familiares. O número 2 do ranking mundial usava uma tala protetora no punho direito, que faz parte do tratamento da lesão que o tirou da chave em Madri e o afastará também de Roma e Roland Garros, onde defenderia o título nas duas competições.


A lesão de Carlitos impediu que os irmãos Alcaraz dividissem o mesmo torneio pela segunda vez. No ano passado, enquanto o mais velho competia no Conde de Godó em Barcelona, Jaime disputava a chave Sub-14. Desta vez, a situação se inverteu de forma inusitada: o irmão mais velho estava nas arquibancadas, e o mais novo, em quadra.


Grupo de pessoas aplaudindo em um estádio. Um homem segura um troféu verde, outros estão sorridentes. Fundo com barras metálicas. Atmosfera alegre.
(Foto: Getty Images)

Jaime Alcaraz já começa a ganhar certa notoriedade no tênis juvenil espanhol para além do sobrenome de peso. Em 2025, foi campeão do europeu Sub-14 pela seleção espanhola na Copa del Sol e terminou em quinto no Mundial da mesma categoria. Neste ano, ganhou o Challenger Sub-15 Costa Cálida, em Múrcia, resultado que lhe abriu as portas para o Sub-16 de Madri mediante convite da organização. Pol Mas Tabuena, seu rival desta quinta, também entrou pelo mesmo caminho.


Em entrevista ao canal Main Court EC, Jaime já havia revelado como funciona a convivência com o irmão celebridade mundial. "Me dá poucos conselhos, mas me diz que o importante é o que você faz fora da quadra. Se está num torneio, não pode, por exemplo, jogar uma partida de futebol. Porque se você se machucar ou se lesionar, não vai mais jogar o torneio", disse o jovem. Sobre seus objetivos, foi direto: "Meu sonho é estar no top 50 do mundo. Se puder avançar mais, melhor, ficaria muito feliz. Mas ser tenista profissional já me deixaria contentíssimo".


Carlos, por sua vez, acompanha a evolução do caçula de longe, mas com atenção. "Me surpreendeu o nível que ele tem. Faz mais deixadas do que deveria, não sei de quem puxou. Sempre que posso, tento vê-lo jogar, e me dá muita alegria", disse o número 2 do mundo.


O tênis é estrutural na família Alcaraz muito antes de Carlos. O pai, também chamado Carlos, dirige a escola de tênis do Club de Campo em Múrcia, e o avô paterno foi o primeiro sócio do clube de tênis da cidade. Jaime não escolheu o esporte por acaso.


Três homens em arquibancada sorriem. Um de camisa azul está em pé, com óculos. Outro veste camiseta preta, relógio dourado. Jovem à frente.
Os Carlos Alcaraz (Foto: Getty Images)

A geração que passou pelo Mutua Madrid

O torneio Sub-16 do Mutua Madrid Open, disputado pela primeira vez em 2013, funciona há anos como uma espécie de rito de passagem para os melhores talentos do tênis espanhol. Não por acaso, três dos nomes mais comentados da nova geração da Espanha são ex-participantes do evento.


Martín Landaluce e Rafael Jódar, nascidos em 2006, cresceram como companheiros de treino no Clube de Tênis Chamartín em Madri. Landaluce venceu o US Open juvenil de 2022 e, em março deste ano, chegou às quartas de final do Masters 1000 de Miami vindo do qualifying, tornando-se o primeiro tenista nascido em 2006 ou depois a chegar a essa fase em um Masters 1000. Atualmente figura no top 100 da ATP.


Jódar percorreu um caminho diferente: campeão do US Open júnior de 2024, passou uma temporada no circuito universitário americano, na Universidade da Virgínia, antes de disparar no ranking em 2025 com três títulos no Challenger Tour. Em abril de 2026, conquistou seu primeiro título ATP no Grand Prix Hassan II, em Marrocos, ao vencer o argentino Marco Trungelliti em sets diretos. Nesta semana, Rafa chegou às oitavas de final do torneio principal da capital espanhola antes de cair diante de Jannik Sinner.


O terceiro nome do grupo é Dani Mérida, nascido em 2004 e mais velho que os dois companheiros. O tenista madrileño explodiu no circuito aos 21 anos e, nesta edição do Mutua Madrid Open, conquistou sua primeira vitória em uma chave principal de Masters 1000. Com o resultado, estreou no top 100.


Feliciano López, ex-tenista e diretor do Mutua Madrid Open, classificou a chegada do trio como uma "tremenda notícia" para o tênis espanhol, destacando em especial a ascensão "meteórica" de Jódar em menos de um ano.


Há ainda um detalhe que o roteiro não planejou: se Jaime vencer o Sub-16 e Sinner conquistar o torneio profissional, os dois subiriam ao palco principal no domingo para receber os troféus. Um Alcaraz na cerimônia de encerramento do Mutua Madrid Open, de um jeito ou de outro.

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