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Fonseca usa o UTS como ensaio para o verão norte-americano: "Sou um João mais evoluído"

  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

João Fonseca estreia nesta sexta-feira na etapa carioca do UTS (Ultimate Tennis Showdown), no Maracanãzinho, contra o holandês Tallon Griekspoor, às 19h, e volta à quadra às 21h para enfrentar o australiano Nick Kyrgios, em rodada dupla que serve de laboratório para a temporada de quadra rápida na América do Norte.


O evento não vale ponto, não vale ranking e não vale nada além do que o próprio Fonseca quiser tirar dele. E ele quer ritmo. O número 27 do mundo e número 1 brasileiro não joga uma partida oficial desde a derrota para o russo Roman Safiullin na segunda rodada de Wimbledon, e só voltará ao circuito no Masters 1000 de Montréal, a partir de 2 de agosto. São 31 dias de intervalo. O UTS entra no meio dessa pausa como o único momento em que o carioca de 19 anos terá alguém do outro lado da rede antes do Canadá.


Jogador de tênis de camiseta coral rebate bola amarela em quadra verde, com expressão focada.
João Fonseca (Foto: Terra Wortmann Open)

O balanço do primeiro semestre

Em entrevista à ESPN antes da competição, Fonseca fez a leitura do próprio momento. "Estou no meu segundo ano como profissional. Muita coisa mudou. Sou um João mais evoluído, mais maduro", garantiu.


A maturidade a que ele se refere passa por três derrotas. No primeiro semestre, o brasileiro enfrentou Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Alexander Zverev, e perdeu para os três. Fonseca prefere ler o saldo pelo outro lado. "Foi muito importante para o amadurecimento da minha carreira. Jogar contra o Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Alexander Zverev. Apesar de ter perdido para os três, só trouxe coisas positivas para mim, como experiência e amadurecimento", ponderou.


E detalhou o que tirou de cada confronto: "Vi coisas que eles faziam muito melhor do que eu, algumas que eu fazia parecido e outras que eu fazia mais. Isso me trouxe muita bagagem para seguir evoluindo e, se Deus quiser, um dia competir com esses caras no topo", concluiu.


Jogar em casa

O Maracanãzinho não é quadra de tênis, e Fonseca sabe disso. "Teremos regras diferentes e é um lugar que já vi o vôlei ganhar medalha olímpica. Tenho uma história legal com a minha família lá e espero fazer um bom torneio. Espero que seja só sucesso", destacou.


As regras diferentes, aliás, são o ponto do UTS. O formato criado por Patrick Mouratoglou, cujas primeiras edições aconteceram durante a pandemia em 2020, substitui sets por quatro quartos de oito minutos. Só o primeiro saque é permitido. Não existe let. O tempo para sacar é de 15 segundos. Não há aquecimento: os jogadores entram e começam. Podem falar com os técnicos por rádio e dar entrevistas no meio da partida. E, uma vez por quarto, cada um pode usar a "carta bônus", que faz o ponto seguinte valer por três.


A etapa do Rio distribui mais de US$ 1,2 milhão entre os oito jogadores da chave, com até US$ 400 mil para o campeão. A transmissão no Brasil é do SporTV 3. Guto Miguel é o outro brasileiro na chave, e enfrenta Kyrgios na abertura do evento.


O calendário que vem pela frente

Depois do Maracanãzinho, o roteiro é conhecido. "Jogo Montreal e Cincinnati. Depois vou para Nova Iorque para descansar uma semana antes do US Open. Após isso, quero ficar um pouco mais de tempo no Brasil e emendar direto a temporada da Ásia", disse.


É muito tempo fora de casa, e ele já se preparou para isso. "Vai ser talvez a gira mais longa do ano. Estou ficando esse tempo no Rio para descansar, treinar e focar nas coisas que preciso melhorar para a quadra rápida. Estou feliz de estar 100%", destacou.


O contexto do ranking ajuda a explicar o otimismo. Fonseca completa 11 semanas consecutivas no top 30, desde 4 de maio, e está a três posições do recorde pessoal, obtido em novembro. Tem apenas 10 pontos a defender em Montréal e 50 em Cincinnati e no US Open, porque em 2025 caiu na estreia do Canadá e venceu um único jogo em cada um dos outros dois. O piso é baixo. O teto, não.

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