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Fonseca cai de novo diante de Shelton

  • há 19 minutos
  • 3 min de leitura

João Fonseca perdeu para Ben Shelton por 6/3 e 7/6 (7-3), em 1h48 de jogo, neste domingo, e se despediu do Masters 1000 de Montréal nas oitavas de final, repetindo o roteiro das quartas do ATP 500 de Munique, em abril, quando o canhoto norte-americano também levou a melhor.


João Fonseca (Foto: National Bank Open)
João Fonseca (Foto: National Bank Open)

A eliminação custa caro em dois sentidos. Fonseca vinha invicto em sets no Canadá, com vitórias sobre Stefanos Tsitsipas (7/6 (3) e 7/5) e Casper Ruud (7/6 (6) e 6/3), e uma vaga nas quartas igualaria Monte Carlo, sua melhor campanha em um Masters 1000. Igualaria também a conta do ranking: para brigar por um lugar inédito no top 20, o carioca precisaria chegar pelo menos à semifinal. Contra Shelton, foi a sétima derrota em nove partidas diante de rivais do top 10.


Era o sexto duelo de Fonseca contra um top 10 apenas em 2026, depois de Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Novak Djokovic e do próprio Shelton em Munique. Ele sabia o que vinha pela frente.


"Só jogador bom, mas no lugar que a gente quer chegar, a gente tem que enfrentar esses caras. No último um ano e meio eu aprendi bastante, consegui ter muita evolução, fui pegando ritmo, então me sinto preparado para enfrentar os melhores", disse Fonseca em entrevista à ESPN antes da partida, ao comentar a sequência de confrontos contra o topo do ranking.


As duas vantagens que Fonseca não segurou

O brasileiro leu bem o saque de Shelton logo no primeiro game e anotou a quebra com um winner de direita na paralela. Durou pouco. Fonseca passou a depender demais do segundo serviço e devolveu o break em seguida. Teve nova chance no quinto game, não converteu, e a conta chegou depois.


No oitavo game, o carioca voltou a sofrer com o próprio saque e enfrentou um game longo. Salvou um break-point, mas não o segundo: Shelton quebrou e confirmou de zero para fechar o set em 6/3.


A segunda parcial começou ainda melhor para Fonseca, que venceu os três primeiros games. O ritmo não se manteve. Shelton devolveu a quebra no quinto game e teve a chance de sair na frente no 11º, quando o brasileiro salvou mais um break-point e empurrou a decisão para o tiebreak.


No desempate, o norte-americano abriu 3 a 0 na intensidade e nunca mais soltou. Sacando com firmeza, administrou a vantagem até o fim.


O que os números dizem

A superioridade de Shelton não esteve nos momentos de virada, e sim na regularidade. Apesar de ter sido quebrado no começo dos dois sets, o canhoto terminou o jogo com 75% de aproveitamento com o serviço, contra 57% de Fonseca.


O resto veio da consistência: 26 bolas vencedoras contra 15 do brasileiro, e 26 erros não forçados contra 32. Onze winners a mais e seis erros a menos. Em uma partida decidida por dois games e um tiebreak, é margem de sobra.


Shelton chega a 30 vitórias no ano

Principal favorito nesta fase da chave, o norte-americano de 23 anos alcançou a sétima participação em quartas de final de um Masters 1000, a primeira desde Paris, em outubro do ano passado. Atual campeão no Canadá, soma nove vitórias seguidas na competição.

Foi também seu 30º triunfo na temporada, marca que o transforma no décimo tenista a chegar lá em 2026. Outros dois norte-americanos já passaram das três dezenas: Tommy Paul (33) e Frances Tiafoe (32). No topo da lista aparecem Sinner e Zverev, ambos com 44.


Shelton aguardava a última partida do dia para conhecer o adversário nas quartas: o holandês Botic van de Zandschulp ou o tcheco Jakub Mensik, cabeça de chave número 13.


Próximos compromissos

Fonseca chegou a Montréal como 27º do mundo e chegou a subir ao 25º lugar no ranking ao vivo da ATP durante a semana, a uma posição de seu melhor registro na carreira. Ele havia somado apenas 10 pontos no Masters canadense de 2025, disputado em Toronto, onde caiu na estreia, então o saldo da semana segue positivo.


O próximo compromisso é o Masters 1000 de Cincinnati, entre 13 e 23 de agosto, onde o carioca completa 20 anos no dia 21. Depois vem o US Open, último Grand Slam da temporada, em Nova York, com o brasileiro perto de garantir status de cabeça de chave pela primeira vez no major americano.

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