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Miami: Sabalenka vence na estreia e se rende à língua brasileira: "É o idioma mais bonito para xingar"

  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura

Aryna Sabalenka estreou com vitória no Miami Open nesta sexta-feira, superando a norte-americana Ann Li, 39ª do ranking, por 7/6 (7-5) e 6/4 em 1h42 de partida equilibrada. O placar de pontos totais resume bem a disputa equilibradíssima: 81 a 80 para a defensora do título. Sabalenka abriu 4/1 no primeiro set, cedeu o empate, mas fechou a parcial no tiebreak, mantendo a série impecável nesse quesito em 2026: seis tiebreaks, seis vitórias, incluindo o decisivo da final de Indian Wells contra Elena Rybakina. No segundo set, duas quebras seguidas foram suficientes para controlar o jogo até o 6/4 final.


Aryna Sabalenka (Foto: Miami Open). Tenista de vestido rosa segura raquete, comemora firmeza. Público desfocado no fundo. Banner azul com logo esportivo visível à direita.
Aryna Sabalenka (Foto: Miami Open)

A partida, porém, não aconteceu onde estava prevista. Com a programação toda embaralhada pela chuva que adiou jogos desde quarta-feira, Sabalenka foi transferida do Hard Rock Stadium para a quadra Butch Buchholz, terceira em importância do complexo. O motivo era a sessão noturna reservada para Alcaraz contra Fonseca. "Foi incrível. Obrigada por terem vindo, pessoal. Gostei de jogar na frente de vocês. Mas espero muito conseguir jogar na quadra central da próxima vez", disse a bielorrussa ao público, antes de garantir: "E espero muito que todos vocês possam vir me assistir lá." Na terceira rodada, ela enfrenta outra americana, Caty McNally.


A transferência, no entanto, gerou uma situação que ela não esperava e que roubou a cena na coletiva.

O contexto foi a presença maciça da torcida brasileira no torneio, mobilizada por João Fonseca, que jogava no mesmo horário no estádio principal. Sabalenka admitiu ter ficado "chocada" com a situação. "Eu fiquei realmente surpresa que eles estavam considerando cancelar minha partida", disse. "Fiquei tipo: mas qual é o problema de Alcaraz e Fonseca começarem um pouco mais tarde? Ontem à noite a sessão começou às 9 e a Mirra estava jogando. Então fiquei realmente chocada com a ideia de até cogitar cancelar minha partida."


A tenista bielorrussa acabou optando por jogar mais cedo em outra quadra, pensando no dia de folga que teria se vencesse. E aí veio a virada de roteiro: a transferência inesperada criou um encontro improvável com a torcida verde-amarela.


É importante ressaltar. James Blake, diretor do Masters 1000 de Miami, já havia confirmado que João Fonseca jogaria exclusivamente na quadra central do Hard Rock Stadium em todas as suas partidas no torneio.



"Não esperavam me ver lá, e foi uma surpresa"

"Sabe o que eu mais amei? Que foi uma espécie de surpresa para a torcida", disse Sabalenka. "Porque eles não esperavam me ver ali. E foi como uma situação de surpresa. E eu senti que eles realmente gostaram, que curtiram, que trouxeram cartazes. Foi lindo. A única coisa com a qual fico feliz é que as pessoas curtiram e se divertiram de verdade."


A relação de Sabalenka com o Brasil vai além de uma noite improvável em Miami. Ela contou que usa o Duolingo há 199 dias aprendendo português e brincou com os próprios limites. "Estou lá, tipo, sou fluente, posso falar sobre qualquer assunto que você quiser. Mas quando desligo o celular, não sei nada."


O segredo dos palavrões

Foi aí que a coletiva ganhou outro nível. Perguntada por um jornalista brasileiro sobre por que prefere xingar em português, Sabalenka entregou a lógica com total desfaçatez. "Porque eles conhecem o russo e o inglês. É tão óbvio quando você fala dentro de quadra.

Os árbitros escutam, entendem o idioma e prestam atenção. Em português, eu não levo nenhum aviso." Pausa. "Mas agora eles já sabem. Então preciso inventar outras coisas."

Antes disso, ela tinha declarado sem cerimônia:


"Palavrão em português, meu Deus. É o idioma mais bonito para xingar, gente. Eu adoro. E agora sai naturalmente da minha boca."

A plateia da coletiva riu. Ela também.


"Eu me sinto brasileira honorária"

Além do palavrão estratégico, Sabalenka falou com genuína afeição sobre a cultura brasileira.


"Eu amo a cultura brasileira. Sinto que somos muito parecidos. Eles são muito apaixonados, muito simpáticos. E quando se apaixonam por alguém, vão de tudo. Eu sinto o apoio, sinto o amor. É incrível de ver."

Questionada se já se sentia uma "brasileira honorária", ela foi direta: a aproximação tem sido construída jogo a jogo e torcida a torcida, com Sabalenka visivelmente à vontade nessa relação.


A vitória e Indian Wells, que curou feridas


Sobre o jogo em si, Sabalenka disse que a partida foi difícil desde o começo. "Ela jogou um tênis incrível. A maior parte dos saques dela caiu na linha. Difícil fazer alguma coisa com isso. Ela também estava super agressiva, devolvendo bem, jogando de forma inteligente. Senti que eu estava na defensiva o tempo todo. Mas fico muito feliz que consegui administrar isso e encontrar a vitória."


A campeã de Indian Wells 2026 também abriu o jogo sobre o peso emocional da temporada recente. "Eu estava muito cansada de perder grandes finais. Em todos esses jogos eu tive minhas chances e não as usei. É muito decepcionante sair da quadra sabendo que você teve oportunidades e não aproveitou." Ela havia mencionado que não queria "perder uma terceira final seguida" para a mesma adversária, numa referência às derrotas consecutivas diante de Elena Rybakina.


O título em Indian Wells chegou na hora certa. "Foi uma vitória muito importante. Queria provar para mim mesma que está tudo bem. Você pode perder jogos duros, mas pode voltar mais forte e conseguir a vitória. E para o futuro, me deu confiança extra de que estou lá."


Tradução e adaptação com base na transcrição oficial da coletiva de imprensa do Miami Open 2026, informações do site oficial do torneio.

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