Nadal comenta sobre possibilidade de Fonseca desafiar Sinner e Alcaraz
- Raphael Favilla

- 3 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Um ano depois de entrar em quadra pela última vez como profissional, na fase final da Copa Davis de 2024, Rafael Nadal continua acompanhando o circuito, mas com menos intensidade do que antes de pendurar a raquete. O espanhol, ex-número 1 do mundo e dono de 22 títulos de Grand Slam, reconhece hoje um cenário de domínio claro de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, e avalia que o brasileiro João Fonseca ainda precisa tempo para chegar ao nível de ameaça real aos dois líderes da nova geração.

Nadal recebeu na segunda-feira o Prêmio AS do Esporte, no Hotel Palace de Madri, em reconhecimento ao legado do maior campeão de Roland Garros. Após a cerimônia, concedeu entrevista à rádio Cadena SER, onde comentou sua rotina fora das quadras e analisou a dinâmica atual da elite masculina.
“Vejo alguns jogos de tênis, os que me interessam. Acho que falta alguém que pressione o Sinner e o Alcaraz. Acho que o Fonseca ainda é muito jovem e não está em condições de pensar nisso. Falta alguém que os pressione um pouco, porque eles abriram muita vantagem sobre todos os demais. Para quem vê de fora, dá a sensação de que mesmo jogando mal, continuam vencendo e chegando a todas as finais”, afirmou.
Sobre Alcaraz, Nadal manteve o tom de admiração. “É espetacular, como vamos vê-lo de outra forma? Nunca fui muito de criar expectativas, mas sempre o vi muito bom, com um potencial para marcar época no nosso esporte. Ele já tem seis títulos de Grand Slam e segue uma projeção impressionante. Pode ganhar 22 também, por que não? O mais importante é que não se machuque. Se você não tem lesões, também não perde a confiança no próprio corpo e isso vai te alimentando mentalmente”.
Nadal também revisitou o tema que marcou sua despedida do circuito: o impacto das lesões.
“Se não fosse pelo físico, eu seguiria jogando tênis, mas tenho 39 anos. Nunca vivi pensando que, sem lesões, poderia ter ganho mais Grand Slams. Nem durante a carreira, nem agora. O Marcel Granollers tem 39 anos e é da minha geração, mas com todo carinho, ele joga duplas”, brincou, arrancando risos do público.
Por fim, falou sobre a vida longe das competições — que imaginava mais calma do que realmente é.
“Sim, pensei que teria muito mais tempo para tudo. É uma questão de organização. Me tornei pai recentemente e isso torna tudo mais complexo. Achei que o primeiro ano seria mais caótico. Mas olhando para o ano que vem, vejo que também não será muito tranquilo. Continuo mais ocupado do que pensava.”
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