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"Marcelo é meu melhor amigo há mais de 10 anos e finalmente ganhamos um torneio": Zverev celebra título em Acapulco ao lado de Melo

  • 1 de mar.
  • 3 min de leitura

Às vezes, o resultado já está feito. O que ficou de Acapulco não é o placar da final, e sim o que Marcelo Melo e Alexander Zverev disseram depois dela. Dois amigos de mais de dez anos, quatro finais juntos sem troféu, e agora, finalmente, um título.



"Ganhar um troféu é muito especial. Esta semana foi muito boa nas duplas e estou muito feliz. Marcelo é meu melhor amigo há mais de 10 anos e finalmente ganhamos um torneio. É muito especial", disse Zverev após a conquista do último sábado.


Na quadra, foi tranquilo. Melo e o alemão superaram o austríaco Alexander Erler e o norte-americano Robert Galloway por 6/3 e 6/4 em 1h09, com duas quebras no primeiro set sem enfrentar break-points e domínio claro no segundo, quando abriram 4/1 antes de ceder o serviço e retomar o controle no game decisivo. Setenta e dois por cento de aproveitamento no primeiro serviço. Fora de dúvida.


O que o troféu representa


Alexander Zverev e Marcelo Melo (Foto: Abierto Mexicano de Tenis)
Marcelo Melo e Alexander Zverev (Foto: Abierto Mexicano de Tenis)

Para Melo, Acapulco tem um peso que vai além do número. Com o tri no México, o mineiro chega ao 42º título de ATP da carreira, o 15º no nível 500. Aos 42 anos, ele é o tenista com mais troféus nesta categoria desde que a série foi criada, em 2009, igualando Mate Pavic segundo a ATP Tour.


"A diferença em ganhar este título é que somos amigos, e para mim isso é muito especial. Quando nos divertimos juntos, a sensação é melhor", disse Melo. "Já nos conhecemos há quase 10 anos. O Sascha e a família dele estão sempre juntos, nos apoiando."


A frase resume bem o que é essa parceria. Melo e Zverev competem juntos desde 2017. Já chegaram à final do Masters 1000 de Monte Carlo em 2024. Mas o título demorou. Quando veio, veio em Acapulco, onde Melo já havia vencido com Ivan Dodig em 2015 e com Lukasz Kubot em 2020. O terceiro aqui, com o amigo alemão, teve um sabor diferente.


"É sempre um prazer estar em Acapulco. Um lugar especial para mim, para o Sascha. Muito obrigado ao público, a todos que vieram aqui acompanhar a final, o torneio. Ganhei no Rio, venci aqui, muito feliz", completou o mineiro.


Oito vitórias e dois ATP 500 em oito dias


O que Melo construiu nessas duas semanas merece ser dito com clareza: antes dessa sequência, ele ainda não tinha vencido uma partida em 2026. Três torneios, zero vitórias, parceiros diferentes. Então veio o Rio Open, o título ao lado de João Fonseca no saibro, e a troca imediata de piso para o hard court mexicano.


Oito vitórias seguidas. Dois ATP 500. Dois pisos distintos. Tudo isso aos 42 anos.

"Cheguei aqui na última hora, sem muita expectativa, por estar saindo do saibro, em um torneio muito desgastante lá no Rio Open. Então, poder vencer aqui em Acapulco é extremamente gratificante", havia dito Melo após a semifinal, antes mesmo de saber que faria história no sábado.


Com o título, o mineiro volta ao top 50 do ranking, saltando para a 45ª posição. Para Zverev, é o terceiro troféu em duplas na carreira e o segundo em Acapulco: em 2019, ele venceu na cidade mexicana ao lado do irmão Mischa.


Próximos compromissos


Melo e Zverev seguem juntos. Os dois viajam para Indian Wells, onde disputarão o primeiro Masters 1000 da temporada, com início na próxima quarta-feira. O mineiro também está na mira de Miami e do ATP 250 de Houston na sequência da gira americana de quadra dura.

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