Naná e Victória duelam pela primeira vez no profissional
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Parceiras na dupla que foi vice-campeã de Wimbledon em julho e rivais na decisão do Banana Bowl em março, Naná Silva e Victória Barros vivem, a partir desta sexta-feira, o primeiro capítulo da rivalidade no circuito profissional. Nauhany Vitória Leme da Silva e Victoria Luiza Barros se enfrentam nas quartas de final do Tênis Paulista Pro Series, o ITF W35 de Barueri, não antes das 17h, no Alphaville Tênis Clube.

O confronto é o primeiro das duas na WTA, mas está longe de ser o primeiro entre elas. Em março, na decisão do Banana Bowl, disputada na catarinense Gaspar, Naná bateu Victória por 6/3, 4/6 e 6/3 e se tornou a primeira brasileira a erguer o troféu desde Roberta Burzagli, em 1991: foi também a primeira final 100% nacional do torneio desde 1986, quando Gisele Miró superou Gisele Faria.
O clima nem sempre foi ameno. Irritada com a comemoração da rival no intervalo do segundo set, Naná avisou à arbitragem que "faria bem pior" caso o cenário se repetisse, segundo relatos dos presentes no dia. No cumprimento final na rede, nada de abraço: só um aperto de mão rápido e seco.
Quatro meses depois, as duas se uniram nas duplas e chegaram à final juvenil de Wimbledon, cedendo o título para as tchecas Jana Kovackova e Katerina Zajickova por 7/6(7), 6/7(5) e 10/6: primeira dupla 100% sul-americana a alcançar a decisão do major britânico no juvenil, e primeira presença de brasileiras numa final de Wimbledon na categoria.
A vitória mais expressiva na curta carreira profissional de Victória
Antes de mirar a compatriota, porém, Victória, potiguar de 16 anos, precisou repetir a virada que também marcou o duelo de março. Ela derrotou a argentina Martina Capurro Taborda, cabeça de chave 1 do torneio, canhota de 28 anos e 241ª do ranking da WTA, por 4/6, 6/2 e 7/5, em partida de 3h08 de duração. É a vitória mais expressiva da carreira da brasileira: até então, a jogadora de ranking mais alto que ela já havia batido era a georgiana Sofia Shapatava, que ocupava a 420ª posição quando perdeu para Victória em Antalya, na Turquia, em novembro do ano passado.
"Eu sabia que seria um jogo duro mentalmente e que eu precisaria estar focada em todos os pontos. Acho que no primeiro set eu estava um pouco bloqueada mentalmente, com a atitude um pouco baixa. Mas depois que fui ao vestiário, disse a mim mesma que faria de tudo para mostrar o meu melhor", contou Victória. Ao fim da partida, resumiu o sentimento em poucas palavras: "Sabia que seria um jogo duro mentalmente. Estou literalmente muito feliz por ter conseguido ganhar esse jogo e ter oportunidade de jogar amanhã".

Nem tudo, porém, foram elogios à adversária. Victória avaliou o nível de Martina, mas reservou uma crítica pontual ao comportamento da argentina em quadra: "Acho que a Martina é uma jogadora muito boa. Espero tudo de bom para ela, que consiga alcançar os seus sonhos. Mas uma coisa que me deixou negativa foi um pouquinho de falta de respeito. Espero que ela entenda o que aconteceu hoje. e que a gente possa jogar outras vezes juntas".
Amigas fora de quadra, adversárias avisadas
Sobre o duelo com Naná, Victória repetiu, em dois momentos diferentes, a mesma mensagem: a amizade não muda a fome por vencer. Em entrevista após a vitória sobre Martina, disse: "Todo mundo sabe que eu e a Naná somos amigas, não tem rivalidade fora de quadra, só dentro de quadra uma querendo ganhar da outra, vou dar o meu melhor para fazer um bom jogo". Em vídeo divulgado pela organização do torneio, reforçou:
"Jogamos dupla juntas e sempre nos demos muito bem. Somos muito amigas e não há nenhuma rivalidade fora de quadra. Mas dentro da quadra, uma quer ganhar muito da outra e vou dar o meu melhor para não deixar aquele sentimento de que 'faltou alguma coisa'".
Naná avança sem sustos
Nauhany Silva, a Naná, chegou às quartas mais cedo, na tarde desta quinta-feira (27). Aos 16 anos, ela superou a paulista Jennifer Rosa Dourado por 6/4 e 6/2, garantindo a primeira vaga entre as brasileiras.
"Estou muito feliz por passar mais uma rodada aqui no W35. Sabia que seria uma partida dura, contra mais uma brasileira, e já conhecia o jogo dela. Acho que consegui colocar o meu tênis em quadra, ser agressiva e fazer uma boa partida. Estou muito feliz por estar na próxima rodada", disse Naná.
Meligeni e Candiotto também seguem vivas
Cabeça de chave 4 do torneio, Carolina Meligeni Alves foi a primeira brasileira a confirmar presença nas quartas. Na quinta, a paulista bateu a também paulista Sofia Mendonça por 6/1 e 6/1 e agora enfrenta a chinesa Lan Mi, nesta sexta, às 13h, na quadra 5.
"Fiz um bom jogo, consegui ser agressiva e sólida ao mesmo tempo. Saquei bem e isso fez bastante diferença nessas condições. Estou muito feliz por estar jogando aqui no Brasil. É muito importante termos torneios perto de casa e estou animada para as quartas de final", afirmou Carol.
Ana Candiotto avançou no confronto 100% brasileiro das oitavas, diante da catarinense Carolina Bohrer Martins, que chegava embalada pelo título conquistado no domingo anterior, no ITF W15 de Campos do Jordão. Candiotto venceu por 7/5 e 6/3 e terá pela frente a canadense Cadence Brace, cabeça de chave 3, também nesta sexta, na sequência do jogo de Meligeni. Nas duplas, ela segue viva também: ao lado da venezuelana Sofia Elena Cabezas Dominguez, cabeça de chave 1, enfrenta a americana Virginia Crocker e a indiana Krisha Mahendran, não antes das 18h, pela semifinal.
"A Carol vem de duas semanas excelentes em Campos do Jordão, está muito competitiva e jogando em um ótimo nível. Comecei a partida atrás no placar, mas consegui manter a calma, me perdoar e fui melhorando ao longo do jogo. Estou muito feliz por ter conseguido essa vitória e avançar para mais uma rodada", disse Candiotto.
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