top of page
Banner Home_Parceiros Nittenis Club (1000 x 500 px) (Site).gif

Fonseca abre mão de Eastbourne e mira Wimbledon com o ombro sob vigilância

  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

João Fonseca desistiu nesta terça-feira do ATP 250 de Eastbourne, na Inglaterra, onde era o cabeça de chave número 2, depois de sentir um desconforto no ombro direito. A decisão tem nome e endereço: Wimbledon, que começa na próxima semana.


O carioca de 19 anos, atual número 27 do mundo, estrearia direto nas oitavas de final do torneio britânico, nesta quarta-feira, contra Giles Hussey, anfitrião de 29 anos e apenas o 293º do ranking, vindo do qualifying. Em vez disso, optou pela cautela. Faz sentido. A grama é a superfície em que Fonseca tem menos rodagem, e o Grand Slam de Londres vale muito mais do que um 250 de aquecimento, ainda que esse aquecimento fosse exatamente o que ele buscava ao se inscrever.


João Fonseca em Halle (Foto: Thomas F. Starke/Getty Images)
João Fonseca em Halle (Foto: Thomas F. Starke/Getty Images)

“Após sentir um leve desconforto no ombro direito, minha equipe e eu decidimos, por precaução, não disputar o torneio de Eastbourne. O objetivo é chegar na melhor forma possível a Wimbledon. Sou muito grato à organização do torneio pela recepção que tive aqui. Agora é seguir trabalhando. Nos vemos em Wimbledon”, disse.


A vaga aberta na chave não ficou vazia: o francês Quentin Halys entrou como lucky-loser no lugar do brasileiro.


Um padrão que se repete antes dos majors

Não é a primeira vez no ano que Fonseca recua às vésperas de um Grand Slam. No início da temporada, pulou fora de Brisbane e Adelaide e começou 2026 jogando direto no Australian Open. Na ocasião, o problema era na região lombar. Agora é o ombro. A leitura otimista é a de uma equipe que prioriza o calendário longo em vez de pontos avulsos. A leitura cautelosa é a de um corpo de 19 anos que já cobra ajustes finos de manejo de carga.

O retrospecto recente na grama ajuda a entender a conta. Depois de fazer as quartas de final em Roland Garros, sua melhor campanha em Grand Slam, o brasileiro estreou na temporada de grama no ATP 500 de Halle. Caiu logo na estreia em simples, derrotado pelo alemão Yannick Hanfmann por 6/2 e 6/2, mas fez ótima campanha nas duplas, ficando com o vice ao lado de Daniel Altmaier.


O prêmio que vale a precaução: cabeça de chave em Wimbledon

O que está em jogo justifica a prudência. Fonseca será cabeça de chave 24 em Wimbledon, a primeira vez na carreira que figura como pré-classificado em um Grand Slam disputado na grama. Ele se torna o primeiro brasileiro a aparecer como cabeça de chave em Wimbledon desde Thomaz Bellucci, que entrou como número 30 do torneio em 2011. O benefício é concreto: dentro dos 24 primeiros, o carioca não cruza com nenhum dos oito principais favoritos antes de uma eventual oitavas de final.


A posição não veio de graça, e por pouco. O brasileiro chegou a correr risco de perder o status na semana passada, quando Tommy Paul o ultrapassou no ranking projetado. No fim, as desistências de Carlos Alcaraz, Lorenzo Musetti e Valentin Vacherot, todos por lesão, seguraram Fonseca dentro da faixa. Ele cai para a 27ª posição na próxima atualização, mas mantém o lugar entre os 24 cabeças. Um detalhe de ranking que pode significar uma rodada a mais em Londres.


Próximos compromissos: Wimbledon e, depois, o Maracanãzinho

A agenda do carioca tem dois destinos claros. O imediato é Wimbledon, cuja fase eliminatória começa na próxima semana. O seguinte tem sabor de casa.


Fonseca está confirmado na primeira edição do UTS Rio, a etapa brasileira do Ultimate Tennis Showdown idealizado por Patrick Mouratoglou, que acontece de 16 a 18 de julho no ginásio do Maracanãzinho. Cabeça de chave 2 do evento, o carioca terá pela frente, na fase classificatória, o holandês Tallon Griekspoor e o australiano Nick Kyrgios. Os dois jogos serão na sexta-feira, dia 17: primeiro contra Griekspoor, depois contra Kyrgios, na mesma noite. Dois jogos em uma sessão são um teste de fôlego, ainda mais num formato de sets curtos que já corre a mil por hora.


O torneio, de caráter de exibição, adota o formato de round-robin com a tabela única dos oito participantes. Após os jogos da fase de grupos, quatro tenistas avançam às semifinais, marcadas para o dia 18, mesma data da final e das partidas que definem o terceiro e o quarto lugares. O principal favorito é o argentino Francisco Cerúndolo, que terá como rivais o norte-americano Brandon Nakashima e o britânico Cameron Norrie. Completam a lista os franceses Ugo Humbert e Corentin Moutet. A etapa marca a primeira vez do UTS na América do Sul e a estreia de Fonseca no circuito de Mouratoglou. A premiação total passa de US$ 1,2 milhão.


A última etapa do UTS havia sido em Nîmes, na França, em abril, em quadras de saibro e às vésperas do Masters 1000 de Monte Carlo. Lá, o canadense Félix Auger-Aliassime conquistou o título ao derrotar o norueguês Casper Ruud.


Programação da etapa do Rio do UTS

Quinta-feira / 16 de julho

Corentin Moutet (FRA) x Tallon Griekspoor (HOL)

Francisco Cerúndolo (ARG) x Brandon Nakashima (EUA)

Nick Kyrgios (AUS) x Ugo Humbert (FRA)

Cameron Norrie (GBR) x Corentin Moutet (FRA)


Sexta-feira / 17 de julho

Ugo Humbert (FRA) x Brandon Nakashima (EUA)

João Fonseca (BRA) x Tallon Griekspoor (HOL)

Francisco Cerúndolo (ARG) x Cameron Norrie (GBR)

João Fonseca (BRA) x Nick Kyrgios (AUS)


Sábado / 18 de julho

Jogo de classificação, Semifinal 1, Semifinal 2, jogo de classificação e final.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page