Sabalenka é bicampeã em Miami, completa o Sunshine Double e entra para seleto grupo
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Aryna Sabalenka derrotou Coco Gauff por 6/2, 4/6 e 6/3, em 2h09, neste sábado no Hard Rock Stadium, e conquistou pelo segundo ano seguido o título do WTA 1000 de Miami. Com o bicampeonato na Flórida, a bielorrussa completou o Sunshine Double e garantiu seu lugar numa lista que, até hoje, tinha apenas quatro nomes.
Apenas Steffi Graf (1994 e 1996), Kim Clijsters (2005), Victoria Azarenka (2016) e Iga Swiatek (2022) haviam vencido Indian Wells e Miami na mesma temporada. Sabalenka é também a primeira a defender o título em Miami desde Ashleigh Barty, que o fez em 2019 e 2021, com a edição de 2020 cancelada pela pandemia.
"Não tive um momento sequer para parar e olhar para o que aconteceu nos últimos meses", disse Sabalenka na cerimônia de premiação, "mas estou tão orgulhosa do trabalho que fizemos e da luta que consegui trazer à quadra. Simplesmente, uau!"

Foi sua terceira conquista na temporada, depois de Brisbane e Indian Wells. Três títulos em três meses. O circuito feminino tem uma líder muito clara, e esse detalhe não é novidade para ninguém que acompanhou 2026 até aqui.
Esta foi a 13ª vez que Sabalenka e Gauff se enfrentaram. A bielorrussa passou à frente no confronto direto: 7 a 6. Em finais, as duas agora estão empatadas em 2 a 2. Antes de Miami, as três decisões de 2025 entre elas incluíram vitórias de Gauff no US Open 2023 e em Roland Garros 2025, e de Sabalenka no Madrid Open 2025.
O saque de Gauff como termômetro
O primeiro set foi um manual do que Sabalenka faz de melhor quando tudo funciona: golpes profundos e pesados do fundo de quadra, saques que comandam o ponto antes de qualquer troca e aproveitamento cirúrgico de erros alheios. Gauff entregou duplas faltas, erros não forçados e nenhum break-point a seu favor. A americana venceu apenas 55% dos pontos com o primeiro serviço. Sabalenka quebrou já no game de abertura e nunca soltou o controle. 6/2 em pouco mais de meia hora.
O segundo set foi outro jogo. Gauff corrigiu o saque, elevou para 74% o aproveitamento com o primeiro serviço e começou a produzir o tênis que a levou até a final: rallies longos, bolas que voltam com consistência, pressão acumulada. Sabalenka salvou break-points no quinto e no sétimo game. Quando sacava em 4/5, abriu 30-0 e pareceu encaminhar o set. Daí veio uma sequência de erros. Gauff alcançou o set-point e converteu com uma devolução profunda que forçou o erro da rival na rede. Empate na decisão.
A torcida estava com Gauff. Estava, aliás, com muita intensidade. Em determinado momento, Sabalenka recebeu advertência do árbitro por uma obscenidade proferida em quadra. Mais tarde, ela comentou sem esconder o desconforto com parte do público:
"Fiquei um pouco frustrada em um momento. Definitivamente não me orgulho do que gritei. Mas também tive muito apoio aqui. Eu sabia o que esperar e curti cada momento. Mesmo com a torcida para ela, senti que torciam pelo bom tênis. Senti o respeito, e sou muito grata por isso", declarou.
O terceiro set não deu margem para especulação. Gauff foi quebrada já no primeiro game e jamais conseguiu transformar pressão em break-point real contra o serviço da número 1. Sabalenka encerrou em 6/3 e celebrou o bicampeonato com a plateia que, ao longo da partida, foi parcialmente hostil.
Os números de uma temporada fora do comum
Com os 24 títulos acumulados em 44 finais na carreira, Sabalenka iguala as 11 conquistas de Swiatek e Lindsay Davenport em torneios de nível 1000 e se torna a quinta maior vencedora da categoria, atrás apenas de Maria Sharapova (14), Steffi Graf (15), Martina Hingis (17) e Serena Williams (23). Com a defesa do título, ela conquinstou o quinto título de uma bielorussa em Miami, depois das três conquistas de Azarenka em 2009, 2011 e 2016.
No ranking, a vantagem para Elena Rybakina, segunda colocada, ultrapassa os 2.500 pontos. Sabalenka lidera ainda a corrida para o WTA Finals de Riad. O cheque pelo título é de US$ 1.151.380.
Do outro lado da rede, Gauff buscava seu primeiro título em Miami, o torneio da sua cidade natal. A americana nasceu em Delray Beach e nunca havia passado da quarta rodada antes desta edição. Chegou à final depois de quatro vitórias em três sets, inclusive sobre Belinda Bencic nas quartas, antes de demolir Karolina Muchova por duplo 6/1.
Na decisão, teve sete duplas faltas e não foi páreo para a consistência adversária. Foi sua quarta derrota em 15 finais disputadas no circuito. Com os 650 pontos conquistados, ela deve ultrapassar Iga Swiatek e assumir o terceiro lugar no ranking. O prêmio pelo vice é de US$ 612.340.
Vale o registro: de acordo com o Sporting News, a final teve a maior audiência presencial da história para uma final WTA na América do Norte, com 16.380 torcedores no Hard Rock Stadium.
O que vem a seguir
A temporada segue para o swing de saibro europeu, onde Sabalenka vem de bons resultados e chega com o moral de quem encerrou o hardcourt com três títulos, sem uma única derrota em sets contra ninguém além de Rybakina na temporada.
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