Hugo Calderano é bronze na Copa do Mundo de Tênis de Mesa
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O bicampeonato não veio. Na madrugada deste domingo, em Macau, Hugo Calderano foi superado pelo chinês Wang Chuqin, número 1 do mundo, por 4 a 1, com parciais de 11/7, 11/3, 11/7, 6/11 e 12/10, na semifinal da Copa do Mundo de Tênis de Mesa. Sem disputa de terceiro lugar, o bronze ficou com Calderano. Horas depois, Wang foi além: derrotou o japonês Sora Matsushima por 4 a 3 na final e conquistou o primeiro título da Copa do Mundo da carreira.

Contra o brasileiro, Wang dominou. Abriu o jogo em ritmo alto, construiu 3 a 0 com autoridade e deixou o carioca em posição de quase impossível recuperação. Calderano reagiu, ganhou o quarto set por 11/6, mas não teve como sustentar o nível no quinto. O chinês fechou em 12/10.
O resultado ampliou a vantagem de Wang no retrospecto direto contra Hugo: sétimo confronto entre os dois, quinta vitória do líder do ranking. A última derrota de Wang para o carioca havia sido no ano passado, também na semifinal em Macau, quando Calderano virou de 3 a 1, salvou match-point, bateu o chinês por 4 a 3 e foi campeão no dia seguinte. Desta vez, o roteiro foi diferente.
"Quero agradecer a todo mundo, que mais uma vez acompanhou essa trajetória. Mais uma medalha, uma medalha de bronze. Estou muito feliz. É um grande resultado, então mais uma vez agradecer a todo mundo que torceu, que acompanhou os jogos e que mandou sempre muita energia de casa", celebrou Hugo.
O que a campanha representa
Calderano chegou à Copa do Mundo de 2026 como número 3 do mundo e terminou exatamente onde estava: no pódio, com resultados que poucos no planeta conseguiriam.
Ao longo da semana, superou o tcheco Jancarik em 17 minutos na estreia, virou sobre o sueco Karlsson em cinco sets, arrancou uma classificação de sete parciais contra o japonês Togami e atropelou o francês Alexis Lebrun por 4 a 0 nas quartas. Só parou diante do melhor do mundo.
Campeão no ano passado, ele havia se tornado o primeiro mesatenista fora da Ásia e da Europa a levantar o troféu da Copa do Mundo. O bronze deste domingo confirma que não foi acidente. É consistência.
Wang Chuqin: o troféu que faltava
Na final, Wang não teve vida fácil. O japonês Sora Matsushima, 18 anos, venceu o primeiro set e chegou a abrir 3 a 2, com o título à vista. Wang segurou. O segundo set havia sido o sinal: vencido por 18 a 16, numa batalha que mudou o rumo da noite. Quando a pressão foi máxima, o chinês encontrou o próprio jogo e fechou o sétimo set para erguer o troféu.

"Estou muito feliz. Sinto que todas as dificuldades pelas quais passei esta semana finalmente valeram a pena. Cada dia pareceu um desafio difícil, e qualquer dia poderia ter sido o meu último", disse Wang à ITTF após a conquista.
O título encerra dois anos de eliminações no mesmo ponto: semifinal em 2024, semifinal em 2025. Desta vez, foi até o fim. Com o Mundial de 2025 e a Copa do Mundo de 2026 no currículo, Wang corre agora atrás do único grande troféu que falta: o ouro olímpico. Los Angeles 2028 está no horizonte.
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