Fim de uma era? Djokovic cai na estreia em Roma
- há 17 horas
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Dino Prizmic derrubou Novak Djokovic na estreia do sérvio na segunda rodada do Masters 1000 de Roma nesta sexta-feira com parciais de 2/6, 6/2 e 6/4, em 2h15 do confronto. O croata de 20 anos, vindo do quali, virou o placar sobre o ex-número 1 depois de ser dominado na primeira parcial e conquistou a maior vitória de sua carreira.
O resultado carrega peso histórico. Djokovic, número 4 do mundo e seis vezes campeão no Foro Itálico (2008, 2011, 2014, 2015, 2020 e 2022), nunca havia perdido na estreia em Roma. Em 19 participações no torneio, número que o iguala a Rafael Nadal como recordista de presença, o sérvio saía de um retrospecto impecável de 18-0 em primeiras rodadas na capital italiana. Acabou aqui.

O sérvio não disfarçou a situação depois. Ausente desde Indian Wells, em março, ele chegou ao Foro Itálico com condição física comprometida e saiu sem filtro da conferência de imprensa. "Vim a Roma para uma partida ou mais, infelizmente foi só uma", disse à ATP Tour.
"Não é a preparação ideal para Roland Garros, para ser honesto. É frustrante, mas é o que é."
O jogo
Djokovic começou como se o intervalo desde março não existisse. Pressionou bem no primeiro set, manteve os erros sob controle e converteu duas quebras seguidas para fechar em 6/2, sem dar ao rival nenhum ponto de apoio. Prizmic cometeu 13 erros não forçados na parcial inicial e parecia encaminhado para uma eliminação.
No segundo set, o cenário virou. Djokovic perdeu os quatro primeiros games com duas quebras e passou a se curvar entre os pontos, comprometido fisicamente de forma visível, segundo a cobertura da ATP Tour. Do outro lado, o croata cresceu enquanto o sérvio murchava: as bolas vencedoras de Prizmic saltaram de seis no primeiro set para 19 nas duas parciais seguintes, enquanto seus erros não forçados caíram de 13 na primeira para 17 nas restantes. O 6/2 que havia sofrido foi devolvido na mesma moeda.
No terceiro, Djokovic voltou mais vivo, mas o buraco já era fundo. Prizmic não cedeu sequer um break-point ao sérvio e aproveitou a única oportunidade que teve, no quinto game, para abrir 3/2 e segurar o nível até o saque final. Não vacilou, e fechou o duelo com um belo ace.
Prizmic e a sequência
Para o croata, o resultado confirma um momento de crescimento real. Em Madri, semanas antes, ele havia batido Ben Shelton no caminho à terceira rodada, também como qualifier.
Agora são dois top 10 batidos em sequência. "Muito respeito por Novak, ele é meu ídolo. Foi definitivamente uma grande partida para mim hoje. Joguei de forma inacreditável. Só quero ficar focado e estar pronto para o próximo", declarou.
Não foi o primeiro encontro entre os dois. No Australian Open de 2024, então com 18 anos, Prizmic arrancou um set de Djokovic antes de cair em quatro parciais. Depois disso, lesões atrasaram sua ascensão. O caminho foi longo para chegar ao 79º lugar que ocupa hoje, seu melhor ranking até então. Com a vitória desta sexta, o tenista de Split garante um novo teto de carreira e se torna o primeiro croata a avançar à terceira rodada em Roma desde Borna Coric, em 2023. Também é apenas o quinto jogador de seu país a derrotar Djokovic no circuito, se juntando a Ivan Ljubicic, Mario Ancic, Ivo Karlovic e Marin Cilic. A primeira derrota do sérvio no saibro para um croata.
Para Djokovic, a eliminação é a pior no saibro desde 2018, quando Martin Klizan, então 140º do mundo, o derrubou na segunda rodada de Barcelona em sua estreia no torneio, também vindo do quali. O sérvio confirmou que não pegará wild card para Genebra na próxima semana. Seu próximo jogo será Roland Garros, onde busca o 25º Grand Slam.
Na terceira rodada, Prizmic enfrenta o vencedor do duelo entre o francês Ugo Humbert, 31º cabeça de chave, e o tcheco Vit Kopriva. Com nenhum dos dois ele tem histórico no circuito.
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