Gauff é mais uma a passar mal em Madri. Camarão é apontado como possível responsável
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Coco Gauff precisou de mais do que qualidade tênis para avançar neste domingo no WTA 1000 de Madri. A norte-americana, terceira do ranking mundial, vomitou em quadra no segundo set, recebeu atendimento médico e completou a virada sobre a romena Sorana Cirstea com parciais de 4/6, 7/5 e 6/1 em 2h21.
O resultado reservou a Gauff uma vaga nas oitavas de final pela 33ª vez em torneios WTA 1000, antes de completar 23 anos. Apenas Martina Hingis (44), Svetlana Kuznetsova (34) e Caroline Wozniacki (34) chegaram tão longe nessa categoria mais vezes antes dessa mesma idade. É também o terceiro ano consecutivo e o quarto no total que Gauff alcança a quarta rodada em Madri.
"Não sei, apenas tentei terminar a partida jogando um ponto depois do outro. Não sei o que está acontecendo aqui em Madri e espero estar melhor amanhã", disse a americana na entrevista em quadra.
A epidemia de Madri

Gauff não foi a única a passar mal durante a semana. Madri 2026 já entra para a história como um dos torneios mais afetados por problemas físicos em muito tempo. A norte-americana Madison Keys e o croata Marin Cilic sequer entraram em quadra após passarem mal. Cilic havia sido sorteado para enfrentar João Fonseca na estreia, e sua retirada passou o carioca diretamente à terceira rodada.
A polonesa Iga Swiatek, ex-número 1 do mundo e ex-campeã em Madri, foi forçada a abandonar sua partida no terceiro set. Neste domingo, a russa Liudmila Samsonova foi outra a desistir da competição antes de entrar em quadra.
De acordo com o Punto de Break, alguns tacos de camarão servidos no complexo do torneio deixaram todo o evento em alerta. O problema não começou durante a semana: mesmo antes do início da competição, vários tenistas já indicavam que algo estava errado e, um a um, foram abandonando por causa desse prato. Jim Courier confirmou a hipótese ao Tennis Channel durante a cobertura do torneio.
Gauff sentiu o mal-estar chegar no meio do primeiro set. Resistiu, empatou em 4/4 no segundo, mas então vomitou em quadra e precisou chamar o fisioterapeuta, que mediu sua pressão arterial. Depois de receber medicação, retomou o ritmo e fechou o set com uma quebra no 12º e último game.
"Honestamente eu não queria vomitar em quadra. Foi uma sensação estranha, não sei como consegui sair disso. De alguma forma consegui encontrar um caminho. Passei a me sentir melhor depois que coloquei para fora e me deram alguma coisa, mas estava cansada então tinha apenas que tentar seguir em frente", contou Gauff.
A virada
Cirstea havia começado melhor. A romena abriu 2/0 no segundo set depois de ter vencido o primeiro com uma quebra de diferença, e ainda reclamou ao árbitro Kader Nouni de suposto coaching da comissão técnica de Gauff durante o primeiro set. O árbitro respondeu que não identificou coaching. A queixa ficou por isso.
O terceiro set foi outro jogo. Cirstea baixou o nível com o saque e amargou duas quebras, no quarto e no sexto games, salvando cinco break-points no segundo game, o único em que conseguiu confirmar o serviço na parcial decisiva. A argila, segundo Gauff à Sky Sports, acabou sendo uma aliada inesperada: a bola mais lenta deu tempo para ela se mover mesmo sem estar no seu melhor fisicamente.
Foi o oitavo triunfo de Gauff em três sets em 2026. A americana é agora 3 a 0 contra Cirstea no geral, com todas as três vitórias decididas na parcial final.
Para Cirstea, a derrota encerra mais uma semana nesta que é sua temporada de despedida: a romena, de 35 anos, anunciou que 2026 seria o último de seus 20 anos no circuito profissional.
Próxima rodada
Nas oitavas, Gauff enfrentará a tcheca Linda Noskova, que avançou sem entrar em quadra após a retirada de Samsonova. Será o terceiro encontro entre as duas no circuito. Gauff venceu os dois duelos anteriores.
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