Miami encerra gira norte-americana com três Sunshine Doubles no mesmo fim de semana
- há 19 horas
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A temporada de piso duro norte-americana se encerrou neste domingo com um feito sem paralelo registrado na história do circuito: pela primeira vez, uma mesma edição de Indian Wells e Miami produziu o Sunshine Double em três categorias distintas. Aryna Sabalenka no simples feminino, Katerina Siniakova e Taylor Townsend nas duplas femininas, e Jannik Sinner no simples masculino. Três dobradinhas California-Flórida.
Sabalenka: a quinta da história
Sabalenka abriu o ciclo no sábado. A número 1 do mundo derrotou Coco Gauff por 6/2, 4/6 e 6/3 e entrou para um grupo pequeno: a quinta mulher a conquistar o Sunshine Double na Era Aberta, ao lado de Steffi Graf (1994 e 1996), Kim Clijsters (2005), Victoria Azarenka (2016) e Iga Swiatek (2022).
"Meu objetivo sempre foi colocar meu nome na história, e acabei de fazer isso. Parece tão irreal. Não sei como consegui alcançar algo assim, mas estou incrivelmente orgulhosa", declarou Sabalenka em coletiva após a partida.
Siniakova e Townsend levantam mais um troféu
Antes mesmo de Sinner fechar o seu título, a dupla Siniakova-Townsend já tinha garantido o segundo Sunshine Double do fim de semana. As cabeças de chave número 2 superaram Sara Errani e Jasmine Paolini por 7/6 (0) e 6/1 e se tornaram a sexta dupla feminina a completar a dobradinha Indian Wells-Miami.
O jogo passou por uma longa pausa por chuva, interrompido com 6/5 para as campeãs e as italianas sacando a 40-15. No retorno, Errani e Paolini até confirmaram o saque. Depois disso, domínio absoluto: tiebreak vencido de zero, um único game cedido na segunda parcial.

Juntas há dois anos, Katerina Siniakova e Taylor Townsend chegam ao quinto título da parceria: Wimbledon 2024, Australian Open e Dubai em 2025, Indian Wells e Miami em 2026. Aos 29 anos, a tcheca acumula 35 troféus no circuito, nove deles de Grand Slam nas duplas, além de um ouro olímpico ao lado de Barbora Krejcikova. Townsend, da mesma idade, chegou à 14ª conquista no circuito de duplas e ao quarto título de nível 1000.
Na corrida da temporada, a dupla sobe para a terceira posição, atrás da sérvia Aleksandra Krunic e da cazaque Anna Danilina (líderes) e da brasileira Luísa Stefani com a canadense Gabriela Dabrowski.
Sinner e os três Masters seguidos
Jannik Sinner fechou o domingo com mais um argumento para qualquer discussão sobre onde ele está na hierarquia atual do tênis. O italiano derrotou o tcheco Jiri Lehecka por 6/4 e 6/4 em 1h33 de jogo efetivo, mais uma longa pausa por chuva que atrasou tudo sem mudar nada. O Sunshine Double estava garantido.
A vitória o torna o oitavo homem a conquistar a dobradinha Indian Wells-Miami. Antes dele: Jim Courier (1991), Michael Chang (1992), Pete Sampras (1994), Marcelo Rios (1998), Andre Agassi (2001), Roger Federer (2005, 2006 e 2017) e Novak Djokovic (2011, 2014, 2015 e 2016).
Mas o que distingue o feito de Sinner não é a dobradinha em si. É a sequência. Com títulos em Paris, Indian Wells e agora Miami, o italiano se tornou apenas o terceiro tenista da história a vencer três ou mais Masters 1000 consecutivos, igualando marcas de Djokovic (quatro vezes) e Nadal. Neste nível, acumula 17 partidas e 34 sets de invencibilidade, um novo recorde absoluto.

O jogo teve a cara da sua fase. No primeiro set, Sinner criou três oportunidades de quebra logo no terceiro game, converteu uma delas, sobreviveu a três break-points em seguida e precisou de três set-points para fechar a parcial. Os números explicam a tensão: 100% de aproveitamento quando acertou o primeiro serviço (16/16), mas apenas 59% de aproveitamento do primeiro saque e menos da metade dos pontos no segundo (45%). Impositivo o suficiente para vencer. Não mais do que o necessário.
Depois de 1h28 de pausa por chuva, Sinner voltou determinado a liquidar. E ficou enroscado. Desperdiçou cinco oportunidades de quebra na primeira metade da segunda parcial, três no terceiro game, outras duas no quinto. Tanto insistir teve resposta: no nono game, finalmente converteu, abriu 5/4 e sacou para o título. Dois aces e um voleio de encerramento. Sem drama no momento em que importava.
É o 26º título de sua carreira, o sétimo de Masters 1000 e, como todos os anteriores neste nível, conquistado sobre o piso duro. Aos 24 anos. Apesar dos 1.000 pontos somados, Sinner segue na segunda posição do ranking, agora a 1.190 de Carlos Alcaraz. O cheque é de US$ 1.151.380.
Do outro lado da rede, Lehecka disputou a maior final da carreira, por um título que seria o terceiro na vitrine, depois de Adelaide e Brisbane, ambos ATP 250. O tcheco foi o quinto compatriota a decidir o torneio em Miami, depois de Ivan Lendl (campeão em 1986 e 1989 e vice em 1987), Miloslav Mecir (1987) e Jakub Mensik (2025), além de Tomas Berdych (vice em 2010). Saiu sem o troféu, mas com uma nova melhor marca no ranking: sobe para a 14ª posição a partir desta segunda-feira, embolsando US$ 612.340 e ultrapassando US$ 8 milhões em prize money acumulado.
Próximos compromissos
Com a gira de piso duro encerrada, o circuito migra para o saibro europeu. Sabalenka estreia na temporada de terra batida no Porsche Tennis Grand Prix, em Stuttgart, a partir de 13 de abril. Sinner e os demais líderes do circuito masculino se preparam para Monte Carlo, onde a temporada europeia começa na mesma semana.
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