Henrique Vialle comemora título Sul-Americano e vaga no Mundial do Egito após semana invicta em Bogotá
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O paranaense Henrique Vialle, de 16 anos, atleta da Rio Tennis Academy, do Rio de Janeiro, comemorou o título do Campeonato Sul-Americano de 16 anos, conquistado pelo Brasil em Bogotá, e a vaga da equipe no Campeonato Mundial da categoria, a Copa Davis juvenil, que será disputada em novembro, no Egito.

O time brasileiro terminou a semana sem perder um único confronto. Vialle venceu seus dois jogos de simples e todos os duelos de duplas que disputou, incluindo uma virada sobre o peruano Oswaldo Calmet por 3/6 6/3 6/0, na fase de grupos. Nas duas séries decisivas, semifinal e final, o curitibano estava escalado para as duplas, que não chegaram a ser realizadas porque o Brasil fechou os confrontos antes.
Vialle credita a campanha menos ao talento individual do que ao ambiente do grupo.
"A chave foi o trabalho em equipe, todos os dias todo juntos nos apoiando dentro e fora da quadra e quem não jogava sempre estava apoiando quem estava dentro da quadra. Estavamos muito focados querendo classificar e chegar ao Mundial, conquistar o título. O segredo foi o trabalho de nossa equipe", disse o paranaense.
A campanha invicta em Bogotá
Na primeira fase, o Brasil passou por Venezuela, Uruguai, Paraguai e Peru. Na semifinal, bateu o Equador por 2 a 0, resultado que já garantia a vaga no Mundial: Livas Damázio venceu Sebastian Almeida por 6/2 e 6/3, e Victor Pignaton superou Fernando Gonzalez por 6/0, 4/6 e 6/0.
Com a classificação assegurada, o time voltou à quadra à noite para encarar a Venezuela, que havia eliminado a Argentina na outra semifinal. Em jogos disputados no formato de um set longo, Damázio superou Javier Sanchez por 8/3 e Pignaton venceu Andres Sanchez por 9/7. Dois a zero de novo. Título e campanha encerrada sem nenhuma derrota.
"Muito feliz em representar meu país, grato pela oportunidade e mais contente ainda por sair com esse título para ir com tudo para o Mundial", vibrou Livas.
"Felicidade muito grande, primeira vez jogando pelo Brasil e poder classificar o time para o Mundial é um sabor muito gostoso. Vamos desfrutar hoje e nos preparar bem para a Copa Davis no Egito", celebrou Pignaton.
O capitão da equipe é Rodrigo Ferreiro, o mesmo que comandou o Brasil no título da Copa Davis Júnior de 2023, em Antalya, com João Fonseca, Pedro Rodrigues e Gustavo Almeida. É a referência mais próxima que este grupo tem: o país já sabe o caminho.
O currículo de Vialle
Não é a primeira vez que o curitibano veste a camisa do Brasil em competição por equipes. Ele foi vice-campeão mundial na categoria 14 anos em 2024, ao lado de Livas Damázio e Thiago Santana, e integrou o time do Sul-Americano de 12 anos em 2022.
A temporada de 2026 vem sendo a mais consistente da carreira. Vialle foi campeão do J100 de Lima, no Peru, seu maior título de simples no circuito juvenil, com vitória de virada sobre o principal favorito Diego Pajares por 7/5, 5/7 e 6/0, e somou vice-campeonatos no J100 de Punta Cana, na República Dominicana, e no J60 de Curitiba. Em julho, quando foi convocado, ocupava a 228ª posição do ranking mundial até 18 anos, segundo melhor brasileiro entre os nascidos em 2010.
O feminino fica com o vice em Bogotá
No torneio feminino, as anfitriãs colombianas levaram a melhor na decisão. Nas partidas de simples, a paulista Nathalia Tourinho foi derrotada por Emanuela Lares por 4/2 e 4/1, enquanto a catarinense Maria Eduarda Carbone bateu Alicia Londoño com parciais de 4/5(5), 4/0 e 4/2.
A definição foi para as duplas. Tourinho e Carbone voltaram à quadra e foram superadas por Lares e Londoño por 4/2 e 5/4(1).

As brasileiras, comandadas por Maisa Feital, ainda contam com Larissa Silenci na equipe. O vice-campeonato garantiu o time na Billie Jean King Cup Junior, que também será disputada em novembro, no Egito.
Mais um vice: o Mundial de 14 anos
Na mesma semana, em Prostejov, na República Tcheca, a equipe masculina do Brasil de 14 anos chegou à final do Mundial da categoria e perdeu para a Suíça de virada.

Dante Monte colocou o Brasil na frente ao derrotar Jonas Waelti em sets diretos, com 7/6 (7-5) e 6/4. O empate veio com Richard Mitchell, que superou Vitor Marques Moraes por 6/7 (3-7), 6/2 e 6/3. Na decisão em duplas, Monte e Marques Moraes perderam para Noah Honsberger e Waelti por 6/4, 3/6 e 10-6.
O time do capitão Douglas Junior, que ainda tinha Davih Lichtnow à disposição, igualou o resultado de 2024, quando o Brasil foi vice-campeão com Livas Damázio, Henrique Vialle e Thiago Santana. O título teria sido inédito para o país na competição, disputada desde 1991, em qualquer um dos gêneros. Para a Suíça, foi o terceiro troféu na história do evento e o primeiro desde 2022.
Já a equipe feminina, comandada por Ivan Cressoni, venceu o Canadá no sábado e terminou na 11ª colocação. Sofia Sanson bateu Clara Vicol por 6/3, 4/6 e 10-8, e Eduarda Gomes fechou a série virando sobre Joni Colburne com 4/6, 6/3 e 14-12. O título feminino ficou com a Itália, que derrotou o Japão na final: Giulia Luchetti bateu Ayaka Iwasa por 6/4 e 6/2, Shina Okuyama derrotou Olivia Conticello por 6/1, 0/6 e 6/3 e a dupla Conticello/Luchetti garantiu a taça ao vencer Iwasa/Okuyama por 6/7 (6-8), 6/3 e 10-4.
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